segunda-feira, 29 junho , 2026
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Assaltos: Trabalhadores são agredidos

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Carolina Carradore
Jaguaruna/Sangão

O fim de semana foi violento na região de Jaguaruna. Só na noite de sábado, dois assaltos foram registrados. As vítimas foram agredidas e estão em observação no Hospital de Caridade.

Segundo informações da polícia, um homem de 25 anos invadiu a residência de um trabalhador, no bairro Costa da Lagoa, no fim da tarde de sábado. O criminoso saía da residência levando um aparelho DVD e uma mesa de som quando foi surpreendido pelo próprio proprietário. Com o uso de duas chaves de fendas, ele atingiu por diversas vezes a cabeça do dono, que precisou ser hospitalizada. A vítima ficou em observação no hospital e passa bem. O ladrão por preso em flagrante.

No mesmo dia, por volta das 20 horas, outra casa foi arrombada e houve mais um registro de violência. Dois homens invadiram a residência de um ceramista, em Morro Grande, município de Sangão. A dupla exigia dinheiro dos donos da casa.
Mesmo com a afirmação de que não havia nada de valor na residência, os bandidos espancaram o proprietário com várias coronhadas na cabeça. “Acho que o revólver não funcionava ou não tinha munição, senão, com certeza, eles teriam matado o meu marido”, relatou a mulher da vítima em depoimento.

Com várias lesões na cabeça e no pescoço, o homem foi encaminhado desacordado ao hospital de Jaguaruna. Ele recebeu atendimento médico e passa bem. Os dois criminosos fugiram em uma moto escura e até ontem, no começo da noite, continuavam foragidos.

Armado
Um homem de 35 anos, natural de Minas Gerais, incomodou a comunidade de Morro Grande, em Sangão, na noite de sábado. Armado com um revólver 22, ele ameaçava as pessoas que passavam na rua. Foi preso em flagrante por porte ilegal de armas e perturbação do sossego.

Roubo em posto de gasolina

Outro roubo foi registrado em Jaguaruna no fim de semana. Segundo informações da polícia, um homem invadiu o posto de combustíveis Cidade das Praias. O assalto ocorreu por volta das 22 horas de sexta-feira. Armado, o homem rendeu os funcionários do estabelecimento e fugiu levando R$ 190,00 do caixa, além de uma moto Biz e da bolsa de uma funcionária, contendo cheques e R$ 60,00.

A moto foi encontrada pela polícia abandonada, próximo à igreja Filadélfia, às margens da BR-101. O assaltante não foi localizado. A onda de assaltos na região de Jaguaruna preocupa a polícia e autoridades. Sexta-feira, cinco adolescentes e um adulto foram encaminhados à delegacia de Jaguaruna. A operação contou com o apoio de policiais de Sangão e da Polícia Militar. Todos são acusados de praticar roubos a estabelecimentos comerciais da região.

Tráfico: 90% dos jovens já experimentaram droga

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Tubarão

Uma pesquisa revela que 90% dos adolescentes já experimentaram drogas nessa etapa da vida. Deste índice, apenas 5% serão dependentes químicos um dia. A constatação foi explanada pelo psicólogo Léo Luciano, em recente evento realizado na Unisul, promovido pelo curso de psicologia. Leo enfatizou a importância de entender a diferença entre uma pessoa experimentar droga e tornar-se alguém que não consegue controlar o uso.

“Dependência química caracteriza-se pelo indivíduo sentir biologicamente que a droga é tão necessária quanto alimento, por exemplo”, opina. Segundo o psicólogo, é comum que os vícios em drogas pesadas comecem com as lícitas, como cigarro e bebida. “Geralmente, a pessoa encontra nelas uma válvula de escape, uma fuga para os problemas. A partir disso, se consumidas com mais frequência e sem controle, logo não serão suficientes. Essa é uma abertura para outras drogas”, esclarece.

A pessoa passa por três estágios nessa doença, o chamado núcleo de dependência química. O primeiro é a obsessão, o desejo incontrolável de consumir alguma substância. Em seguida, vem a compulsão, quando o desejo transforma-se em uma necessidade física, além de mental. Finalmente, o egocentrismo. “É a fase em que muda a vida social do indivíduo. Quando, por exemplo, fumar um cigarro torna-se mais importante naquele momento que brincar com o filho”, esclarece Leo.

“Quero resgatar a política catarinense”

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Olavio Falchetti, 60 anos, é natural de Tubarão e foi criado no bairro Revoredo. A união com a esposa Jane Falchetti resultou em cinco filhos: Rodrigo, Tiago, Isabela, Juliana e Arthur. Olavio é engenheiro civil, com especialização com engenharia de segurança. Empresário, dono de uma pedreira, desde 1977 é analista de projeto da Caixa Econômica Federal. Paralelo à engenharia, também se dedica a outra paixão: o futebol. Tanto que foi o primeiro presidente deliberativo do Tubarão Futebol Clube. O seu gosto pela política é recente e iniciou em 2008, quando se candidatou a prefeito de Tubarão pelo PT. Recebeu 12 mil votos. Agora, concorre a uma vaga na assembleia legislativa pelo mesmo partido. A motivação ocorreu, segundo ele, devido ao baixo conceito de boa parte dos políticos, dado à opinião pública. “Penso que eu tenho uma missão de resgatar a credibilidade da política catarinense e vai ser com meus atos e meus exemplos na assembleia”. Olavio ainda define política e politicagem. “Política é o ato de fazer o bem para coletividade e a politicagem é muito mesquinha, e deixa a coletividade a ver navios. A cadeira está vazia, se as pessoas de bem não sentarem lá, qualquer um pode sentar”, afirma.

Carolina Carradore
Tubarão

Notisul – Como candidato da região sul, qual a bandeira o senhor levantará na campanha?
Olavio
– Há um descaso muito forte do poder público na área social. Se começarmos a trabalhar esse setor na região sul e em Santa Catarina, vamos ver que vai diminuir o número de construção de presídios no estado. Quando observamos um foco de uma favela, o poder público tem que atuar para não deixar aquele foco crescer. Defendo a escola em período integral, principalmente em área de risco. Em um período, a criança atua no ensino regular e, no outro, ela se ocuparia de atividades extracurriculares, com música, dança, teatro. É um projeto que temos que levar a fundo, com muita dignidade. Educar custa um, reeducar custa dois e prender custa três. Também precisamos melhorar o salário dos professores e dar condições físicas nas salas de aula. E fazer com que a infraestrutura seja feita sem fins eleitoreiros, e sim com base com políticas públicas correta.

Notisul – Para você, qual o papel exato do deputado?
Olavio
– O papel fundamental é fiscalizar, legislar, ajudar o governo a fazer as devidas reformas, tudo que venha a fortalecer o governo. Sou contra o deputado levar verba a uma comunidade. Depende da relação que tem com o governo, leva mais dinheiro para uma região e abandona outra, vira politicagem. Isso não é função do deputado.

Notisul – Quais as áreas que precisam de mais atenção na região?
Olavio
– Todas as áreas. Qual o órgão mais importante do teu corpo? A cabeça, o cérebro? Mas, se tiver uma unha encravada no teu dedo, você vai dar mais importância no teu dedo. Então, é a mesma coisa com o estado, todas as áreas são importantes. Não temos como priorizar uma área, porque vamos fragilizar outra. Temos que fazer com que todas sejam beneficiadas.

Notisul – Como você avalia os deputados da região que nos representaram até então?
Olavio
– Olha, penso que precisamos de um maior número de deputados no sul. Quando um deputado não era a favor do governo, o governo trancava tudo. Temos que, dentro da assembleia, colocar na cabeça do governo que ali não existe mais siglas. Somos representantes do povo e, por isso, precisamos trabalhar em blocos. E, quanto maior número de deputado a região tiver, temos mais força para a comunidade.

Notisul – Então, o senhor é a favor ao voto regional?
Olavio
– O deputado é eleito para legislar, fiscalizar, para fazer Santa Catarina andar. Eu sou a favor que não haja compra de votos. Chega deputado de fora na região – e eu não posso afirmar que venha comprar voto -, mas podem usar artimanhas que não sejam corretas. Sou a favor de fazer uma campanha pela ausência de compra de votos, pois o voto não tem preço, tem consequência. Não venda seu voto, não negocie seu voto.

Notisul – Como o senhor formou sua base eleitoral?
Olavio
– A minha base eleitoral é na Amurel, com reflexo em diversas cidades. Visito as casas, as empresas, comércios, caminhadas. A gente tenta que o eleitor tenha confiança na gente. E o eleitor tem que se comprometer também. Aquele que acha que sou o melhor, ele tem que se comprometer, tem que se multiplicar. Cada um que lute pelo aquilo que acha que é o melhor e ajudar o deputado.

Notisul – Quanto o senhor pretende gastar na campanha?
Olavio
– O suficiente para dar visibilidade. A minha campanha é simples. Nós somos cidadãos de direito, então digo às pessoas: não venda seu voto. Os direitos do cidadão estão na constituição federal.

“Serei um defensor intransigente da educação”

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Manoel Moura, o Maneca, é gaúcho do Rio Pardo, no interior do Rio Grande do Sul, radicado em Jaguaruna há dez anos. Tem dois filhos, nasceu em uma família humilde e começou a trabalhar ainda muito cedo. Primeiro na roça, para ajudar os pais, depois na indústria, como torneiro mecânico. Formado em ciências políticas pelo Instituto Alberto Pasqualine, Maneca é técnico contábil e milita na política desde 1980. Sempre no PDT. “Sou brizolista e getulista”, consagra. Foi secretário do partido, membro da diretoria, assessor de deputados e candidato a vereador (em 1988) em Canoas (RS). Aposentado como comerciante, Maneca resolveu vir morar em Jaguaruna no fim de 2000. A ideia era descansar, mas o gosto pela política e pelo trabalho falou mais alto. Maneca voltou a atuar no comércio em 2001 e a militar na política em 2005. No ano seguinte, Maneca concorreu a uma vaga à assembleia legislativa. Fez 305 votos. Em 2008, ele participou da eleição municipal, como candidato a prefeito. Foram apenas 63 votos. “Nunca desanimei. A inexpressividade nos últimos pleitos tem apenas um motivo: eu não utilizo dos mesmo métodos que normalmente os meus adversários usam. Aos poucos, consegui mostrar que tenho preparo, que sou capaz. Hoje, garanto, tenho uma posição política muito mais destacada e marcante, não apenas em Jaguaruna, mas também na região”, considera Maneca.

Carolina Carradore
Tubarão

Notisul – Como candidato da região, qual a bandeira que você irá levantar na campanha?
Maneca
– Garanto que serei um defensor intransigente de um sistema de educação e de saúde de qualidade à nossa gente. A educação, hoje, está extremamente deficitária. O modelo de hoje não educa ninguém. A União, o estado têm que ser responsabilizados. E quero fazer minha parte. Defendo um novo modelo de educação, como o criado pelo saudoso Leonel Brizola, o Centro Integrado de Educação Pública (Ciep). O que quero é remodelar este projeto de sucesso. Crianças mais preparadas têm mais condições de alavancar o crescimento do país. Quanto à saúde, apego-me à constituição, quando fala: “Saúde é dever do estado e direito do cidadão”. Isto é quase uma utopia, eu sei. Mas por quê? Porque há muito mais pessoas interessadas em fazer da doença uma bolsa de valores para ganhar dinheiro. A saúde tem que ser pública, de qualidade e gratuita. Tem como fazer, sim. E, para isso, basta limitar estes grande grupos econômicos que estão aí.

Notisul – Como você avalia as secretarias regionais?
Maneca
– Sou contra e ponto final. Elegemos o governador para governar e ele coloca um secretário para tapear? O cidadão tem que ter acesso ao governador e não a um subalterno. Não me interessa as consequências. Sou contra.

Notisul – Para você, qual o papel do deputado?
Maneca
– Tem que fazer bem a sua função, que é a de legislar e fiscalizar. O desafio é fazer isso em nome do bem comum e não em causa própria ou de minorias. O deputado tem que ter duas orelhas grandes, para ouvir as pessoas e encaminhar exatamente o que as pessoas querem. Mas não pode fazer isso individualmente porque o estado tem responsabilidade coletiva e não individual.

Notisul – Qual a sua avaliação sobre os deputados que nos representaram até então?
Maneca
– Com sinceridade, vou dizer que há alguns, ainda que poucos, que honram os seus eleitores. Mas a maioria não tem feito isso. Os representantes da região têm suas deficiências. Se eu for deputado, não cometerei os mesmos erros deles. Jamais alguém que depende do povo tem o direito de ficar contra aquele que o elegeu. Por melhor ou pior que seja a situação, ele tem que defender o coletivo, mesmo que a pessoa que reclamou não tenha votado nele. A partir de eleito, não se olha voto, não se faz distinção. Trabalha-se pelo coletivo.

Notisul – Na sua opinião, quais são as áreas na região que precisam de mais atenção?
Maneca
– Vou citar uma que considero a mais especial: a concretização da pavimentação asfáltica da rodovia que liga a balsa, em Laguna, ao Camacho, em Jaguaruna (parte da Interpraias). A população merece e precisa desta obra. Além disso, o turismo, a maior indústria do mundo, é extremamente deficiente na nossa região. E quero atuar neste setor e auxiliar para alavancar o segmento. Quero ajudar em projetos, em recursos. Em Jaguaruna, por exemplo, não tem cabimento não existir uma avenida decente para ligar o sul com o norte. Podem dizer que sou louco, porque este tipo de obra impacta negativamente no meio ambiente. É verdade. E eu sei disso, mas o ser humano é mais importante que o meio ambiente. Além disso, há como coexistirem. Para uma cidade como Jaguaruna, onde não há emprego, investir em infraestrutura e no desenvolvimento de projeto no setor é uma saída lógica para o desenvolvimento sustentável.

Notisul – Como você formou a sua base eleitoral?
Maneca
– Sou uma pessoa que não tem os recursos que a maioria dos candidatos tem. Então, tenho conseguido o apoio de alguns companheiros dedicados e valorosos, que contribuem comigo voluntariamente. Mas eu sou sonhador e corro atrás.

Notisul – Quanto você pretende gastar na campanha?
Maneca
– Não estimei ainda, mas, definitivamente, não será nada que comprometa a minha vida financeira. Vamos contar com o voto do coração, assim como deveriam ser todas as campanhas políticas, de todos os candidatos. Não dou nada em troca de voto. Não adianta nem vir pedir.

As entrevistas realizadas pelo Notisul com os candidatos com domicílio eleitoral na região serão em ordem alfabética.

Já entrevistados
Ada De Luca (15015) – PMDB – Laguna; Alexandre Moraes (15650) – PMDB – Tubarão; André Igreja (12123) – PDT – Imbituba; Arlei da Silva (23730) – PPS – Capivari de Baixo; Araildo Domingos Liberato (PG) (12312) – PDT – Capivari de Baixo; Carlos Stüpp (45888) – PSDB – Tubarão; Cleosmar Fernandes (22222) – PR – Laguna; Douglas Antunes (20200)- PSC – Tubarão; Joares Ponticelli (11223)- PP – Tubarão; José Nei Ascari (25111) – DEM – Braço do Norte; Keli Cordeiro Oliveira (45321) – PSDB – Laguna; Manoel Moura (12412) – PDT – Jaguaruna, Olavio Falchetti (13413) – PT – Tubarão.

Vida em outros planos: É mesmo possível?

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Cristiano Carrador
Tubarão

Há mesmo vida após a morte? Como as pessoas estarão no mundo espiritual? É possível a comunicação com quem está em outros planos, desencarnado, como definem os espíritas? E mais, como são os outros planos ou planetas? Há vida por lá? Espíritas e integrantes de outros segmentos religiosos garantem que sim. Como provar? Por meio de mensagens vindas de quem não está na terra ou pelo menos visível para a maioria.

Depois do sucesso do filme sobre a vida do médium Chico Xavier, chega aos cinemas, sexta-feira, Nosso Lar, superprodução sobre uma colônia espiritual ligada à terra. E foi justamente Chico Xavier, precursor da doutrina no Brasil, quem psicografou o livro Nosso Lar, origem do filme. Publicado pela primeira vez em 1944, foi ditado pelo espírito André Luiz.

Para muitos, as convicções dos espíritas parecem ficção científica. Um planeta ou plano espiritual, Nosso Lar, com casas, hospitais, praças, veículos que saem do chão e trafegam em velocidades inimagináveis por aqui, o Aerobus? Espíritos com maior evolução moral, conhecimentos? Tudo transmitido para cá pela psicografia (comunicação dos espíritos, por meio de médiuns, pela escrita). Chico Xavier psicografou quase 500 obras, às vezes com as duas mãos ao mesmo tempo. Foram milhares de cartas que serviram e ainda servem de consolo para milhões de pessoas. Quem “perdeu” um ente querido diz que teve a certeza de que ele segue vivo. Chico não utilizou para si nem R$ 1,00 do lucro com os livros, foi tudo para ações beneficentes.

Como surgiu o espiritismo?

Organizada por volta de 1850, na França, pelo professor Hippolyte Léon Denizard Rivail, um cientista, antes cético sobre o tema, a doutrina espírita atrai a cada dia mais adeptos. Há pessoas que se declaram católicas, evangélicas, de religiões islâmicas, por exemplo, mas concordam com as definições do espiritismo.

E justamente por isso, garantem os seguidores da doutrina, não há nenhum tipo de discriminação religiosa, ninguém precisa sair de onde está, se sente-se bem. O principal é a prática do maior ensinamento de Jesus, o amor ao próximo como a si mesmo. Deus é o mesmo. Para todos! Há o respeito também com quem se declara ateu. O que importa são as suas ações. Para o bem!

Hippolyte Léon, chamado de codificador da doutrina, aos 10 anos foi estudar na cidade suíça de Yverdon, para completar a sua bagagem no célebre instituto de educação, instalado em 1805 pelo professor João Henrique Pestalozzi. Foi seu colaborador, lançou livros que revolucionaram a educação. Organizou a doutrina em cinco obras básicas, e posteriormente utilizou o nome Allan Kardec, como foi conhecido em existência anterior.

Ao tomar conhecimento dos fenômenos das mesas girantes, na França, por volta de 1850, convenceu-se da existência do mundo espiritual e organizou o Livro dos Espíritos, a primeira obra ditada pelo mundo espiritual, com caráter científico. Ressaltava que, a partir do momento em que a ciência mostre um ponto em que a doutrina está equivocada, siga-se as explicações da ciência.

Evolução infinita

Vida após a vida. Morte somente do corpo físico. O espírito, a alma, a inteligência, não importa a denominação, seguem. É essência, em evolução infinita e contínua, garantem os espíritas. André Luiz era médico na Terra, no Rio de Janeiro.

Tinha outro nome, não revelado para não gerar constrangimentos. Teve uma vida desregrada, excesso de trabalho, bebidas alcoólicas, traição. Desencarnou! Tinha responsabilidades com a família, com a esposa, os filhos, os amava. Atendeu pessoas carentes sem cobrar. Passou oito anos no Umbral, uma região inferior, com espíritos em situação delicada, ameaçadores, uma espécie de inferno, como é conhecido pela maioria.

Neste caso, uma outra convicção da doutrina, não há inferno eterno, onde quem cometeu delitos nunca mais sairá. Pelo contrário, todos terão uma nova chance, infinitas chances. “Fruto da infinita bondade divina”, diz Carlos Roberto Rebelo, presidente do Conselho Regional Espírita 15, sediado em Tubarão. Inferno, na origem da palavra, significava regiões inferiores.

Há inúmeras, como as superiores à Terra, Nosso Lar é um exemplo. Depois de resgatado, André passou por um hospital, foi acolhido, recebeu lições. O livro mostra que as orações e a gratidão de quem ele atendeu o ajudaram a enxergar um mentor e ajudantes que foram até o Umbral resgatá-lo. O livro já dá uma ideia de como é esta colônia espiritual. O filme mais ainda.

Questionamentos:
Como as pessoas apresentam-se em um plano espiritual? Conservam a mesma imagem que tinham na Terra?
Respostas: a doutrina espírita explica que no mundo espiritual, o corpo pode ser mais ou menos denso. Em Nosso Lar, menos. Os espíritos têm um perispírito, ligação entre o corpo físico e o espírito. Em outros planos, o espírito, dependendo da sua evolução, pode apresentar-se de acordo com a imagem que tinha em outras existências, para ser reconhecido. E o espírito? É essência, ainda não é possível defini-lo corretamente por aqui.

Em Nosso Lar: Uma história de descobertas

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Cristiano Carrador
Tubarão

O livro Nosso Lar mostra uma série de questões interessantes e relevantes na vida de André Luiz. Quando estava no Umbral, além das agressões e pavores provocados por “irmãos que ainda estão por lá”, definem os espíritas, ele era chamado de suicida. Não entendia o porquê. Além disso, estava vivo, consciente de si.

Com o tempo, já na colônia Nosso Lar, recebeu a explicação. O suicídio foi causado pelos excessos. Bebidas alcoólicas, fumo, a sífilis. No mundo espiritual, a definição de que qualquer movimento que prejudique o corpo físico é uma espécie de suicídio. Não tanto quanto o suicídio voluntário, com o qual quem comete passará por situações bem delicadas em planos inferiores.

Depois de ter melhorado em Nosso Lar, André Luiz questionou às equipes do hospital e ao ministro Clarêncio, responsável pelo seu resgate, sobre a questão de ter sido chamado de suicida, recebeu a explicação. Questionava sobre a vontade de rever a esposa, os filhos. A resposta era de que ainda não havia chegado o momento. Não estava preparado para ver que a sua ex-esposa já havia casado-se com outro.

Quando a hora da visita chegou, também a compreensão do porquê. Em um primeiro momento, um pouco de espanto, mas ele já estava maduro para entender que era mesmo necessária a continuidade da vida de quem permanece na terra. Com passes magnéticos, ajudou na recuperação do novo companheiro da sua ex-esposa. Ele estava bem doente.

Depois de um tempo, também reencontrou a sua mãe. Em visita, pois ela desenvolvia atividades em um plano superior a Nosso Lar, onde André ainda não poderia ir. Reencontrou pessoas com quem conviveu na Terra. Como um ex-devedor de seu pai e uma jovem no hospital espiritual.

André chegou a ficar receoso ao encontrar o antigo devedor de seu pai, ficou um pouco constrangido, mas, em um diálogo, o homem o agradeceu pela cobrança, caso contrário, não aprenderia a frear os ímpetos e a não adquirir mais débitos materiais e espirituais. A moça havia sido funcionária na casa dos pais de André, ele envolveu-se com ela, que colocou sobre ele algumas expectativas. Não deu, ela chegou a se prostituir e adquiriu doenças. André descobriu o amor dela por ele, concluiu sobre os comprometimentos que envolvem as relações na Terra. Há muito para escrever e ler sobre o livro e sobre outras obras psicografadas pelo médium Chico Xavier, ditadas por André Luiz…

Mobilização
O filme sobre a vida de Chico Xavier foi sucesso de público. Nos primeiros dias, lotava, o prazo de exibição foi ampliado. No caso de Nosso Lar, integrantes do movimento espírita organizam sessões extras. Se na primeira semana o público atingir um número satisfatório, a Fox Filmes pode levá-lo para o exterior.

Convicções

Integrantes da doutrina espírita colocam a razão e a fé lado a lado. Creem em Deus, o qual, segundo eles, ainda não é possível definir, pela grandeza, bondade, onipotência, onipresença. A base é os ensinamentos de Jesus. Ninguém recebe títulos, cargos especiais no movimento. Lidam com a mediunidade, a comunicação com outros planos, com seriedade e, principalmente, estudo. “A doutrina me dá a certeza da vida eterna, explica com pormenores, lógica, o outro lado da vida. Somos tocados o tempo todo pelo mundo espiritual, a maioria ainda não tem consciência para perceber, mas todos terão um dia”, ressalta o advogado Marcelo Cardozo.

“Depois do filme sobre a vida de Chico Xavier, este grandioso homem, sua história de abnegação e amor ao próximo, chega o Nosso Lar. O Livro dos Médiuns, no seu capítulo XVI, acerca dos médiuns especiais, asseverou: para que uma comunicação seja boa, é necessário que provenha de um espírito bom e para que esse espírito bom possa transmiti-la, precisa dispor de um bom instrumento. Chico o fez”, exemplifica Carlos Roberto Rebelo, presidente do Conselho Regional Espírita 15 (CRE-15), sediado em Tubarão.

“Nosso Lar é dos livros mais instigantes da extensa lavra do médium Chico Xavier. Ele é rico em detalhes. Quando o lemos, nossa mente fervilha procurando imaginar a narrativa precisa do espírito André Luiz em seu retorno ao mundo espiritual. O filme será uma ótima oportunidade para vermos a ‘materialização’ do conteúdo desta grande obra. Creio na eternidade da vida, e Nosso Lar ilustra perfeitamente um dos vários planos que iremos passar em nossa trajetória evolutiva”, enalteceu o empresário Luiz Antônio Botega, o Toni.

Estrada de Albertina: Ordem de serviço será assinada no dia 10

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Zahyra Mattar
São Martinho

Demorou, mas o que importa é que a obra está garantida. Vai começar! Está pré-agendado para o próximo dia 10 a esperada assinatura da ordem de serviço para pavimentação da SC-407, a Estrada de Albertina, entre o município de São Martinho e a comunidade de São Luís, em Imaruí. A solenidade será em São Luís, em local ainda a ser especificado, às 16h30min.

A execução deste projeto é vista pela região como o efetivo começo da estruturação para o desenvolvimento do turismo religioso. Somente São Martinho recebe cerca de 12 mil turistas por mês. A maioria vai em busca das belas paisagens do município e também por conta da história da beata Albertina, em Imaruí.

“Sempre estivemos preocupados com a precariedade da infraestrutura, especialmente a turística. Este é apenas o começo de um projeto magnífico pensado para esta comunidade. Esta é a obra da persistência. Buscamos estes recursos desde a instituição da regional do Vale”, comemora o secretário de desenvolvimento regional em Braço do Norte, Gelson Luiz Padilha.

O obra
• O projeto de pavimentação asfáltica da SC-407 custou R$ 127 mil e foi feito no ano passado. A obra já possui todas as licenças – de instalação, execução e ambientais – e será feita pela empresa A. Mendes, vencedora da licitação.
• Ao todo, são sete quilômetros entre São Martinho e a comunidade de São Luís, em Imaruí. A obra é avaliada em aproximadamente R$ 7,5 milhões.

Convênio
É previsto que o governador Leonel Pavan (PSDB) assine a ordem de serviço para a pavimentação de parte da estrada que liga o Centro de São Martinho à comunidade de Vargem do Cedro, na divisa com Imaruí, também no dia 10.

A primeira parcela do convênio já foi repassada à prefeitura (exatos R$ 223.143,25). No total, serão investidos R$ 892.572,94 para pavimentação de parte da estrada municipal.

O recurso servirá para asfaltar os primeiros quilômetros da estrada, em uma subida íngreme que nos dias de chuva atrapalha o deslocamento de turistas até as pousadas e atrativos da comunidade.

Joguinhos Abertos: Tubarão conquista ouro no karatê

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Criciúma

A participação de Tubarão nos Joguinhos Abertos de Santa Catarina é considerada positiva. O município levou para Criciúma 90 atletas, divididos em sete modalidades. Até a tarde desta sexta-feira, a cidade já tinha conquistado cinco medalhas – 1 de ouro, 2 de prata e 2 de bronze.

A principal conquista do município, até agora, foi a medalha de ouro obtida nesta sexta-feira de manhã pelo atleta Rogério de Souza, 15 anos, no Karatê, modalidade até 55 quilos. Na final, Rogério derrotou o adversário de Florianópolis e conquistou a vitória.

Quinta-feira, Rogério já tinha conquistado o bronze no kata individual masculino. O representante de Tubarão venceu dois adversários e chegou até a semifinal, onde foi derrotado pelo atleta de Itajaí. Na repescagem com o atleta de Blumenau, Rogério venceu por 4 a 1, e depois disputou o terceiro lugar contra o atleta de Florianópolis, vencendo por 5 a 0.

A natação também rendeu pódio à cidade. O nadador Júlio Scolaro Júnior, 18, conquistou, na tarde de quinta-feira, a medalha de bronze na final dos 100 metros peito, prova disputada no clube Mampituba.

As duas medalhas de prata foram conquistadas pelos ciclistas Matías Rafael Pombo, na prova contra relógio, e Raul Guilherme Malaguty, na prova de resistência de estrada.

As competições prosseguem neste sábado e Tubarão ainda tem chances de conquistar outras medalhas. “Nossa intenção é ficar entre os dez primeiros”, adianta o diretor da Comissão Municipal de Esportes (CME), Stélio Dias Teixeira.

Festa = investimentos

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“Não falta nada em nossa escola!”. O diretor da Escola Martinho Alves dos Santos, em Tubarão, José da Silva Thiesen, é só orgulho. Também pudera. Todos os anos, a unidade educacional recebe melhorias com os recursos arrecadados durante a festa junina.

Em 2009, a prioridade foi a climatização, com instalação de ar-condicionado em todas as salas. Já em 2010, os recursos serão destinados à colocação de cobertura metálica para unir os três prédios da escola.

O investimento total será de R$ 20 mil, e ainda vai sobrar um ‘merrequinha’ para destinar a outras pequenas melhorias. “Felizmente, sempre conseguimos alcançar nossos objetivos. E devemos isso à comunidade, aos pais de alunos e empresários que nos patrocinam. Todos eles dão a sua contribuição para realizar essa festa”, agradece o diretor.

Atrações
A festa junina da Martinho Alves dos Santos deste ano ocorreu no último sábado. Além dos indispensáveis quitutes da época e da quadrilha, teve apresentação de banda, homenagens aos namorados e performances dos próprios estudantes, que fizeram cover de Beyonce, Mamonas Assassinas, entre outras atrações.

Público
A estimativa é que de 7 a 10 mil pessoas compareceram à festa junina da Escola Martinho Alves dos Santos.

Curtas

Vestibular
Os estudantes da Escola Dom Joaquim, em Braço do Norte, estão de olho no livros que devem ler para estarem preparados para o vestibular da Universidade Federal de Santa Catarina (Ufsc) do próximo ano. As obras estão detalhadas no blog da escola. Anote aí o endereço e confira: http://eebdomjoaquim.blogspot.com.

Dinâmica dos nomes
Sob a orientação da professora Ludimar Teresa de Oliveira, os alunos da 1ª série do ensino médio da Escola Jovem Dite Freitas, em Tubarão, elaboraram o perfil das turmas a partir da compreensão dos estudantes sobre as características principais de cada um. Os destaques foram os colegas Willian Fernando, Rodrigo Siega e Luiza Estela. Eles receberam o maior número de elogios dos amigos. Willian (esse moço da foto), por exemplo, foi “traduzido” como um cara tranquilo, amigo, paciente e educado. Parabéns!

Divisão Especial: Tudo pronto para o clássico

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Rafael Andrade
Tubarão

O dia do clássico mais esperado do ano em Tubarão chegou. O Atlético Tubarão recebe o Hercílio Luz neste domingo, às 16 horas, no Estádio Domingos Gonzales, no bairro Oficinas, em Tubarão. O confronto é válido pela quinta rodada da Divisão Especial do Campeonato Catarinense.

O clássico Tuba-Luz não tem favorito, mas as torcidas devem fazer um colorido especial e lotar o Estádio da Vila. Mais de 1,2 mil pessoas são esperadas. A Polícia Militar reforçará o policiamento dentro e fora de campo. “Vamos atuar com aproximadamente 30 homens para garantir o espetáculo sem confusão”, avisa o major Giovani Livramento, comandante da 2º Companhia do 5º Batalhão da Polícia Militar de Tubarão.

As torcidas organizadas Batalhão da Garra Tricolor, do Peixe, e Comando Vermelho, do Leão do Sul, incentivarão ainda mais o bom futebol em campo. “O Tubarão vai mostrar quem é que manda na Vila. Vamos vencer o clássico”, dispara o torcedor Lucas Sobrinho. “O Leão vai vencer a primeira no campeonato justamente contra o maior rival. É a nossa chance de mostrar um bom futebol”, contrapõe o colorado Leonardo Delpizzo.

Nesta sexta-feira à tarde, os treinadores dos dois clubes comandaram coletivos e definiram os titulares, porém, os times serão divulgados apenas momentos antes da partida.
O meia-atacante Valdo deverá estrear no Tricolor da Vila. O centroavante Edson Bugrão volta ao elenco titular no Hercílio. Prepare o seu coração e bom jogo!

Chances dos tubaronenses
O Hercílio Luz está desesperado em busca da primeira vitória na Divisão Especial do Campeonato Catarinense. Para que mudar este quadro, precisa vencer o seu maior rival, o Atlético Tubarão, neste domingo, às 16 horas, em pleno Estádio da Vila. O Colorado tem apenas três pontos nesta primeira fase da competição em quatro partidas – foram três empates e uma derrota. Se vencer, chega aos seis pontos e pode embolar a classificação.

Já o Peixe, tem sete pontos e pode chegar aos dez ao fim desta quinta rodada do primeiro turno. O Tricolor da Vila tem boas chances de conquistar esta fase e, consequentemente, uma das quatro vagas no quadrangular final do campeonato. É esperar e conferir. Tem muita gente apostando em um empate. Será?