quarta-feira, 18 fevereiro , 2026
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Campeonato Catarinense: Domingo de decisão

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Tubarão

O campeão Catarinense será conhecido por volta das 18 horas deste domingo. O Avaí larga com uma certa vantagem, pode perder por até dois gols de diferença que leva o título. Mas o Joinville não joga a toalha e vai com tudo para o jogo, que começa às 16 horas, na Ressacada, em Florianópolis.

Do lado do Avaí, o técnico Péricles Chamusca não contará com o meia Sávio e o atacante Vandinho. Eles ainda não estão na melhor forma física e só devem voltar a jogar no Campeonato Brasileiro, no próximo domingo, dia 9, contra o Grêmio Prudente. Outra ausência na decisão é o atacante Leonardo, que continua no departamento médico se recuperando de uma entorse no tornozelo.

A provável escalação do Avaí para o jogo de domingo tem Zé Carlos; Emerson Nunes, Rafael e Emerson; Patric, Rodrigo Thiesen, Batista, Caio e Uendel; Davi e Roberto.
O Joinville realizou trabalhos técnicos e táticos na tarde desta sexta-feira, na Arena, comandados pelo técnico Mauro Ovelha com a presença dos torcedores. Os torcedores tiveram a oportunidade de acompanhar o retorno de atletas que estiveram ausentes nos últimos treinos.
O grupo do JEC encerra os preparativos na manhã deste sábado e, logo em seguida, a delegação segue para Florianópolis, para se concentrar para o jogo.

Perseguição implacável: fato novo

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Não restam dúvidas que a cassação de meu mandato de vereador, pelo fato de ter assumido em 2003 as funções de gerente regional de educação e de vereador, é inominável perseguição. Não podem me chamar de ladrão, de vadio ou de burro, então me tiram o mandato por excesso de trabalho?! Usurpadores do dinheiro público, mostrados em rede nacional, continuam intocáveis nas suas funções!

Já citamos o fato de: a) a ocupação das duas funções ser permitida pela Constituição Federal (Artigo 38, III); b) existir jurisprudência no Supremo Tribunal Federal e no Tribunal de Justiça de Santa Catarina; c) outros vereadores, inclusive da nossa cidade, já terem assumido tais funções, sem qualquer problema, ou com parecer favorável da justiça; d) quando a justiça solicitou, deixei uma das funções – a de gerente de educação, mesmo assim, prosseguiram com o processo para cassar o mandato de vereador. Se isto não for perseguição, do que se trata então? Agora, surge fato novo que consolida tal conjetura, conforme denuncio a seguir.

Através de certidão (mandado n°7), oficial de justiça do fórum de Tubarão relata que, mesmo sendo por mim informada, na sexta-feira (dia 19/03), por volta das 16h30min, que eu não me encontrava em Tubarão e que retornaria na segunda-feira (dia 22/03), empreendeu corrida frenética, a despeito de ser um final de semana, para me entregar a citação, a partir da qual eu não mais seria vereador. A oficial recebeu “determinação” para cumprimento do mandado, ainda naquela sexta- feira (dia 19/03), às 19h30min, ou seja, cerca de três horas depois de saber que eu não estava em Tubarão, mas que retornaria na próxima segunda-feira (22/03).

Segundo ainda relata, esteve, na noite de sexta-feira (19/03), na minha casa (ciente de que eu não estava) e foi sábado, às 7 horas, na câmara de vereadores, onde havia sessão plenária, “presumindo” que eu lá estaria. Retornou à minha casa ainda no sábado, pela manhã, novamente, ao meio-dia e, novamente, à tarde, apesar de saber que eu não estava na cidade, mas que retornaria na segunda-feira, como de fato o fiz, procurando-a no fórum. Por que a perseguição implacável? Por que não poderia esperar o meu breve retorno para entregar a tal citação? Por que a pressa em me tirar da câmara, mesmo num fim de semana? Será que permanecendo vereador e presidente da câmara, entre sexta à noite e segunda-feira, ofereceria algum risco?

Que o objetivo (era) é me tirar do caminho todos já (sabiam) sabem. Só não se imaginava que tinham tanta urgência! Projetos de lei que apresentei e debates que provoco contribuem para melhorar a vida de todos, mas contrariam os interesses de alguns, que não mediriam (mediram) esforços para me tirar da câmara de vereadores.
Os meus compromissos com os tubaronenses, no entanto, estão de pé, apenas não com os mesmos instrumentos de quando vereador. Tiraram-me o mandato, mas não a vontade de trabalhar para as coisas boas acontecerem.

Sabe o que os astros reservam para você hoje?

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Áries (21/03 a 19/04)
Com reflexos ainda da Lua cheia, este dia traz o desafio de reconhecer a necessidade de desapego e transformação. Este é um momento bastante delicado, mas também de possibilidades interessantes a quem repensar seus valores e agir diferente.

Touro (20/04 a 20/05)
Desafios nos relacionamentos, principalmente aos taurinos que resistem à conscientização e às transformações. Uma atmosfera de conflito paira no céu astrológico, mas é um reflexo de como os seres humanos estão desorientados.

Gêmeos (21/05 a 21/06)
Aos geminianos que insistem em velhos padrões este pode ser um momento difícil. A vida está sendo clara: desapegue-se. A partir das situações de conflito pode nascer uma força interior, uma capacidade de superação.

Câncer (22/06 a 22/07)
Intensas emoções podem levar a comportamento extremista, visando demonstrar poder ou controle, que na verdade revela insegurança. Atenção com a tendência à manipulação, à possessividade e à tentativa de controlar os acontecimentos.

Leão (23/07 a 22/08)
Questões emocionais e familiares importantes vem à tona e simbolizam aquilo que não está bem resolvido. Força interior não deve ser confundida com demonstração de poder. Quem sabe de sua força não precisa ostentá-la.

Virgem (23/08 a 22/09)
A insistência em velhos pensamentos e padrões poderá trazer à tona situações muito difíceis, virginiano. Tenha consciência e aja com flexibilidade diante das adversidades. O adversário é interior, é a sua própria forma de agir.

Libra (23/09 a 22/10)
Questões financeiras, emocionais e envolvendo apego, posse e extremismo estão evidenciadas atualmente. Muita atenção para não repetir velhos erros. O momento pede transformação, que só pode ocorrer com consciência.

Escorpião (23/10 a 21/11)
Muita tensão, que também oportuniza evolução, dependendo de como agirmos. A realidade já não é mais a mesma. Seus relacionamentos merecem um outro olhar, que leve a atitudes diferentes. Isso favorece a todos.

Sagitário (22/11 a 21/12)
Dia em que você deve refletir sobre seus temores, inseguranças, apegos e tentativa de controlar o fluxo da vida. Momento em que pode ocorrer uma importante evolução, abrindo mão de velhas atitudes e estando atento aos sinais.

Capricórnio (22/12 a 19/01)
É chegado o momento de perceber a força dos pensamentos na criação da realidade. E de como as crenças podem limitar o crescimento. É hora de ser flexível, de abordar velhas questões com um novo olhar, de expandir a mente e o coração.

Aquário (20/01 a 18/02)
O receio de não estar no controle das situações pode se revelar muito perturbador agora. É preciso se desapegar, aquariano. Compreenda que não é você quem define as grandes questões da vida, embora isso não o exima de responsabilidades.

Peixes (19/02 a 20/03)
Excelente momento para se desfazer de velhas atitudes, expectativas e padrões. Novas descobertas e experiências. Há desafios muito importantes nos relacionamentos, onde você deve agir com maturidade.

Extração de DNA

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A receita abaixo foi usada pela professora de biologia Dayane G. Martins Goulart com os alunos da 1ª série do ensino médio da Escola Martinho Alves dos Santos para extrair o DNA da cebola. Não tente fazer em casa, hein?!
A experiência teve como objetivo conhecer os princí­pios básicos da extração do material genético da cebola, a partir dos tecidos do bulbo. Muito legal! Ajudou no desenvolvimento das habilidades de raciocínio.

Receita

• Pique uma cebola em pedaços pequenos.
• Em um outro recipiente, misture 50 ml de detergente de louça, 15 gramas de sal de cozinha e complete com água até formar 200 ml de solução. Mexa bem.
• Separe 50 ml dessa solução e junte à cebola picada.
• Coloque em banho-maria a 60o C por 15 minutos.
• Em seguida, resfrie rapidamente a mistura, colocando o recipiente em uma bacia de gelo, mexendo bem.
• Coe a mistura em um filtro de papel e coloque o lí­quido resultante em um tubo de ensaio.
• Despeje delicadamente o álcool (resfriado) no tubo de ensaio.

Extra curricular

Os alunos da Escola Martinho Alves dos Santos têm participado de atividades extra curriculares bem divertidas.
O projeto propõe aos estudantes algumas opções: dança, música, fanfarra, coral, aulas de espanhol, italiano, etc.
Como a dança é uma forma ilimitada de aprendizagem, através dela são trabalhadas questões como a diferença entre gêneros, domínio corporal, ritmo e diversidade cultural.

ia Nacional da Mulher

Nesta sexta-feira, 30 de abril, é o Dia Nacional da Mulher. A data foi escolhida porque é o dia de nascimento de uma grande brasileira: Jerônima Mesquita. Quem foi ela? No início do século 20, a mineira uniu-se a um grupo de mulheres combativas e fundou o Conselho Nacional das Mulheres. Se hoje as mulheres têm direito a voto, é por causa dela.

Poema

Quando criança!
Vem a esperança
E ela nunca se cansa
De no amanhã acreditar.

Quando adolescente!
Do amanhã, faz o presente.
E quase sempre se sente pronta pra despertar.

Quando adulta!
Depois de muita luta
Acredita num futuro
Quase sempre mais seguro.
Mas sentindo como é duro,
ver o outro dia chegar,
Vai caminhando…
Seguindo em frente…
Seus problemas enfrentar.

Quando Idosa!
Cheia de experiência.
E com muita paciência,
Pode a todos ensinar
Que a essência da vida,
é pela vida passar.

[ Samara C. A. Santos ]

“Hoje, o professor não cria, não inova”

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Rafael Andrade
Tubarão

Notisul – Qual a diferença das aulas de educação física de hoje e as de alguns anos atrás?
Vicente
– Antigamente, havia mais incentivo público e privado, mais didática e vontade dos professores. Hoje, sem generalizar, a maioria dos professores não dá muita ênfase à prática esportiva. O educador não cria, não motiva a criança, não inova. Ou ele tem problemas na escola, ou não tem interesse, ou nota que a quadra esportiva é de péssimo estado ou inacabada, ou não há incentivo do próprio diretor(a). Ano passado, convidamos 35 colégios de Tubarão e realizamos uma competição de atletismo com apenas sete escolas participantes. Perdeu-se a vontade de praticar esportes. É lamentável. Precisamos resgatar a educação perfeita. Hoje, do jeito que está, tira o cavalo da chuva que não haverá produção de nada. Não há um órgão gestor público ligado diretamente à área esportiva, como antigamente. O professor de educação física está sem pai e sem mãe. É uma desgraça. Em muitas escolas, é melhor não ter educação física do que ministrar aulas em quadras rachadas e com bolas murchas.

Notisul – O que é educação física?
Vicente
– É dar aula para uma turma uniformizada, preparar, alongar, prever, planejar, ter flexibilidade, agilidade, preparar o corpo e a mente. Depois, dar um prêmio para a criança, incentivar. Noto os nossos jovens no desfile de 7 de setembro na avenida. Eles não têm postura, os ombros estão inclinados para frente. Isto é falta de preparação através de aulas corretas de educação física.

Notisul – Na área esportiva, porque se investe mais em Cuba, que tem 11,2 milhões de habitantes, do que no Brasil, que tem 200 milhões? Por que eles sempre ganham de nós nas Olimpíadas?
Vicente
– Em todos os países onde impera uma ditadura ou um poder socialista há um investimento mais aprofundado nesta área. É uma imposição do governo. Apesar dos técnicos, preparadores e educadores físicos não serem bem pagos, há uma cobrança para que, de cada mil crianças, 200 sejam preparadas intensivamente no esporte. Varia de quatro a oito horas por dia de treinamentos. Muitas vezes, tirando a liberdade delas para fazer outras coisas. Isto já é cultura dos cubanos, como está sendo dos venezuelanos, foi da antiga União Soviética, é dos chineses e dos colombianos. É preciso investimento na área esportiva, mas de forma ordeira e que não ultrapasse o limite do corpo.

Notisul – Os atletas de Tubarão estão bem preparados para competir na Olimpíada Estudantil de Santa Catarina (Olesc), que, na teoria, será aqui neste ano, depois de ter sido cancelada ano passado em virtude do surto da Gripe A?
Vicente
– Atualmente, trabalho na supervisão das escolinhas esportivas de Tubarão. Não percebo nenhuma preparação específica dos esportes coletivos. Faltam aproximadamente 90 dias para os jogos e não espero nenhum resultado satisfatório para as equipes da cidade, a não ser nos esportes individuais, como xadrez, o karatê, natação, tiro e ciclismo, que podem surpreender na conquista de medalhas. No coletivo, talvez o handebol, e olhe lá. Isto se é que vai ter Olesc em Tubarão. Não há ainda uma resposta definitiva do governo estadual.

Notisul – A prefeitura e os empresários de Tubarão investem no esporte?
Vicente
– Não. Nada. A prefeitura sozinha não tem condições de manter o esporte. A criança que é atleta está bem orientada e não terá problemas no futuro. O esporte, a arte e a cultura mudam a vida das pessoas. Existem leis que proíbem a criança de trabalhar, mas não existe nada que incentive ou mantenha a criança ocupada após o horário escolar. À tarde, por exemplo, temos 15 mil crianças e jovens que estão vagando pelas ruas ou assistindo sessão da tarde sem produzir ou ocupar a cabeça, ou preparar o corpo. Não há uma integralidade no horário infantil. Os nossos jovens cumprem as quatro horas de aula, ‘loucos’ para voltar para casa e ficar sem fazer nada. É lamentável. Hoje, não há nenhuma escola, principalmente pública, que ofereça aulas extras em outros períodos, o extra-classe.

Notisul – Antigamente, as disputas intersséries reuniram milhares de alunos. Isto acabou?
Vicente
– Sim, infelizmente. É preciso integrar as turmas escolares novamente. O Ginásio Salgadão, por exemplo, recebia de duas a três mil crianças há dez, 20 anos, para disputar as modalidades coletivas. O esporte é a massa com que você molda o comportamento, a ordem e o respeito para uma sociedade futura. Cadê essa integração? É preciso aproximar os nossos jovens e ocupá-los com práticas saudáveis. Tenho esperança de resgatar as intersséries e os encontrões entre escolas.

Notisul – Como foi o seu início no esporte e na educação?
Vicente
– Comecei a trabalhar cedo, na roça. Vim de um berço pobre. Ia para a escola a pé. Caminhava por três quilômetros descalço. Tornei-me um educador fisco e tenho orgulho disso. O esporte me fez um homem disciplinado, me educou. Hoje, compreendo muito bem a juventude. Sempre vou lutar por um sistema mais digno aos nossos jovens, pois são o futuro deste país.

Notisul – Qual é o futuro do esporte na região?
Vicente
– Tem que reestruturar todas as praças esportivas das escolas. É lá que começa o nosso esporte. Tudo que é investido no esporte fora da escola é lucro futuro. A arte, a cultura, aliadas às práticas esportivas, ocupando o horário dos jovens, formam um cidadão ordeiro. Se não há este incentivo, os nossos adolescentes irão beber, fumar, praticar sexo precoce, acabar em drogas pesadas e até mesmo tornarem-se infratores. Precisamos investir enquanto crianças. Não adianta investirmos em bandido no futuro.

Serramar: Ainda uma incógnita

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Zahyra Mattar
Tubarão

Um dos trechos sem asfalto da futura rodovia Serramar é o da SC-382, entre Pedras Grandes e Orleans. O projeto, já concluído e aprovado no conselho de desenvolvimento regional em Tubarão, prevê o asfaltamento de 17 quilômetros, estimados em R$ 17 milhões. A obra integra o BID 5, cujo financiamento foi aprovado no dia 9 deste mês pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento.

Dois dias depois, o governador Leonel Pavan (PSDB) garantiu que em 90 dias as licitações de pelo menos quatro rodovias, entre elas uma no sul do estado, seriam lançadas. A incógnita é se a rodovia sinalizado no sul do estado é a SC-382 ou a de Praia Grande, na região de Araranguá.

O secretário de desenvolvimento regional em Tubarão, Haroldo Silva (PSDB), o Dura, antecipa que não há nada oficial. “Em 15 dias, o governador vai sentar com os gestores para decidirem que obra será feita”, resume.

Os recursos para a primeira etapa do BID terão liberação imediata após os encaminhamentos técnicos, o que deve ocorrer no máximo em dois meses. No orçamento do governo do estado para este ano, há uma rubrica no valor de R$ 15 mil para esta obra.

Em uma outra etapa, o BID 6, estão previstos investimentos de US$ 250 milhões. Nestes recursos estão incluídas a execução dos projetos para a abertura de novas rodovias.

Recursos
Os recursos financiados para o BID 5, assinado nos EUA no começo do mês (foto) são de US$ 50 milhões. A contrapartida do estado será de US$ 21,5 milhões. Com isso, o total a ser investido na melhoria da malha rodoviária catarinense chegará a US$ 71,5 milhões.

Nômades: Não há muito o que fazer!

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Priscila Alano
Tubarão

A questão da permanência dos acampamentos dos nômades em Tubarão tem gerado muita discussão. O assunto envolve a cultura dos ‘ciganos’, que costumam morar em várias cidades.

A assistente social Cléria Agostinho, da secretaria de assistência social da prefeitura, explica que os técnicos visitam os locais escolhidos pelos nômades como moradia, mas não tem o poder de retirá-los do terreno. “Não temos como intervir nas propriedades particulares. Os proprietários é que devem tomar a iniciativa. São sempre as mesmas famílias que retornam à cidade”, relata Cléria.

A assistente social esclarece que a equipe da secretaria estuda a possibilidade de normatizar a permanência destas famílias na cidade. “É apenas uma cogitação, mas se pensa em estruturar um local com água, rede de energia para os ‘ciganos’ permaneceram na cidade, sem precisar incomodar os vizinhos próximos dos locais”, conta.
Os locais preferidos dos nômades são os terrenos nas proximidades da rua Padre Geraldo Spettmann, próximo à rodoviária.

Moradores de rua
A assistente social Cléria Agostinho confirma que um grande fluxo de moradores de rua entra e sai na cidade. “O nosso sonho é construir um centro de atendimento para estas pessoas, porém, muitos deles não conseguem mais viver em grupos, nem todos aceitam o tratamento”, finaliza Cléria.

Rondas diárias serão feitas

A população de rua gera vários desconfortos para os moradores e comerciantes de Tubarão. Telma de Carvalho está inconformada com a situação na rua Tereza Cristina, no bairro Oficinas, próximo aos trilhos em Tubarão. “Na minha rua, há um terreno que não está cercado e possui uma construção no local que é usada como local para o tráfico drogas, e moradia para os andarilhos que estão na cidade. Precisamos de uma solução urgente”, pede Telma.

A moradora enfatiza que não dorme mais tranquila, em função da movimentação no local. “Já comuniquei o proprietário do local, mas ele não tomou providências. A polícia e o Ministério Público também conhecem o caso”, relata. A casa de Telma já foi invadida três vezes por moradores de rua.

A assistente social Cléria Agostinho, da secretaria de assistência social da prefeitura, explica que o último relatório realizado pela equipe aponta que existem 14 pessoas moradores de ruas fixos em Tubarão. Eles refugiam-se em três pontos na cidade: nas três pontes do centro, nas varandas das igrejas e nas proximidades da rodoviária. “Desconheço este caso no bairro Oficinas, a maioria destes moradores é dependente químico e não aceita realizar um tratamento. Acompanhamos os casos, a maioria não tem vínculo com as famílias”, alega. Cléria destaca que em nove meses 400 pessoas itinerantes passaram por Tubarão.

Parabéns, ferroviários! Amor que só a genética explica

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Tubarão

A atividade ferroviária exige comprometimento, aperfeiçoamento e vocação. Mas quem entra neste setor permanece por um bom tempo e a paixão por ser ferroviário atravessa gerações. Vanderlei Castilho Pires é um exemplo disso. Ele completará 31 anos na área ferroviária e possui dois filhos que seguem os seus passos.

A paixão surgiu quando criança, pois cresceu e viveu a infância próximo aos trilhos. Na função de supervisor da segurança patrimonial na Ferrovia Tereza Cristina, atua junto às comunidades. “Meu trabalho não gera lucro ou aumento de produção para a companhia. Minha atividade é garantir a segurança dos moradores, orientar para que não construam próximo aos trilhos e contribuir para melhorar a qualidade de vida”, explica Pires.

Os filhos do colaborador atuam em funções distintas. O que vale é estar inserido no setor ferroviário. Juliano Correa Pires trabalha para que as engrenagens das locomotivas funcionem a todo vapor. Há seis anos, atua na área de mecânica. “Meu pai sempre incentivou e deu força para que eu fizesse parte da ferrovia. Ele é meu exemplo e hoje tenho orgulho em ser ferroviário”, afirma Juliano.
O irmão Joel Correa Pires, agente de estação, teve a mesma inspiração. “Sinto-me realizado por fazer parte desta empresa que é referência no setor. Meu pai foi a inspiração”, enfatiza Joel.
T
ambém filho de ferroviário, Marcelo Luiz Anselmo entrou na empresa como auxiliar de almoxarifado, e neste mês realizou o seu maior sonho: ser maquinista. “A ferrovia é minha vida. Quando criança, não me importava em acordar cedo para acompanhar meu pai nas viagens. E eu não gostava de ir nos vagões, queria mesmo era ir na cabine”, lembra Marcelo.
A paixão pelo setor ferroviário passa por gerações sempre com o propósito de propulsionar a economia e o desenvolvimento do país, atua como agente transformador da sociedade.

Importância econômica

A atividade ferroviária tem sido fundamental para o desenvolvimento econômico de diversas regiões do país e do mundo. Seja no transporte de cargas ou passageiros, as ferrovias têm até hoje destaque como forma segura e de melhor custo/benefício em relação a outros modais.

O dia 30 de abril de 1854 marca a inauguração da primeira ferrovia brasileira. A data é celebrada como o Dia do Ferroviário. No sul do país, as ferrovias só chegaram 30 anos mais tarde, em 1884, com a construção da companhia Donna Thereza Christina. A linha férrea foi criada para levar o carvão das minas da região de Lauro Müller até o porto de Imbituba.

No dia 1º de fevereiro de 1997, a Ferrovia Tereza Cristina assumiu o desafio de reerguer o modal no sul do estado, com foco no transporte de carvão da região de Criciúma para o Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, em Capivari de Baixo. Anos mais tarde, estendeu as suas atividades para o transporte de contêineres da região sul para o Porto de Imbituba.

Desde então, a empresa promoveu uma série de melhorias e aprimorou as operações investiu em torno de R$50 milhões na manutenção de locomotivas, vagões, nas vias capacitação dos colaboradores e em programas de responsabilidade social.

WCT em Imbituba: Brasileiro vence etapa na Vila

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Imbituba

Com apenas 20 anos e estreante na divisão de elite do surfe mundial, o potiguar Jadson André conquistou a primeira vitória verde-amarela na etapa brasileira do WCT, ontem, em Imbituba. O último título de brazucas em casa havia sido conquistado pelo paranaense Peterson Rosa em 1998, no Rio de Janeiro.

Com aéreos espetaculares, Jadson detonou os adversários que cruzaram o seu caminho na praia da Vila e a torcida vibrou intensamente na grande final contra o maior ídolo do esporte, Kelly Slater. O norte-americano venceu essa etapa em 2003 e 2009 e, com o vice-campeonato, assume a liderança no ranking.

“É o melhor momento da minha vida e não sei nem o que dizer. Sonho com isso há muito tempo e só tenho a agradecer todo mundo que me ajudou, família, amigos, patrocinadores e toda essa torcida aqui de Imbituba”, resumiu Jadson, que também falou sobre as manobras radicais que usou para liquidar os seus oponentes.
“São manobras que eu treino muito. Lá onde nasci (Ponta Negra, Natal-RN), as ondas são perfeitas para isso e hoje elas estavam do jeito que eu gosto aqui.

Ranking WCT após três etapas

1º Kelly Slater (EUA) 21.750 pontos
2º Jordy Smith (AFR) 18.500
3º Taj Burrow (AUS) 18.250
4º Jadson André (BRA) 15.500
5º Mick Fanning (AUS) 15.500
6º Bobby Martinez (EUA) 14.750
7º Dane Reynolds (EUA) 14.750
8º Joel Parkinson (AUS) 14.250
9º Adriano de Souza (BRA) 14.250
10º Bede Durbidge (AUS) 12.250
11º Owen Wright (AUS) 10.000
12º Michel Bourez (TAH) 9.500
13º Fredrick Patacchia (HAV) 9.250
14º Chris Davidson (AUS) 9.250
15º Adrian Buchan (AUS) 9.250
16º Taylor Knox (EUA) 8.750

Outros brasileiros:
31º: Neco Padaratz 4.000
41º: Marco Polo 1.500

Economia: Porto de Imbituba bate recorde

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Imbituba

Com 214.106 toneladas movimentadas entre os dias 2 e 29 de abril, o Porto de Imbituba registrou o seu recorde dos últimos 12 meses. Foi o segundo melhor número das últimas duas décadas Nem a chuva, nem as ressacas do mar resultaram em prejuízo nas operações e atracação de navios. O número foi divulgado ontem, em reunião do Conselho de Autoridade Portuária do Porto de Imbituba.

“A movimentação de abril corresponde a um número que vem corroborar – e por que não brindar – todos os nossos esforços dos últimos anos, voltados sempre à melhoria de estrutura visando a atração de armadores e cargas para Imbituba”, destaca o administrador do Porto de Imbituba, Jeziel Pamato de Souza.

As principais cargas responsáveis pelo aumento em relação ao primeiro trimestre foram os granéis sólidos e as cargas gerais. A movimentação de contêineres, carga frigorificada e granéis líquidos também registraram melhora. No comparativo anual, abril de 2010 movimentou 67,81% a mais do que o mesmo período de 2009 e obteve 47,27% de crescimento em relação a 2008.

Esta foi a segunda maior movimentação do Porto de Imbituba desde junho de 1989, quando atingiu 230.431 toneladas. O melhor número desde o fim da década de 80 foi registrado em março de 2009 – quando o porto movimentou 238.198 toneladas.

Sem prejuízos

Apesar das condições de mau tempo e ressacas do mar que prejudicaram as atracações e operações em alguns portos catarinenses, Imbituba não sofreu prejuízos em relação à sua escala de navios. Isto porque o Porto está localizado em uma enseada de mar aberto, possibilitando a atracação de navios a qualquer hora do dia e em quaisquer condições meteorológicas. Além disso, a Praia do Porto está limitada ao sul e ao norte por dois costões rochosos, além de um extenso molhe de abrigo, que evitam a entrada de grandes ondulações.

“Entendemos as dificuldades de outros portos da região em operar normalmente durante períodos de intensas chuvas e ressacas, entretanto, é importante destacar que nosso porto não é prejudicado pelas intempéries que ocasionalmente atingem a região”, destaca o administrador do Porto de Imbituba, Jeziel Pamato de Souza.