sábado, 14 fevereiro , 2026
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Conseg de Braço do Norte: Participação da comunidade é fundamental

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Wagner da Silva
Braço do Norte

A maior participação da população nas discussões do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) de Braço do Norte foi um dos principais temas tratados na reabertura dos trabalhos do grupo, nesta semana.
Entre os objetivos prioritários para este ano está a cobrança de pedidos feitos em 2009: melhorar a iluminação pública e instalar câmeras de segurança em lugares estratégicos do município. Para isso, o Conseg busca por parcerias.

Para o presidente da entidade, Bruno Heidemann, uma central de monitoramento eletrônico é uma forma de suprir a necessidade de maior efetivo policial nas ruas. “Não é apenas com mais policiais que resolveremos o problema. A instalação das câmeras, além de uma ação preventiva, pode agilizar na solução de várias situações”, argumenta Bruno.

Paralelamente, a participação da comunidade nas decisões do Conseg é fundamental, considera o presidente. “Nosso trabalho é direcionado à ações para reduzir os índices de criminalidade, mas como o grupo é reduzido torna-se mais difícil atuar. Precisamos da população para descobrirmos quais os problemas, os desafios que precisamos, juntos, enfrentar em cada comunidade”, valoriza Bruno.

O uso de drogas e a prostituição em alguns pontos do município também foram abordados no encontro. “Por isso requeremos a melhoria na iluminação pública. Além disso, o município precisa proporcionar mais áreas de lazer”, pontua Bruno.

Disque Denúncias – 197

O número de informações repassadas à polícia, por meio do Disque Denúncias-197, triplicou desde o último ano. E os primeiros resultados já começam a surgir em Braço do Norte. “Isto é um indicativo de que a população passou dar mais crédito às instituições de segurança e ser mais participativa”, analisa o presidente do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg), Bruno Heidemann.

Aumento de salário: Manifesto dá resultado

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Carolina Carradore
Tubarão

Mais um avanço para propor salários melhores aos policias civis, militares e bombeiros militares do país é comemorado pela categoria. A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 446 foi aprovada ontem na câmara de deputados, em Brasília. Ao todo, foram 393 votos favoráveis e duas abstenções. Apesar do avanço, a luta continua para que seja aprovada em segundo turno na Câmara e passe no senado. A PEC 446, antiga proposta 41 criada pelo senador Renan Calheiros (PMDB), prevê o piso nacional aos militares.

Santa Catarina é representada por uma caravana composta por 40 policiais. Desde terça-feira, os catarinenses marcam presença na câmara e voltam satisfeitos com o resultado. “Vamos continuar em Brasília essa semana, conversando com deputados, para garantir a celeridade para que a PC 446 possa ser apreciada no senado”, afirma o diretor da Associação Nacional dos Policiais e Bombeiros Militares e vice-presidente da Associação de Praças de Santa Catarina (Aprasc), Manoel João Costa.
A aprovação da PEC 446, que faz parte de uma emenda aglutinada com a PEC 300, beneficiaria em Santa Catarina cerca de 17 mil militares. Atualmente, o PM inicia a carreira no estado com R$ 1,5 mil.

Em busca da valorização

O cabo Orlando José Machado, 48 anos, reúne 26 anos de carreira militar. Expulso da polícia por fazer parte de manifestação em prol de melhorias à categoria, o policial de Laguna representava a região sul do estado no manifesto que pressionou pela aprovação da PEC 446. “O policial militar sente-se menosprezado, precisamos de uma maior valorização da categoria”, reforça. A carga horária do militar é de 40 horas semanais, mas as horas trabalhadas são dobradas com os extras e trabalho noturno. “Tudo isso para ganhar R$ 500,00 a mais. O policial esgota-se física e emocionalmente e não consegue mais dar a resposta que a sociedade exige”, lamenta.

PEC 300 ou PEC 446
Na prática, as duas PECs foram aglutinadas, com características mais marcantes da PEC 446 (antiga 41) do que da PEC 300. O valor do piso será definido em uma lei posterior, que deve ser implementado, no máximo, em 180 dias após a promulgação da PEC.

Valor do piso
A PEC 446 prevê o piso salarial de R$ 3,5 mil para soldados e R$ 7 mil para oficiais, inclusive para pensionistas e inativos. Já a PEC 300, propõe um piso de R$ 4,3mil aos soldados e R$ 9 mil aos oficiais.

Subsídio
A emenda diz que o piso será pago na forma de subsídio. Isso significa que não haverá mais soldos ou gratificações, mas um valor único, adicionado, naturalmente, aos valores não tributáveis, como auxílio-alimentação, auxílio-creche e vale-transporte, diárias.

Educação: Verba para construção de CEI é liberada

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Zahyra Mattar
Tubarão

A verba que a prefeitura de Tubarão aguardava ser liberada, chegou. Com isso, é possível que no próximo mês as obras de construção de uma novo Centro de Educação Infantil inicie no bairro Santo Antônio de Pádua. O projeto, apresentado ao governo federal, por meio do programa Pró-Infância, foi aprovado em 2009. A prefeitura aguardava apenas a chegada dos recursos.

O novo CEI será instalado na rua Prudente de Moraes (Morro do Canudo), em um terreno que já é do município. A creche abrigará os pequenos dos bairros Santo Antônio e São Luís. A estrutura terá capacidade para abrigar cerca de 300 crianças. O lote, de 2,8 mil metros quadrados, já foi aterrado e agora será feito o serviço de terraplanagem.

O próximo passo será a realização da licitação para a contratação da empresa que construirá o CEI. “Acreditamos que dentro de 60 dias todo o processo licitatório seja concluído e, com isso, podemos iniciar a obra”, comemora o secretário de educação da prefeitura, José Santos Nunes. O projeto é avaliado em R$ 1,25 milhão. Deste valor total, R$ 950 mil são do governo federal e R$ 300 mil de contrapartida da prefeitura. A meta é que a nova creche esteja pronta já para o próximo ano letivo.

Enquanto a obra no Santo Antônio não inicia, a prefeitura trata de terminar a reforma no CEI Feliciana, no bairro São Martinho. Os banheiros e o refeitório são melhorados. Lá, a secretaria de educação também tem um projeto para construir um novo CEI, que atenderá 250 crianças do São Martinho e do São Bernardo.

Sabe o que os astros guardam para você hoje

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Áries (21/03 a 20/04)
Hoje o tema é relacionamento, o equilíbrio e paz que nele você busca. Mas, para que haja essa harmonia, é necessário não fugir dos conflitos e agir priorizando a mediação, a conciliação, sendo responsável e maduro. As relações estão sendo reavaliadas.

Touro (21/04 a 20/05)
Reflexão sobre parcerias profissionais, saúde e qualidade de vida. Você anseia por um dia-a-dia em que haja mais equilíbrio, mas para isso é necessário que seus relacionamentos estejam harmonizados. Este é o seu grande desafio, nativo de Touro.

Gêmeos (21/05 a 20/06)
Amadurecer emocionalmente, implica em agir com responsabilidade e reconhecer que o amor-próprio e uma boa relação consigo são essenciais para uma plena expressão dos sentimentos.

Câncer (21/06 a 21/07)
Você está construindo as bases sobre as quais estruturará mais firmemente os relacionamentos. Mas há um aprendizado relativo ao equilíbrio interior, a se sentir seguro “sobre os próprios pés”, para assim poder relacionar-se melhor.

Leão (22/07 a 22/08)
Aprimorar a qualidade dos relacionamentos é o propósito estimulado neste dia, leonino. O aprendizado mais importante é sobre o respeito às diferentes ideias e a busca de um “caminho do meio” que privilegie a harmonia e o crescimento individual e coletivo.

Virgem (23/08 a 22/09)
As associações e parcerias são importantes para a expressão plena dos seus potenciais. E para aceitar também valores diferentes dos seus. Maturidade é essencial para lidar positivamente com recursos e finanças.

Libra (23/09 a 22/10)
Estabeleça relações maduras, com responsabilidade e discernimento. Mas você deve entender que em primeiro lugar deve ter uma boa relação consigo, ser auto-suficiente, ser a sua autoridade.

Escorpião (23/10 a 21/11)
Perceba que certos relacionamentos têm papel essencial na evolução espiritual. As pessoas que fazem parte de sua vida agora tem um propósito muito importante. É com elas que você construirá uma nova realidade pessoal e coletiva.

Sagitário (22/11 a 21/12)
Percepção das pessoas, dos grupos ou das instituições com as quais você tem algo importante a construir. O futuro deve ser construído com paciência, perseverança, maturidade.

Capricórnio (22/12 a 20/01)
Saturno indica o propósito de agir com maturidade emocional e de reconhecer a importância de harmonizar questões pessoais e profissionais. Relacionamentos positivos são necessários para que isso ocorra.

Aquário (20/01 a 19/02)
Princípios éticos, justiça, autenticidade e verdade estão estimulados agora. Você anseia por relações harmoniosas e deve praticar isso, iniciando pela manifestação de uma atitude ética e verdadeira.

Peixes (20/02 a 20/03)
Percepção das responsabilidades, limitações e deveres que envolvem os relacionamentos e parcerias, seja em nivel amoroso, financeiro ou profissional. Deve agir com maturidade e se conscientizar.

Eles são capazes

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Apresentei na câmara federal parecer favorável às propostas destinadas a reduzir de 18 para 16 anos a idade de ingresso na maioridade penal. Os Códigos Penais adotados por diferentes nações foram baseados em princípios diversos para o estabelecimento da idade que encerra o período da inimputabilidade e inaugura o da maioridade penal. Contudo, a capacidade de discernimento do acusado é o elemento essencial das legislações, independentemente da idade definida como marco para o início da responsabilização criminal.

A maioridade penal pode vigorar a partir dos 18 anos (Brasil, Dinamarca, Áustria e França, entre outros), 16 (Argentina, Bélgica, Portugal, Espanha e Cuba), 14 (Alemanha e na Itália), 12 (Hungria e a Romênia) ou 7 (EUA), dependendo das leis estaduais americanas. No Brasil, a maioridade já se deu aos 14 anos, com o Código Criminal do Império, de 1830.

Alguns juristas consideram a maioridade penal aos 18 anos uma cláusula pétrea de nossa Constituição Federal, o que a tornaria, na opinião deles, inalterável por meio de emenda constitucional. No entanto, considero que pétreo poderia ser o estabelecimento da diferença entre maioridade e menoridade penal, mas não o seria a idade definida para o seu início, já que essa é discricionária e depende da capacidade de compreensão do ato ilícito praticado.

Há razoabilidade na defesa da tese de que o jovem de 16 anos, nos tempos atuais, deve ser responsabilizado criminalmente por seus atos. Afinal, ele não é mais o mesmo jovem que tinha 16 anos em 1940, quando foi sancionado o Código Penal. Hoje, ele é capaz de discernir e de responsabilizar-se.
Exatamente por conta dessa evolução, o novo Código Civil reduziu de 21 para 18 anos a maioridade civil, permitindo até que o cidadão, aos 16, constitua empresa, responsabilizando-se por todas as obrigações do negócio, se for emancipado pelos pais. O CP também precisa estar conectado à realidade.

Discernimento é a capacidade de compreender o ato criminoso praticado. O jovem de 16 sabe muito bem que usar uma arma para matar alguém é crime. E que para este crime existe pena. Se ele é capaz de entender, deve, portanto, sofrer as consequências da lei, sendo responsabilizado criminalmente.
Entendo, ainda, que ele deva cumprir a pena integralmente. Inicialmente, em unidades destinadas àqueles que tenham até 21 anos. O restante, em presídios. A separação sugerida segue o mesmo princípio da lei que impede primários de serem encarcerados com reincidentes.

No Brasil, a lei trata o jovem de 16 anos como inimputável e, ao mesmo tempo, o considera com suficiente maturidade para influenciar na vida política brasileira, dando-lhe o direito de votar na escolha de deputados, senadores, prefeitos, governadores e, até, do presidente da república.
Não é uma solução para violência, mas apenas o reconhecimento da capacidade de discernimento do jovem de 16 anos. A maioridade penal aos 18 anos não pode ser tratada como um dogma. Isso impede a discussão sobre novas políticas criminais.

Insegurança: Estudantes assaltam relojoaria

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Rafael Andrade
Tubarão

A sensação de insegurança só aumenta. Mais um assalto à mão armada ocorreu em uma relojoaria de Tubarão, e mais uma vez os criminosos são menores. Ontem, às 18 horas, a Ótica Cássio, no centro da cidade, foi alvo de três adolescentes.
Assaltos, furtos, arrombamentos, assassinatos, tentativas de homicídio, sequestro relâmpago. O ano tem sido movimentado nas páginas policiais e revolta os tubaronenses.

No assalto de ontem, não houve disparo, mas muito desespero. A proprietária da relojoaria relata que dois adolescentes entraram no local vestidos com uniforme de uma escola estadual da cidade e uma mochila. “Assim que entraram, jogaram a mochila em um balcão e mandaram encher de ouro. Um deles ficou agachado o tempo todo em um canto da loja apontando uma pistola. O outro, armado com um revólver escolheu várias joias ‘a dedo’. A sensação é de muito medo”, lamenta a empresária. Várias alianças, correntes e relógios de ouro foram roubados. O valor total do prejuízo será mantido em sigilo.

A ação dos adolescentes durou cerca de três minutos. Além das duas funcionárias, dois clientes e uma criança de 11 anos estavam no interior da loja.
Um menor de 14 anos fazia campana do lado de fora para os outros dois, segundo as testemunhas. Ele foi o único a ser detido. Algumas pessoas e a proprietária o seguraram – ele estava desarmado – até a chegada da polícia.
Os outros acusados conseguiram fugir a pé e não foram mais vistos. Até o fechamento desta página, por volta das 22h30min, os dois não haviam sido capturados. O menor apreendido foi solto após prestar depoimento, por falta de provas.

“Que sistema é esse?”
A frase de indignação é da proprietária da Relojoaria Cássio, em virtude da liberação, algumas horas depois, do único menor apreendido, de 14 anos. “Como o sistema pode funcionar deste jeito?”, indaga a vítima. O menor liberado está em Tubarão há três meses e já tem passagens por furto na cidade. Ele é de Xanxerê, no oeste catarinense, e também tem passagens em sua cidade natal.

Presídio Regional de Tubarão: Transferências são anunciadas

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Tubarão

O caos estabelecido no Presídio Regional de Tubarão com a superlotação pode ser amenizado. O diretor interino do Departamento de Administração Prisional (Deap) de Santa Catarina, Alexandre Brum, tomará algumas medidas que poderão minimizar os problemas na unidade tubaronense. Até ontem, o local abrigava 296 detentos. A capacidade é 60.

Brum informa que, a partir da próxima semana, iniciarão as transferências para a Penitenciária Sul, em Criciúma, de alguns presidiários já condenados. São 85 nesta condição em Tubarão. “Além das transferências de uma parcela destes condenados, iniciaremos uma pequena reforma no presídio este mês. Serão revistos os sistemas elétrico, hidráulico e realizados reforços na infraestrutura”, garante Brum.

O respaldo do Deap deu-se após uma solicitação do juiz criminal corregedor do fórum de Tubarão, Elleston Lissandro Canali. O magistrado encaminhou um ofício ao departamento, na última sexta-feira, pedindo providências em caráter de urgência. “É necessário que o estado, através do Deap, cumpra a decisão da liminar proferida pelo juiz da vara da fazenda pública, Júlio César Knoll”, ressalta Elleston. A liminar estabelece em 200 o limite de presidiários na unidade tubaronense.

Angústia: O drama de uma tubaronense no Chile

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Carolina Carradore
Tubarão

Os esporádicos e-mails enviados pela filha conforta o coração da mãe de Simone Brasil Delfino, 35 anos, a aposentada Marlene da Rocha Brasil Delfino, 71 anos, que espera o mais rápido possível rever a filha. Simone passava as férias no Chile e desde então está impedida de retornar ao país em virtude do terremoto de 8,8 graus na escala Richter, registrado na madrugada de sábado.

Com voos de linha suspensos, a oficial de justiça federal, lotada em Blumenau, reúne força com mais 13 brasileiros para voltar ao país. “Liguei para o Itamaraty e disseram-me que a prioridade é descobrir se há brasileiros desaparecidos. Eles não estão preocupados com os brasileiros que precisam voltar ao país. Enquanto isso, minha irmã está sem poder fazer nada”, afirma a irmã de Simone, a advogada Mônica Brasil Delfino, 40 anos.

A esperança de Simone era pegar carona com os aviões que vieram ao Brasil buscar chilenos que passavam férias em Balneário Camboriú, mas não deu certo. O vereador, Maurício da Silva (PMDB), está empenhado em ajudar a tubaronense, mas foi orientado pelo governo catarinense que Simone precisaria procurar a embaixada brasileira. “Estou sem notícias da minha irmã desde hoje (ontem) pela manhã. Estamos desesperadas. Não entendo porque o Chile envia avião para buscar seu povo no Brasil e não aproveita e traz o brasileiros”, questiona.

Uma vida de aventuras

Viajar pelo mundo afora é a maior aventura realizada pela Tubaronense por Simone Brasil Delfino. Todos os anos, ela planeja suas férias fora do Brasil. Já conheceu Paris, Itália, Estados Unidos, Jerusalém e essa é a segunda vez que visita o Chile. No dia 18 de fevereiro, Simone viajou sozinha para o país latino. Na manhã do último sábado, a mãe Marlene Brasil Delfino soube do terremoto que assolou o Chile. “Fiquei em estado de choque, pois não sabia como estava minha filha. Conseguimos contato mais tarde e fiquei aliviada. Mesmo assim só sossego quando vê-la ao meu lado”, deseja Marlene.

Simone mantem contato com a família por e-mail. Ela contou para sua irmã, Mônica Brasil Delfino, que já estava em Puerto Vara quando o terremoto ocorreu. A cidade não foi muito atingida. No mesmo dia, o governo chileno fretou um avião e levou turistas de outros países para Santiago, capital chilena.
A tubaronense está abrigada em um hotel, junto com mais 13 brasileiros. No último e-mail, enviado ontem pela manhã, Simone relatou a presença de um pequeno tremor na cidade. Segundo ela, todos dormem de roupa com medo de haver outro terremoto e todos terem que sair correndo.

Simone retornaria no último domingo ao Brasil, mas os aeroportos só foram totalmente reabertos ontem e não há voos disponíveis. “Ela tem gastos que não estavam em seus planos e não terá como se manter por muito mais tempo. Precisamos da ajuda das autoridades urgente”, pede Mônica.

Um grande pesadelo

Rafael Lafuente*

Descrever o que ocorreu nestes últimos dias em grande parte do Chile, sem que se produza um nó na garganta, é difícil. A zona centro-sul do país foi surpreendida às 3h34min (de sábado) com um forte terremoto que, para alguns, parecia a prolongação de um sonho ruim. Após quase três minutos de movimentos, ruídos e pânico, veio aquele silêncio prazeroso que fazia sentir que o pior havia passado. Mas a verdade é que foi apenas uma miragem.

Após isso, as constantes réplicas nos faziam acreditar em algo que foi confirmado quando apareceram os primeiros raios solares, quando se podia ver o verdadeiro alcance da catástrofe. Foi desta forma que imagens de terror encheram nossas mídias, nas quais víamos cidades inteiras arrasadas pelo terremoto e pelos diversos maremotos que se originaram na costa, principalmente no sul do Chile.

Já se passaram três dias e o verdadeiro terror instalou-se em cidades como Concepción e Talca, onde ainda não há o básico como luz e água, o que abriu caminho para diversos saques que obrigaram o governo a chamar as Forças Armadas. O medo vivenciou-se durante o terremoto; agora, o que reina é a impotência de ver como compatriotas se aproveitam de suas desgraças para levarem bens que não lhes pertencem.

Em Santiago, nossa capital, onde a situação é menos complexa, houve tentativas de saques, mas a verdadeira preocupação é o possível desabastecimento, o que é um exagero, pois a capital não apresenta problemas. Mas as pessoas, dominadas pela ignorância e pela incerteza, agem mais com o coração do que com o cérebro.
Apesar de tudo, muitos de nós nos orgulhamos do nosso país, das pessoas honestas que lutam dia a dia para seguir adiante e levantar suas casas, que com tanto trabalho conseguiram. Luta que é apoiada pelo mundo inteiro, que nos cobriu de palavras de alento e força que nos fazem levantar todos os dias com mais vontade. Seguiremos adiante.

* Jornalista do diário La Hora, do Chile, especial para o Notisul. Tradução do texto feita por William Édson Hasstenteufel Souza.

BR-101: Trevo central é modificado

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Tubarão

Após inúmeras reclamações, o desvio da BR-101 no acesso principal a Tubarão (da avenida Patrício Lima) foi modificado ontem. Em virtude das obras de construção do viaduto duplo neste ponto, o tráfego da rodovia ficou em linha reta, já que a antiga rótula há muito deixou de existir.

Com isso, transpor a rodovia para acessar o bairro Humaitá de Cima, por exemplo, tornou-se uma tarefa complexa. Especialmente para os pedestres. Para solucionar a questão, o desvio no sentido norte-sul, que anteriormente iniciava junto ao viaduto, foi antecipado para o quilômetro 333.

Desta forma, o fluxo de veículos segue pela rua lateral ao traçado antigo da BR-101. No sentido inverso (sul-norte), o mesmo ocorre: o desvio que retomava o traçado antigo da rodovia após a cabeceira do viaduto, agora segue pela rua lateral. Mudanças também foram planejadas no trevo.

O usuário que estiver na Patrício Lima e pretende seguir para Gravatal, por exemplo, deve atravessar a rodovia e seguir por baixo do viaduto. Para retornar à rodovia, o usuário deve permanecer à direita da avenida, próximo ao posto Fera.

Licença ambiental para a pavimentação
da estrada do Pinheiral é liberada

A Fatma entregou ontem a Licença Ambiental Prévia (LAP) para o início da pavimentação da rodovia BRN-424, que liga o centro de Braço do Norte à comunidade do Pinheiral. A ordem de serviço será assinada nesta sexta-feira, pelo governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB), às 19 horas, no salão comunitário do bairro.
A obra será executada com recursos do Propave Rural. Ao todo, são 13 quilômetros de asfalto, cujo orçamento previsto é de R$ 7,5 milhões. “É o primeiro passo para a concretização deste sonho”, valoriza o secretário de desenvolvimento regional em Braço do Norte, Gelson luiz Padilha (PSDB).

Leite já está 27% mais caro

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Wagner da Silva
Braço do Norte

Quem consome leite e seus derivados vai pagar mais pelos produtos. Normalmente registrada na entressafra, a queda no litro do leite no último trimestre chegou à R$ 0,13 – ou aproximadamente 18% – em média no estado. Agora, a previsão é que ocorra um aumento de 30% no valor do litro do produto em Santa Catarina.

No Vale do Braço do Norte, região destaque na produção leiteira e derivados, o Conselho Paritário Produtores/Indústria de Leite (Consleite) prevê um aumento ainda maior até julho, especialmente se a referência for com o preço mínimo pago ao produtor no mesmo período do ano passado, quando o valor, o melhor dos últimos cinco anos, chegou a R$ 0,77.

Se o aumento chegar ao estimado, o preço do litro de leite deverá passar de R$ 0,50 para R$ 0,68. O presidente do Consleite e do Sindicato das Indústrias de Lacticínios e Derivados de Santa Catarina (Sindileite), Arley Felipe, explica que na entressafra o preço é tradicionalmente readequado.

Paralelamente a isso, o setor leiteiro passa por um período bastante diferenciado em relação a 2009. Até o início do ano o produtor enfrentava a concorrência da importação. Com dólar baixo, o Brasil precisou comprar muito mais leite. O resultado veio nos preços muito baixos pagos ao produtor.

“Agora a situação tende a se inverter porque o governo brasileiro passou a taxar a importação de países como Argentina e Uruguai, grandes produtores da América do Sul”, acrescenta Felipe. O Vale produz uma média de cinco milhões de litros de leite por mês.

Para o consumidor, preço do litro
do leite já subiu 27% neste ano

Este sobe e desce do mercado produtor de leite já surtiu reflexo no bolso do consumidor. Em janeiro deste ano, o litro de leite em caixa era comercializado a R$ 1,25 na região. Hoje o mesmo produto é comercializado a R$ 1,59, um aumento em torno de 27%.

“O preço oscila muito, não temos como comparar o custo de produção com o do mercado. Há vários fatores que precisam ser levados em conta. O fato é que haja queda ou alta no valor do produto, o repasse é feito ao consumidor”, resume o mercadista Antonio José da Silva, de Braço do Norte.