domingo, 22 fevereiro , 2026
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A presunção da inocência

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Em todas as entrevistas que dei nas últimas semanas, insisti muito na importância que atribuo tanto à Polícia Federal como ao Ministério Público, duas instituições relevantes para a consolidação da democracia brasileira.
Sempre que há indícios de um crime – repeti isso várias vezes -, cabe à primeira delas investigar e à segunda oferecer a denúncia de acordo com os subsídios oferecidos pela investigação.

Tenho falado também do meu desconforto e da minha angústia em ter de provar à opinião pública que sou honesto e inocente. Qual cidadão não teria?
Não quero aqui e agora me antecipar aos fatos e nem alongar um assunto que deve ser tratado pela justiça. Quero, apenas, com serenidade e espírito público, compartilhar com a população catarinense alguns raciocínios, nos quais transparece, de modo inequívoco, minha inocência. Faço-o por itens:
1º) Sou acusado de haver recebido vantagens em dinheiro de uma empresa para intermediar, junto a funcionários da Fazenda, um benefício por ela pleiteado. Qual benefício? O de evitar o cancelamento de sua inscrição em Santa Catarina em virtude de um débito desta junto ao Fisco Estadual. Atendi os representantes da empresa do mesmo modo que atendo a centenas de pessoas ao mês. Este é um dever dos homens públicos: fazer encaminhamentos dentro da legalidade. A inscrição da empresa foi cancelada e continua cancelada, sendo que o débito persiste! O que eu pergunto é o seguinte: que empresa será capaz de pagar uma propina para não receber o benefício pleiteado?

2º) O inquérito conduzido pela Polícia Federal teve início ainda em 2008. De lá para cá, assumi várias vezes o cargo de governador em substituição ao titular. Se tivesse algum interesse em atender ao pleito ilegítimo dessa empresa, não seria mais fácil fazê-lo na condição de governador, que tem competência para tanto, uma vez que o vice não possui essa atribuição legal?
3º) Acusam-me, sem provas, de haver pressionado funcionários da Fazenda catarinense para impedir o cancelamento da inscrição da empresa. Sem embargo de que alguma testemunha confirme tal fato, a verdade é que o cancelamento ocorreu e persiste até hoje, não havendo qualquer prejuízo para o estado. E o débito da empresa junto ao Fisco Estadual persiste e não vejo como o cancelamento da inscrição possa ser suspenso se o débito não for quitado.

4º) Sou acusado ainda de violação de sigilo profissional e advocacia administrativo, o que não tem a mínima procedência! É público e notório o dever dos políticos de se informar da verdadeira situação de empresas e cidadãos, que, atuando no comércio e na indústria, têm compromissos com a manutenção de empregos e com a atividade econômica. No caso, tomando conhecimento de que existiam problemas que poderiam interferir na economia da região, apenas procurei me informar a respeito.

5º) À primeira solicitação da Polícia Federal, de boa-fé, compareci sozinho, sem a companhia de advogados. Surpreso, tomei conhecimento de que havia sido indiciado pelo delegado de polícia em ato, que me parece, ilegal, pois somente o Tribunal de Justiça, conforme prerrogativa Constitucional, por deliberação majoritária de seus desembargadores, teria legitimidade e poder para tanto.
6º) Não parece lógico concluir que, se eu tivesse alguma culpa, jamais teria ido prestar esclarecimentos à polícia sem o apoio de advogados? Lá estive, inocentemente, com o espírito aberto, próprio dos homens públicos de bem, que jamais deixariam de colaborar com a justiça.

Ignoro o tipo de motivação que pode ter-me envolvido nesse caso. Com a fé inabalável na Corte Catarinense, espero contar com a generosidade da população de Santa Catarina, concedendo-me neste momento histórico a presunção da inocência, direito de todo e qualquer cidadão, pedra angular do estado democrático de direito.

Catarinense: Bola começa a rolar neste domingo

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Rafael Andrade
Imbituba

O CFZ Imbituba ainda treina forte para enfrentar o Figueirense, na próxima segunda-feira, às 20h30min, em Florianópolis. O jogo completa a primeira rodada da Divisão Principal do Campeonato Catarinense, que inicia neste domingo, com quatro partidas.
Nesta sexta-feira, os jogadores treinaram nos dois períodos, em um campo de Garopaba. O time ainda busca o entrosamento para jogar contra os melhores do futebol catarinense. “Os jogadores ainda não conhecem o futebol um do outro, mas trabalhamos em ritmo acelerado para suprir este problema”, explica o treinador da equipe da Amurel, Joceli dos Santos.

Foram nove as contratações do CFZ Imbituba, além de aproveitamento de alguns jogadores que atuaram na Divisão Especial do Campeonato Catarinense no ano passado, quando o clube conquistou o título.
A Águia do Litoral, como é chamada pela torcida imbitubense, subiu à elite do catarinense junto com o Juventus, de Jaraguá do Sul. Além dos dois, disputam o título: Criciúma, do sul do estado; Chapecoense, do oeste; Joinville, do norte; Avaí e Figueirense, da capital; Atlético de Ibirama, Metropolitano e Brusque, do Vale do Itajaí.

Neste sábado pela manhã, os jogadores da Zimba voltam a campo para o último treinamento. “Viajamos após o treino e ficaremos concentrados em um hotel de Florianópolis. Não quero pegar o trânsito pesado da BR-101 deste domingo, os jogadores podem desgastar-se. Felizmente, não tenho nenhuma baixa para o jogo”, destaca Joceli.

Zagueiro morre em acidente
O zagueiro Josemar Santana Silva, do Paysandu-PA, não resistiu a um acidente de trânsito ocorrido na última quarta-feira e morreu nesta sexta-feira. O jogador ficou três dias em coma após colidir o seu carro com um caminhão em uma rodovia federal na Bahia.

Josemar tinha 29 anos e passou pelo futebol catarinense na última temporada, quando defendeu o Criciúma e o Joinville (JEC). A notícia pegou de surpresa os jogadores do JEC que estão em pré-temporada no Paraná.
Natural de Feira de Santana (BA), Josemar jogou nos clubes baianos do Astro, Fluminense, Ipitanga e Bahia. Também passou por Grêmio Maringá-PR, Tecos Guadalajara (México), Toledo-PR e Santa Cruz-PE.

1ª rodada Catarinense

Domingo – 17/01
Atl. de Ibirama x Chapecoense (17h)
Metropolitano x Juventus (17h)
Joinville x Criciúma (17h)
Avaí x Brusque (17h)

Segunda – 18/01
Figueirense x Imbituba (20h30min)

Campeonato Gaúcho: Dupla Gre-Nal tenta manter soberania

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Porto Alegre (RS)

A dupla Gre-Nal está em vias de fechar uma década inteira de soberania no Rio Grande do Sul. O Campeonato Gaúcho começa neste sábado com a certeza de ter Grêmio e Inter como grandes favoritos ao título. Nem o Juventude, que tentou incomodar nos últimos anos, parece ter forças para segurar o poder dos gigantes da capital.
A equipe serrana agora está na Série C do Brasileirão, assim como seu maior rival, o Caxias – último clube a desbancar Tricolor ou Colorado, em 2000, sob o comando do técnico Tite.

O Gauchão 2010 coloca em jogo a supremacia colorada nos dois últimos anos. Bicampeão, o Inter buscará o terceiro título seguido sem a mesma força de antes, já que agora a prioridade é a Libertadores da América. Boa parte do Estadual terá a equipe B como representante do Colorado.

Com o Grêmio, ocorre o contrário. Se no ano passado o Tricolor colocou o foco na competição continental, agora, cresceu o desejo de mandar novamente no estado. Com contratações como Hugo, Leandro e Borges, a equipe do técnico Silas parece mais forte do que no ano passado, quando caiu para o rival nos dois turnos da competição.

Entre os clubes do interior, o destaque pode ser o Novo Hamburgo, que contratou jogadores experientes, como os atacantes Rodrigo Mendes, ex-Grêmio e Flamengo, e Michel, campeão do mundo pelo Inter. O Estadual tem um novo integrante, o Porto Alegre, clube que pertence a Assis, irmão e empresário de Ronaldinho Gaúcho.

Terremoto: A terra já tremeu em Tubarão

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Zahyra Mattar e
Carolina Carradore

Tubarão

O ano de 1939 marcou a história de Tubarão. O artista plástico Willy Zumblick realizava a sua primeira exposição individual, o Hospital Nossa Senhora da Conceição teve uma ala destruída por um incêndio, e a terra tremeu. Tremeu? Isso mesmo, o segundo terremoto registrado na história do país ocorreu bem aqui, na Cidade Azul, há 71 anos.

“Achei que iria morrer”, lembra a professora aposentada Lindomar Claudino Gomes, 86 anos. A tubaronense criou 12 filhos. Vivenciou as principais mudanças da cidade, inclusive o dia em que viu o chão da casa em que vivia com os pais, no bairro Madre, sacudir.

Lindomar estava deitada após um dia de trabalho árduo na máquina de costura quando escutou o barulho das panelas caírem no chão. “Eu tinha uns 15 anos e lembro como se fosse hoje. Levantei assustada e vi mamãe correr da roça aos berros: ‘Euzébio (pai de Lindomar), a terra tá tremendo!’. Papai ficou paralisado”, detalha a professora.

O tremor durou segundos, mas foi o suficiente para deixar a população apavorada. “Os vizinhos e parentes chegaram assustados em nossa casa contando que os barcos subiram junto com ondas altas que surgiram no Rio Tubarão”, relata Lindomar.

O Brasil não está livre dos terremotos

O terremoto que destruiu mais de 75% das edificações do Haiti terça-feira passada, e matou milhares de pessoas, foi uma tragédia anunciada há mais de cinco anos, a última vez em 2008, em um congresso internacional na vizinha República Dominicana. A capital do país, Porto príncipe, está bem próxima ao ponto de encontro entre as placas tectônicas do Caribe e da América do Norte.

Imensas lages rochosas em discreto, mas permanente deslocamento. E é este movimento das placas terrestres que causam, na maioria das vezes, os terremotos. Em poucas ocasiões, estes fenômenos são causados por ação do homem. “Na verdade, os terremotos ocorrem todos os dias em nosso planeta”, explica o geólogo da Fatma de Tubarão, Fernando Remor Guedes.

O fenômeno é tão comum que os centros de monitoramento pelo mundo registram cerca de três milhões deles por ano, o que soma oito mil por dia ou um a cada 11 segundos. No Brasil, os terremotos são tão raros quanto a neve. Ocorrem, mas de forma isolada. O nordeste é a região mais propensa a registros.

Ainda assim, o país não está a salvo de uma tragédia. A diferença para outros países onde o fenômeno de maior intensidade é mais comum, casos de Japão e EUA, é que aqui o terremoto é sentido com menor intensidade, mesmo quando ocorre em escala maior.

O terremoto registrado em Tubarão em 1939, explica o geólogo da Fatma, é uma prova disso. Ainda que tenha sido de 5,5 pontos na escala Richter, ou seja, de grande intensidade, o fenômeno chegou até a ser sentido, mas não gerou nenhum dano porque se deu a milhares de quilômetros no subsolo.

“Ninguém sabia o
que tinha ocorrido”

O terremoto de 5,5 na escala Richter que ocorreu em Tubarão em 1939 também atingiu cidades vizinhas. No auge dos seus 93 anos, a aposentada Vitória Regina Borges ainda recorda do dia em que as árvores tremeram no sítio onde morava com a família, no interior de Cocal do Sul. “Meus pais estavam na roça naquele momento. De repente, a casa começou a tremer, mas foi tudo muito rápido. Ninguém sabia o que era aquilo. Tempos depois, fomos saber que tinha sido um terremoto”, narra.

Vitória mora há mais de 60 anos em Tubarão. A quantidade de netos, bisnetos e tataranetos (entre eles a pequena Valentina Gomes, no colo da matriarca, na foto), ela não consegue calcular com exatidão, mas o dia em que Cocal do Sul tremeu jamais esquecerá. “É algo que jamais esquecerei. Ver esse terremoto no estrangeiro (em referência à tragédia no Haiti) me deixa muito triste”, solidariza-se.

Acessos às praias: Estradas estão péssimas

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Andréa Raupp Alves
Jaguaruna

Vai para a praia neste fim de semana? Então, cuidado com as estradas! A chuva da última semana deixou os acessos com muitos buracos, principalmente nas ruas de chão batido. Os trajetos mais difíceis estão no Farol de Santa Marta e na Praia do Sol, ambas em Laguna, Campo Bom e Esplanada, em Jaguaruna.

O secretário de obras da prefeitura de Laguna, Paulo Cesar Correa, avisa que todo o maquinário do município está destinado à recuperação dos 400 quilômetros de estrada de chão batido. Neste fim de semana, as atividades serão concentradas nas estradas que levam ao Farol e à praia do Sol.

Em Jaguaruna, a situação não é diferente. O secretário de obras da prefeitura, Edenilson Montini Costa, destaca que a chuva e o movimento intenso de veículos deixaram os acessos às praias prejudicados. Nesta sexta-feira, as estradas que ligam aos balneários Figueirinha, Paraíso e Dunas do Sul foram recuperadas. “Sábado e domingo, os trabalhos serão intensificados no acesso de Campo Bom e Esplanada”, informa.

Já em Tubarão, o secretário de desenvolvimento urbano da prefeitura, Nilton de Campos, aconselha os veranistas e turistas a seguirem às praias pela estrada de Congonhas. “Mesmo com a ponte em estado duvidoso, a estrada é a que está melhor estado. Hoje (sexta-feira), uma equipe trabalhou lá durante toda a tarde”, esclarece.

Carnaval: Recursos poderão ficar por conta das regionais

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Carolina Carradore
Laguna

A verba pedida pelos municípios catarinenses para a promoção das festas carnavalescas pode não sair este ano. O conselho estadual de turismo recomendou que apenas as quatro cidades que realizam as maiores festividades de Santa Catarina – Florianópolis, Laguna, Joaçaba e São Francisco do Sul – sejam atendidas.

A informação foi repassada nesta sexta-feira pelo secretário interino de turismo, cultura e lazer, Gerson Ávila Hulbert. A orientação do conselho é para que os demais municípios utilizem a cota das secretarias de desenvolvimento regional (SDRs). Esse recurso é oriundo dos fundos de turismo, cultura e esporte.
No próximo dia 25, uma reunião com o comitê gestor da secretaria estadual de turismo analisará a recomendação do conselho. “Neste dia, será decidida a distribuição de recursos”, adianta Gerson.

Para Laguna, ele assegura que estarão disponíveis os R$ 600 mil previstos no projeto enviado pelo município. Essa verba será direcionada para o desfile de escolas de samba. Já em Tubarão, o recurso para o Carnaval é uma incógnita. O secretário regional Jairo Cascaes (DEM) prefere esperar uma definição para se manifestar.

“Uma coisa posso garantir: Tubarão terá Carnaval, só ainda não sabemos de onde virá o recurso e quanto será possível disponibilizar”, promete. A SDR enviou à secretaria estadual de turismo um projeto onde pediu R$ 150 mil para Tubarão e R$ 50 mil para o Carnaval do Camacho, em Jaguaruna.

Sistema prisional catarinense: Não há celas especiais

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Rafael Andrade
Tubarão

Santa Catarina dispõe de 35 unidades prisionais, cinco penitenciárias, 20 presídios, oito unidades prisionais avançadas (UPAs), um hospital de custódia e tratamento Psiquiátrico e uma casa de albergado. São quase oito mil vagas disponíveis para 12.907 detentos (números desta sexta-feira). Ou seja, um déficit de quase cinco mil lugares.

O secretário estadual interino de justiça e cidadania, Nilson Júlio da Silva, analisa que a superlotação no sistema prisional será minimizada, aos poucos, com a construção de novos presídios e UPAs. Pouco menos de 2% dos quase 13 mil presidiários possuem curso superior. “Não existe cela especial no estado”, afirma Nilson. Em Tubarão, três dos 276 presos têm curso superior.

Um deles é o ex-gerente do Banco do Brasil de Armazém, de 30 anos, preso na noite da última segunda-feira, acusado de forjar o próprio sequestro para roubar a agência bancária. Ele possui o 3º grau completo e, em teoria, tem direito a ficar em cela especial. “Este detento requeriu este direito, no entanto, não possuímos nenhuma. Relatei a situação ao seu advogado. Acordamos que ele seria separado dos demais presidiários, mas sem as mordomias de uma cela especial”, explica o diretor do presídio de Tubarão, Ricardo Welausen.

Além dele, duas detentas, uma advogada acusada de tráfico de drogas e associação ao tráfico e uma pedagoga suspeita de vários roubos e furtos, estão no presídio tubaronense, sem privilégios.

Constituição
Alguns juristas defensores da Constituição avaliam que a prisão especial está prevista no artigo 295, do decreto-lei 3689/41 e confere a certas pessoas o direito de ficar preso em cela separada em estabelecimento penal ou não, diferente do cárcere comum, até o julgamento. Mas o artigo 5° da Constituição Federal de 1988 estabelece que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza…”.

O que fazer?

O detento que possui direito à cela especial pode ser deslocado a algum batalhão de Polícia Militar, delegacia ou Central de Polícia Civil, ou até mesmo para a Polícia Federal. O 4º Batalhão da PM de Florianópolis possui um setor com celas especiais para policiais militares infratores. “Além dos policiais, lá, poderão ficar outros detentos com esse direito. A decisão será de um juiz criminal”, explica o aspirante a oficial da PM de Tubarão Rudnei Gonçalves.

Nestes casos, os policiais que poderiam estar nas ruas, terão que fazer a segurança do presidiário. A advogada criminalista Gilmara Tenfen Warmling avalia que o direito deve ser seguido, porém, é necessário bom senso. “Não é comum uma detenção de um suspeito com nível superior. Quando ocorre, procuramos resolver a permanência na cidade em que foi detido, separando-o dos demais presidiários, ou solicitar sua transferência ao batalhão militar mais próximo, se assim for acordado com o juiz”, esclarece Gilmara.

É bom lembrar que a prisão especial ocorre antes da condenação definitiva, porque, depois de condenado pelo juiz, perde-se este benefício. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do senado aprovou, no dia 8 de abril do ano passado, o projeto de lei que extingue a prisão especial para pessoas que tenham curso superior. O projeto será analisado pela câmara dos deputados, e, se aprovado, será sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Quem tem direito a cela especial

• Ministros de estado;

• Governadores ou interventores de estados ou territórios, o prefeito do Distrito Federal, seus respectivos secretários, os prefeitos municipais, os vereadores e os chefes de Polícia;

• Membros do Parlamento Nacional, do Conselho de Economia Nacional e das Assembléias Legislativas dos Estados;

• Cidadãos inscritos no “Livro de Mérito”;

• Oficiais das Forças Armadas e do Corpo de Bombeiros;

• Magistrados; (juízes)

• Diplomados por qualquer das faculdades superiores da República (por enquanto);

• Ministros de confissão religiosa; (padres)

• Ministros do Tribunal de Contas;

• Cidadãos que já tiverem exercido efetivamente a função de jurado, salvo quando excluídos da lista por motivo de incapacidade para o exercício daquela função;

• Delegados de polícia e os guardas-civis dos estados e territórios, ativos e inativos.

BR-101: Tubaronense morre em acidente

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Laguna

O jovem Davi Philippi Capistrano, 28 anos, morreu ontem, às 5h30min, no quilômetro 311 da BR-101, próximo ao trevo de acesso a Laguna. Davi colidiu a Saveiro que conduzia, de Tubarão, de frente com um caminhão Scania, do Espírito Santo.

Um Corsa de Florianópolis e um Palio de Turvo também se envolveram no acidente. O condutor da carreta não sofreu ferimentos. Os motoristas do Corsa e do Palio sofreram ferimentos leves e foram encaminhados ao Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), em Tubarão.

O jovem Davi acordou cedo e iria ajudar o seu pai em Imbituba, na instalação de placas de propaganda. Um congestionamento de aproximadamente cinco quilômetros formou-se na região por conta do acidente. O fluxo foi liberado perto das 7 horas. Os bombeiros de Laguna e Capivari de Baixo atenderam a ocorrência.

Mesmo depois da liberação do trânsito, o fluxo de veículos foi intenso durante toda esta sexta-feira. No início da noite, filas formaram-se nos trevos sul e central de acesso a Tubarão, no trevo de Capivari de Baixo, próximo à ponte de Cabeçudas e na entrada a Laguna.

Pesar: Gravatal dá adeus a Lídio Bez

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Carolina Carradore
Gravatal

A cidade de Gravatal parou nesta sexta-feira para dar o último adeus ao ex-prefeito Lídio Bez (PP). O empresário, político e pecuarista morreu na manhã de ontem na UTI do Hospital e Maternidade Socimed, em Tubarão. O seu corpo foi velado na igreja São Sebastião e enterrado no fim da tarde, no Cemitério Municipal de Gravatal.
Aos 76 anos, Lídio lutava pela vida desde setembro do ano passado, época em que foi internado para a retirada de nódulo no pescoço. Passou por diversas cirurgias no intestino. Foram três meses e 20 dias de internação na Socimed.

No velório, parentes e amigos despediram-se de uma das principais lideranças da história de Gravatal. “É um irmão que tenho muita estima e vai me fazer muita falta. Que ele descanse em paz e com tranquilidade”, desejava, emocionado, o irmão mais velho de Lídio, Lírio Bez. O deputado federal Edinho Bez (PMDB) também prestou a sua homenagem ao primo. “Reconhecemos a liderança atuante em diversas instituições da cidade e sua força política. Era uma pessoa sempre voltada ao trabalho e vai fazer muita falta”, destaca o deputado. O diretor executivo da Amurel, Jorge Leonardo Nesi, o Nardo, sobrinho de Lídio, também manifestou a perda: “Ele contribuiu para a história de Gravatal. É uma perda lastimável”.

Uma história de luta

Lídio Bez nasceu na comunidade de Caruru, em Tubarão. Aos 10 anos, mudou-se para Gravatal com os pais e mais sete irmãos. Na década de 80, foi prefeito da cidade por seis anos e teve passagens pela câmara de vereadores.
Dono de uma olaria, o empresário engajou-se na sociedade e foi um dos fundadores da Cooperativa de Eletricidade de Gravatal (Cergral), em 1960. Participou também como presidente do Clube 7 de Setembro, liderou clubes na localidade de Pouso Alto, além de outras instituições da cidade. Lídio deixou mulher, dois filhos e quatro netos.

Amor canino: Desaparecida há dois anos, cadela volta para casa

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Wagner da Silva
Braço do Norte

Nestes tempos modernos, a internet é uma das ferramentas mais utilizadas para encontrar pessoas e reaproximar famílias. E, quem diria, também foi pela rede mundial de computadores que a cadelinha Lara reencontrou seus “pais humanos”, Ademir e Eliane Schmoller, de Braço do Norte.
Lara desapareceu no dia 30 de dezembro de 2007, enquanto a família passava as festas de fim de ano no balneário Campo Bom, em Jaguaruna. Ademir e Eliane passaram meses atrás da bichinha e nunca encontraram nem uma pista de onde Lara poderia estar.

Mariana, filha do casal, recebeu um e-mail da amiga Tamara Gonçalves, moradora de Capivari de Baixo. Na mensagem, enviada em novembro do ano passado, Tamara buscava alguém interessado em adotar uma cadelinha que vivia na rua, próximo da sua casa. Junto com o texto, uma foto. E adivinha “quem” era a canina!? Lara. Em carne e osso.
Eliane telefonou para seu pai, que também mora em Capivari, para buscar a cadela. O reencontro foi emocionante. “Foi chamá-la pelo nome e Lara já veio ao nosso encontro, com o rabinho abanando. Todos ficaram muito emocionados”, recorda Eliane.

Pelo aspecto de Lara, Eliane acredita que a cadela tenha vivido durante todo este tempo na rua. “Provavelmente, alguém a pegou em Campo Bom, trouxe até Tubarão e soltou na rua. Lara estava com sarna e não comia mais ração. Quando vimos o estado em que ela estava, ficamos com o coração partido”, diz Eliane, emocionada. Aos poucos, Lara começou a se readaptar à vida em família. Hoje, está mais gordinha e é a alegria da casa. “Ela continua carinhosa e amiga como antes”, elogia a “mãe humana” de Lara.