domingo, 22 fevereiro , 2026
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Menores infratores: O CIP nem sempre é o local adequado!

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Rafael Andrade
Tubarão

Dois adolescentes infratores internados no Centro de Internamento Provisório (CIP) de Tubarão, de 16 anos, podem ser transferidos a qualquer momento. A reivindicação é da coordenadoria do CIP. Um dos menores chegou há uma semana – acusado de ter matado o próprio irmão, de 35 anos, no bairro Monte Castelo, em Tubarão.
A situação deste garoto é mais problemática que ‘o normal’.

“Ele não quer comer, tomar banho ou conversar. Fica isolado em seu quarto-cela. Faz as necessidades ali mesmo. Apresentamos a situação aos seus familiares e ao judiciário. Ele precisar de um tratamento adequado. O CIP não é o local certo”, argumenta a coordenadora administrativa da instituição, Adriana da Silva.
Para alimentar o rapaz, três ou quatro educadores são obrigados a segurá-lo e outra pessoa o alimenta através de vitaminas de frutas. “É uma situação degradável, ele precisa de atendimento sociopsiquiátrico urgente”, alerta Adriana.

Outro menor infrator que também apresenta atitudes que requerem maior atenção tentou se ferir e foi internado, no fim da semana passada. Ele foi apreendido por roubo, há quase dois meses. “Ele também apresenta transtornos psicológicos e precisa ser transferido”, avalia a coordenadora.
Por esses motivos, um ofício foi encaminhado à juíza Mirian Regina Garcia Cavalcante, da vara da família, infância e juventude da comarca de Tubarão. O documento explica a situação dos adolescentes e a necessidade de encaminhá-los a um ambiente mais adequado, conforme os seus comportamentos.

Não existe estrutura pública ao menor
infrator com problemas psicológicos

Infelizmente, Santa Catarina não possui um local público para atendimento médico psicossocial destinado a menores infrator. Além disso, apenas três instituições do gênero são voltadas ao atendimento adulto: A Casa de Saúde Rio Maina, em Criciúma, a ala psiquiátrica do Hospital de Caridade Senhor Bom Jesus dos Passos, em Laguna, e a ala psiquiátrica do Hospital De Custódia e Tratamento Psiquiátrico de Florianópolis.

Então, para onde encaminhar os dois menores com transtornos psicológicos do Centro de Internamento Provisório (CIP) de Tubarão? A solução, segundo a coordenadora administrativa Adriana da Silva, é interná-los em uma clínica particular especializada. “Dependendo da instituição, o estado terá que arcar entre R$ 800,00 a R$ 4 mil por adolescente”, explica Adriana.
Assim que sair a decisão judicial para transferência dos dois menores, eles passarão por medidas socioterapêuticas adequadas às necessidades.

Casa de Semi-Liberdade: Judiciário auxiliará na decisão

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Tubarão

A difícil tarefa de encontrar um local adequado para sediar as futuras instalações da Casa de Semi-Liberdade de Tubarão está só no começo. Os coordenadores da Organização Não-Governamental Oficina da Arte Comunitária (Odac), responsáveis pela administração da casa e do Centro de Internamento Provisório (CIP), solicitaram a participação do judiciário para auxiliar na definição de um local.

“É interessante a colaboração do poder judiciário neste processo”, destaca a coordenadora administrativa da Odac, Adriana da Silva. Para o diretor do Departamento de Justiça e Cidadania (Djuc), Itamar Bonelli, a escolha deve ocorrer em caráter conjunto e com o consentimento de todos os responsáveis. “É preciso definir um local o quanto antes, no entanto, precisamos avaliar um ponto, e que tenha a aprovação da comunidade”, reitera Bonelli.

Folia de Momo: Verba é reduzida em 30%

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Carolina Carradore
Tubarão

O Carnaval de Tubarão está ameaçado mais uma vez. A equipe da secretaria estadual de turismo, cultura e lazer informou ontem que o município receberá R$ 100 mil para a festa momesca, e não R$ 150 mil, valor estipulado no projeto enviado pela secretaria de desenvolvimento regional de Tubarão (SDR). “Outras cidades também tiveram o recurso diminuído, já era previsto”, explica o secretário interino da secretaria estadual, Gerson Ávila Hulbert.
Há solicitação de mais verbas das SDRs. Os pedidos serão analisados na secretaria estadual da fazenda. “Não há nada definido ainda, talvez possam ocorrer mudanças”, considera Hulbert.

A notícia surpreendeu o secretário regional em Tubarão, Jairo Cascaes (DEM). Quarta-feira, ele garantiu os R$ 150 mil aos carnavalescos. “Foi o que Gilmar Knaesel (secretário estadual de turismo licenciado) tinha me garantido. Mas, se houve corte na verba, temos que entender e tentar reverter a situação”, analisa.

O corte no orçamento não agradou a Liga das Escolas de Samba de Tubarão (Liest). Do total prometido, R$ 60 mil seriam destinados à sonorização, banda, divulgação, entre outros detalhes. O restante (R$ 90 mil) seriam direcionados às escolas de samba. “O Carnaval está ameaçado, pois todos contavam com essa verba. Muitos já tinham empenhado o dinheiro. Agora, os preparativos estão suspensos até segunda ordem”, lamenta o assessor de imprensa da Liest, Alessandro Neves.

Portuários : A nova fase da profissão e do Porto de Imbituba

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Imbituba

O dia do Portuário, ontem, foi celebrado com festa na Companhia Docas de Imbituba. E não apenas isso, como lembra o administrador do Porto de Imbituba, Jeziel Pamato de Souza (foto). Marca a valorização do profissional portuário. “Cada trabalhador que empresta sua força diariamente aos portos brasileiros está também impulsionando a nossa economia e o nosso desenvolvimento. E cada parte é fundamental neste processo. Eu tenho orgulho de ser um trabalhador portuário há 22 anos”, declara.

Agora, o arrendamento do terminal de contêineres por uma empresa do grupo Santos Brasil conferiu uma nova fase do Porto em Imbituba. O investimento foi de R$ 283 milhões para a recuperação e a ampliação do cais acostável do Porto de Imbituba.

“Este arrendamento, conduzido pela Companhia Docas de Imbituba, deu novo fôlego à economia local, está gerando novos empregos e, em médio prazo, será um marco para a região sul do país. Com condições naturais tão propensas à atracação de grandes navios e intensa movimentação de cargas, não está distante o momento de afirmarmos que estamos transformando o porto na melhor opção logística para o norte do Rio Grande do Sul, todo o estado de Santa Catarina e o sul do Paraná”, projeta Jeziel.

Desenvolvimento
significa integração

O Porto de Imbituba não desenvolverá a região se não contar com a integração dos outros modais. A constatação é feita pelo administrador do Porto de Imbituba, Jeziel Pamato de Souza. Para ele, o aumento na movimentação de cargas não prejudicará o mercado de transportes por via terrestre.

“É imprescindível reconhecer que o desenvolvimento de Santa Catarina passa pelo Porto de Imbituba. Assim como também requer investimentos nos outros modais. Não é a cabotagem ou o transporte ferroviário que tirarão o mercado do transporte rodoviário, já arraigado na cultura brasileira.

Jeziel considera que a grande diferença é justamente a alternativa de logística. “Aproximar as regiões por vias navegáveis não só movimenta o comércio e intensifica o transporte de cargas em curta distância, como também gera maior volume de negócios para o modal rodoviário”, pontua o administrador.

Acessibilidade: Preconceitos e limites podem ser vencidos

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Imbituba

Limitações podem, sim, ser superadas. E a prova disso é o sucesso do projeto Surfando Horizontes, recém implantado em Imbituba. O objetivo é bastante simples: inserir os portadores de necessidades especiais no mundo do surfe. A ideia partiu do atleta Fabinho Carvalho, de Imbituba. “Queremos fazer com que estas pessoas desenvolvam suas habilidades, vençam seus limites, superem o preconceito”, destaca Fabinho, empolgado. Ele é o coordenador do projeto junto da diretoria de esportes da prefeitura.

Nas aulas, Fabinho busca encorajar os alunos a acreditarem em si próprios. E os resultados já começaram a surgir. Um exemplo é o adolescente cadeirante Vânio Vieira Júnior, de 16 anos. Ele diz que a emoção e a sensação de liberdade quando está no mar é indescritível. “Jamais imaginaria que um dia poderia entrar na água com uma prancha. Nunca mais quero parar de surfar”, valoriza.

Empolgado, Vânio lembra a primeira vez que entrou na água. No início ele estava inseguro e achava que aquilo não daria muito certo. “Depois, com toda a segurança e incentivo que o Fabinho nos passa, na segunda onda já não queria sair mais da água”, detalhe o garoto, risonho. Atualmente, quatro pessoas estão inscritas no projeto Surfando Horizontes.

Serviço
O projeto Surfando Horizontes é disponibilizado para crianças, jovens e adultos portadores de necessidades especiais, sempre às terças e quintas-feiras, das 15 às 16 horas. Os interessados devem procurar a secretaria de esportes para inscreverem-se. O projeto é uma extensão da Escolinha de Surfe.

Nova creche: Investimento será de R$ 1,2 milhões

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Wagner da Silva
São Ludgero

A expectativa para este ano em São Ludgero é positiva, mas o prefeito Ademir Gesing (PMDB), o Gogo, está preocupado com a baixa arrecadação. Contudo, uma boa notícia chegou esta semana e serviu para animar os gestores: o governo federal liberou parte do recurso para a construção de uma creche modelo na cidade.

Com isso, a meta é começar e terminar a obra ainda este ano para que o local seja utilizado já no próximo ano letivo. Serão investidos R$ 1,2 milhões na implantação da creche modelo. Deste total, R$ 950 mil são do governo federal (R$ 700 mil já foram depositados na conta da prefeitura) e o restante, R$ 250 mil, é a contrapartida do município.

O recurso e a oportunidade de realizar a obra vêm em bom momento. São Ludgero tem grande carência de vagas para o ensino infantil. “Muitas mães necessitam deste apoio para poderem trabalhar e não medimos esforços no sentido de buscar recursos para efetuar obras e poder aumentar o número de vagas e proporcionar um local de aprendizado adequado às crianças”, comemora Gogo.

O próximo passo agora é licitar a obra. Os procedimentos para isso, adianta o prefeito, já iniciaram. A creche será construída em um terreno da prefeitura, localizado na esquina entre as ruas Antônio Philippi e Turíbio Schmidt, no bairro Industrial.

Sabe o que os astros guardam para você hoje

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Áries (21/03 a 19/04)
Dia com energia delicada, que pode reativar antigos conflitos emocionais ou profissionais, envolvendo autoridade e poder. Cuidado com atitudes infantis e defensivas. Momento importante para compreender as mudanças necessárias à evolução.

Touro ( 20/04 a 20/05)
Você deve erguer o olhar, vislumbrando com clareza o que antes não estava preparado para ver. Deste modo, poderá evoluir emocionalmente e compreender que um longo caminho inicia com o primeiro passo. Hora de dá-lo, sem medo.

Gêmeos (21/05 a 21/06)
Inseguranças podem aflorar e com elas ressurgem conflitos emocionais ou financeiros. É hora de perceber que certas transformações são inevitáveis. Importante é o que tem valor emocional.

Câncer (22/06 a 22/07)
A Lua está em seu signo e em aspecto com Plutão e Saturno, indicando desafios emocionais e nos relacionamentos. Percepção de que deve abandonar uma velha postura, que não mais serve à evolução. Desapego que pode ser doloroso.

Leão (23/07 a 22/08)
Não se esconda ou se defenda em velhos padrões. Observe os acontecimentos e os ensinamentos neles existentes. Saber o que lhe nutre interiormente é fundamental, para lidar positivamente com os desafios atuais.

Virgem (23/08 a 22/09)
Questões envolvendo amizade, amor ou finanças podem se mostrar muito delicadas atualmente. Há uma pressão para o crescimento, mas para que ocorra deve haver desapego e transformação.

Libra (23/09 a 22/10)
Momento em que deve haver responsabilidade, ética e percepção do que deve ser modificado, para uma vida mais autêntica. Mas isso envolve o receio de recomeçar, ou de assumir responsabilidades.

Escorpião (23/10 a 21/11)
Não são poucos os desafios atuais e especialmente nesta semana eles se mostram mais intensos. Questões emocionais ressurgem e com elas velhos padrões defensivos, regidos pelo medo.

Sagitário (22/11 a 21/12)
Finanças, trabalho e emoções têm exercido pressão sobre os sagitarianos, que se vêem forçados a realizar uma mudança de valores. Mais saiba que ela é positiva, pois estimulará formas mais apaixonantes de manifestar os seus talentos.

Capricórnio (22/12 a 19/01)
Plutão, em seu signo, aspecta Lua e Saturno, reacendendo conflitos emocionais, profissionais e nos relacionamentos que tem caracterizado este momento tão desafiador. A melhor forma de lidar com eles é perceber que não se tem o controle de tudo.

Aquário (20/01 a 18/02)
Desapego e transformação são as energias que regem o atual momento e não convém se opor a elas. Pelo contrário, o melhor a fazer é observar o que deve ser modificado e que trará novas possibilidades, outros conceitos e paradigmas à sua vida.

Peixes (19/02 a 20/03)
Emoções intensas levam a reações infantis, o que inibe o grande potencial de crescimento atual. Mas ele só se manifesta se as pessoas estão dispostas a deixar certezas, mergulhando no mistério da vida, que certamente é mais sábia.

Cemitério redondo

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A vida e a morte são atos complementares da existência. A vida constitui-se uma caminhada confusa, cuja rota é retomada diariamente e o destino é incerto, inexato. Viver é fascinante porque é imprevisível. Impossível delimitar todas as possibilidades da existência. Não são poucas as cartomantes, sortistas e videntes que exaustivamente tentam desvendar a vida, o futuro. Mas, debaixo do sol, tudo é vaidade! Prever o destino é tão inútil quanto contar as gotas de um oceano. Na história da humanidade, temos diversos exemplos do quão infrutífero é preconizar o inusitado. Afinal, a magia de viver está no surpreendente. Quando esse encanto finda, tornamo-nos vítimas de depressão e do suicídio.

A morte exerce sobre nós uma expectativa ainda maior que a própria vida. A ciência e os múltiplos recursos tecnológicos ajudam a orientar o processo existencial, nos dando dicas para vivermos mais plenamente. No entanto, sobre a morte tudo é especulação. De concreto nada sabemos, nos restando somente a fé como apoio ou o ceticismo como escudo. É por isso que cultuamos tanto os nossos mortos. Pelo que viveram e edificaram, mas também pela total incapacidade de afirmamos acertadamente onde e como estão. Então, surgiu o cemitério: o templo sagrado da memória dos que partiram. Lá, não depositamos somente corpos, mas todas suas lembranças e as esperanças proporcionadas pelo desvendado mundo da morte.

A visita ao “Campo dos Santos” sempre nos remete a um mergulho na história de desconhecidos. Nele, encontramos fotos, datas e mensagens de adeus que dizem muito sobre os ali reverenciados. Pessoas que não figuram entre os grandes personagens da história, mas a história sem elas nem sequer existiria. Um caminhar entre túmulos é resgatar o que um dia fomos. Mesmo entrando somente em momentos de obrigação social ou familiar, somos levados a olhar com humildade a única certeza que a vida nos reserva. A matéria acumulada só diferenciará nossa lápide, mas não a relevância do que somos.

Assim, torna-se lamentável as condições em que se encontra o Cemitério Redondo, na divisa entre Capinzal e Piratuba (SC). Em qualquer país civilizado, tal monumento estaria em plenas condições de visitação com inscrições informativas sobre o que representa, quem está sepultado, ou pelo menos o grupo de pessoas que provavelmente foram enterrados ali e porque naquele local. Seria inclusive um ponto turístico como acontece em Glasnevin, na Irlanda, haja vista o fascínio que as edificações exóticas, mitos e lendas, exercem sobre as pessoas. Infelizmente, nada disso existe.

Agora até o mato tomou conta. Uma constatação de total descaso e abandono. Fala-se tanto em preservar a memória de um povo. Gasta-se tanto dinheiro em eventos ditos culturais, e o poder público não tem recursos para uma simples limpeza. Vergonhoso. Como diria Quintana, “… o que mata o jardim não é a falta de cuidados, mas sim esse olhar de indiferença.” Que Deus tenha recordação dos que ali descansam. Nós já os esquecemos.

Carnaval: Lotação: 90%

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Zahyra Mattar
Laguna

As perspectivas para o setor turístico da região são ótimas este ano. E tudo é traduzido em números. Nesta temporada, já é registrado um acréscimo de 30% nas hospedagens em Laguna, no comparativo com o ano passado. No Natal e no Ano-Novo, por exemplo, nem um colchão sobrou. Todos os hotéis e pousadas estavam lotados.

Agora, outra festa que movimenta a atividade aproxima-se: o Carnaval. As reservas começaram a ser feitas ainda no ano passado. Agora, 80% dos estabelecimentos estão com 100% dos leitos ocupados. “Estimamos que haja menos de 15% de vagas disponíveis ainda. Até o fim desta semana a maioria deverá estar ocupada”, comemora o presidente da Associação dos Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares de Laguna, Peterson Crippa.

Outro boa comparação que demonstra a retomada do setor é que a queda na ocupação dos hotéis e pousadas na segunda quinzena deste mês não foi tão acentuada como nos últimos dois anos. “Em janeiro sempre existe uma baixa nas reservas neste período. Desta vez, porém, os estabelecimentos ficaram, em média, com 90% de ocupação entre 25 de dezembro e 25 deste mês”, compara Crippa.

Laguna poderá ter taxa de turismo

A tentativa frustrada de implantação de uma taxa de turismo em Laguna não desanimou os gestores da prefeitura. Em breve, um novo projeto para instituir a cobrança nos setores relacionados ao trade turístico (hotéis, bares, restaurantes e similares) será enviado na câmara. O anterior, apresentado no fim do ano passado, foi retirado da pauta.

“A intenção é cobrar 1,5% por hospedagem. A verba servirá para reforçar o Fundo Municipal de Turismo. É uma necessidade porque a arrecadação é restrita, hoje, ao alvará e isso é pouco para investirmos no que mais precisamos: infraestrutura”, considera o secretário de turismo e lazer da prefeitura, Danilo Prudêncio da Costa.

Portuário: uma profissão em alta

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Imbituba

Em 28 de janeiro de 1808, uma carta régia assinada por Dom João 6º marcou a abertura dos portos brasileiros ao comércio exterior. Era a quebra do Pacto Colonial com Portugal, o qual restringia o comércio do Brasil Colônia apenas com a Metrópole. A data ficou marcada como Dia do Portuário, já que esta quebra do monopólio alavancou a profissão.

Em Imbituba, graças ao esforço conjunto de tantos bons profissionais que o Porto de Imbituba movimentou aproximadamente 1.874.402 toneladas de cargas no ano passado. E não é apenas o mercado econômico que aumentou, mas também a demanda por profissionais. Para acompanhar este ritmo acelerado de crescimento, o Órgão Gestor de Mão-de-Obra (OGMO) pretende fazer o primeiro processo seletivo ainda no primeiro semestre deste ano.

Hoje, existem apenas 338 profissionais avulsos cadastrados na instituição. “Para atendermos a demanda em dias de pico, quando temos três navios atracados para operação, precisaríamos de pelo menos mais 200 trabalhadores cadastrados”, revela a diretora executiva do OGMO de Imbituba, Maria Zilá de Sousa Gil.

Não há mercado apenas para trabalhadores portuários avulsos (estivadores, arrumadores, conferentes, consertadores, amarradores e vigias), mas também para diversas atividades na área portuária, como técnicos em eletro-mecânica, calderaria, tornearia, conserto e manutenção de contêineres, entre outras.

O porto e seu Vicente. Seu Vicente e o porto

Desde a década de 60, Paulo Vicente Donária (foto ao lado), 65 anos, tem o Porto de Imbituba como extensão de sua própria casa. Não há quem ignore a sua companhia e muito menos a chance de um bom papo recheado de memórias. A história de seu Vicente nos últimos 44 anos confunde-se com a do porto.

“Eu nasci aqui na beira da praia. Nadava por isso aqui quando garoto e não consigo imaginar a vida longe do porto. Minha aposentadoria veio em 1991, mas não levou seis meses para que eu estivesse em atividade novamente”, valoriza seu Vicente.

Ele começou a trabalhar na Companhia Docas de Imbituba na operação de guindastes, até que em 1977 tornou-se um trabalhador portuário avulso. Como estivador, lembra dos tempos áureos do porto, quando o carvão era a força motriz de Imbituba e os subsídios governamentais garantiam a exportação e os lucros à região sul do estado.
“Trabalhávamos principalmente com carvão e açúcar. Ganhávamos muito bem nas operações. Quando houve os cortes de incentivos do governo ao carvão, a situação mudou. Não tinha mais trabalho”, relembra seu Vicente.

Carismático, o estivador vê nos investimentos feitos hoje, a retomada definitiva da profissão. “Estas novas operações com contêineres trazem esperança para todos nós”, aponta. A receita para tantos anos de trabalho? “Basta ter boa vontade para que o serviço seja bem feito e satisfaça a quem nos contratou. O mais importante de tudo, é trabalhar com amor. Amo isso aqui, chega até a me arrepiar”, valoriza seu Vicente, emocionado.