Rafael Andrade
Tubarão
A situação do Presídio Regional de Tubarão piora a cada dia. Os criminosos atuam com mais incidência e a polícia também, principalmente no combate ao tráfico de drogas. O resultado disso é um presídio superlotado. Até a noite de ontem, já eram 304 reclusos em um espaço para 60. São 244 a mais.
Devido a situação lastimável, o diretor da instituição, Décio Paquelin, junto com o chefe de segurança, Vamerson Wiggers, viajam hoje a Florianópolis para buscar uma solução. “A capacidade foi superada há muito tempo. É inviável para nós e até para os reclusos. Estão todos amontoados. Estamos preocupados e vamos solicitar uma ação emergencial para minimizar esta situação e reduzir um pouco este número”, antecipa Paquelin.
Neste ritmo, o número de 400 presidiários poderá ser alcançado ainda este ano. Somente neste feriado de Páscoa, sete pessoas foram encaminhadas para o Presídio Regional. “Trabalho aqui (no presídio) há três anos. Nunca vi tanta gente. A situação está calma, mas pode mudar a qualquer momento”, pontua o agente prisional Fabiano de Oliveira Viana, em tom de preocupação.
Soluções?
Um mutirão com nove advogados criminalistas foi realizado há um mês no local. Na época haviam 284 reclusos no presídio. Destes, foram ouvidos 100 detentos provisórios. Seus processos foram reavaliados e encaminhados à vara criminal. Alguns deles podem ganhar o direito de liberdade em breve.
Novo presídio: ainda faltam oito meses de obras
As obras do prédio novo do Presídio Regional de Tubarão, no bairro Bom Pastor, ganham um novo ritmo esta semana. O setor administrativo entra em fase de acabamento. O espaço das 36 celas será aterrado para a construção do piso. No fim da semana, se o tempo colaborar, os monoblocos das celas estarão no local.
“Depois de um processo lento, devido às fortes chuvas de verão, as máquinas entram em ‘campo’. O setor administrativo está praticamente pronto. A elétrica está instalada e uma parte da hidráulica também. Com a conclusão do piso das celas, os monoblocos serão instalados em três dias”, antecipa o engenheiro civil responsável pela obra, Gregório Brighenti.
Cada cela terá espaço para oito detentos, pelo menos na teoria. A capacidade da nova unidade prisional será para 248 detentos. Em resumo: quando inaugurar, daqui a oito meses, o local já estará superlotado, com 56 pessoas a mais do total de vagas.

