sábado, 21 fevereiro , 2026
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Prefeitura de Tubarão: Quase 100 serão dispensados

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Zahyra Mattar
Tubarão

Pois é! Hoje, é dia de corte na prefeitura de Tubarão. É necessário e os números provam isso. A arrecadação média mensal de R$ 8 milhões não é suficiente para arcar com uma folha de pagamento que ultrapassa os R$ 2,5 milhões (sem os encargos. Com, passa de R$ 4 milhões), mais as obrigações com convênios e outros gastos. São mais de 2,6 mil servidores, 17 secretarias.

O enxugamento no quadro não é exclusividade de Tubarão. O prefeito Manoel Bertoncini (PSDB) quer melhorar o atendimento, tornar as repartições públicas dinâmicas. Um voto de confiança nesta altura do campeonato é necessário e merecido. Agora os fatos: hoje, Manoel transmite o cargo para o vice, Felippe Luiz Collaço (PP), o Pepê. Também anuncia os tais cortes, que cortaram o sono de muita gente há alguns meses. A ideia de Bertoncini era exonerar 100% dos comissionados. São 241 servidores.

Ontem, definiu-se que serão 40%. No miúdo: 144 ficam, 97 saem. E os que ficam serão reavaliados a cada mês. “Isto dará um fôlego muito bom para o caixa da prefeitura. Vamos fechar este ano com algo em torno de R$ 2,5 milhões a R$ 3 milhões de déficit. É muita coisa”, argumenta Bertoncini. Nos 144 que ficam, estão todos os secretários e boa parte dos adjuntos.

Um prefeito surpreendido

A última reunião entre o prefeito de Tubarão, Manoel Bertoncini (PSDB), e os 17 secretários, ontem pela manhã, teve ares de mistério – afinal, as últimas costuras na “colcha da exoneração” foram feitas -, mas também de alegria. É isso mesmo. Os repórteres que esperavam do lado de fora (o encontro foi fechado) ora erguiam a sobrancelha para o silêncio. Ora para os aplausos que vinham abafados do auditório da Amurel.

O aplauso tem motivo: a avaliação do primeiro ano do governo PSDB-PP. “A população deu nota 7,6. Muito superior ao que eu esperava e ao que merecíamos. Achava que não passaríamos de 6,5”, avalia Bertoncini, e emenda: “Pode parecer ruim, mas realmente faltou fazer muita coisa. Então, estou satisfeito e agradecido”.

A pesquisa foi encomendada à Central de Pesquisas e Marketing (CPM). Foram entrevistadas 300 pessoas proporcionalmente em todos os bairros de Tubarão. O resultado servirá, também, para traçar as ações a serem implantadas no próximo ano. A maior reivindicação: pavimentação, pavimentação, pavimentação! Drenagem, drenagem, drenagem! A nota mais baixa: educação. “Isso preocupa e vamos trabalhar mais forte no próximo ano”, dispara um Manoel para lá de otimista.

Vem aí, a reforma administrativa da prefeitura

Em fevereiro do próximo ano, a câmara de vereadores de Tubarão retoma os trabalhos com uma missão importante: avaliar o projeto da reforma administrativa. A meta do prefeito Manoel Bertoncini (PSDB) é colocar as ideias em prática a partir de março. As decisão estão tomadas e neste caso não haverá reavaliação.

Não é novidade: a prefeitura funcionará em dois turnos. É novidade: o horário está definido. Será das 8 às 17h30min, sem fechar ao meio-dia. O horário de almoço dos servidores será de uma hora e meia e efetivado em escalas. Também está definido que secretarias serão aglutinadas. Mas isto, explica Bertoncini, será amenizado com a criação das fundações. Estão previstas as Fundações de Meio Ambiente, Cultura e outra de Esporte.

Estes anúncios serão feitos hoje, às 10h30min, na sala de atos da prefeitura, quando também é esperada a divulgação da listagem dos que saem. Tudo ocorrerá em paralelo à transmissão de cargo para o vice, Felippe Luiz Collaço (PP), o Pepê.

Futsal: Capivari é campeão catarinense

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Rafael Andrade
Tubarão

O Capivari Futsal conquistou o título da Primeira Divisão do Campeonato Catarinense de Futsal na noite de ontem. A equipe do sul empatou com a Chapecoense em 2 a 2, no Ginásio Francisco Salgado Filho, o Salgadão, em Tubarão. Capivari jogava pelo resultado igual. Na primeira partida, domingo, em Chapecó, venceu por 5 a 1.
A torcida compareceu em bom número e soltou o grito de campeão. “Foi um resultado merecido. Trabalhamos para conquistar a vaga na Divisão Especial do Campeonato Catarinense e ainda conquistamos o título. Todo o grupo está de parabéns”, comemora o treinador de Capivari, Juares de Souza Júnior, o Juninho.

O time do oeste jogou com a equipe sub-17, pois havia dispensado os jogadores titulares há duas semanas, após a conquista da vaga à elite. “Nosso objetivo já havia sido completado este ano: disputarmos a elite do futsal do estado. Esta partida foi mais para cumprir a tabela”, explica o técnico da Chapecoense, Agnaldo Veriato Pereira.
O Capivari já conquistou a Copa Moitas, em Ituporanga, em maio, e o Campeonato Microrregional dos Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc), em São Joaquim, em agosto.

Doação de sangue: Estoque já registra queda de 30%

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Carolina Carradore
Tubarão

No mês de dezembro, o problema é sempre o mesmo nos hemocentros da região: os doadores desaparecem e a demanda por bolsas de sangue aumenta. Na região sul, o Hemocentro Regional de Criciúma registra uma redução de 30% nas doações.
Para atender a demanda na região sul catarinense, seria necessário que pelo menos 60 pessoas comparecessem no hemocentro de Criciúma para doar sangue por dia. No entanto, no fim do ano, o número de doares não ultrapassa 40 por dia. Na unidade de coleta em Tubarão, o mínimo necessário é entre 15 a 20 doadores diários. Não passa de oito.

Segundo Maria Regina Boteon, uma das responsáveis pelo setor de captação de doadores do Hemocentro de Criciúma, seriam necessárias pelo menos 1,2 mil doações por mês para manter o banco de sangue em um nível de segurança adequado.
Em dezembro, esta necessidade aumenta: é preciso no mínimo 1,5 mil coletas por mês. “Normalmente, esta é uma semana tradicionalmente de poucas doações devido às festas e férias. Mas também é o período de maior procura. Precisamos da ajuda da população”, pede Maria Regina.

O Hemocentro de Criciúma atende a 27 hospitais e clínicas de Passo de Torres a Imbituba. Os locais que mais consomem sangue são o Hospital Regional de São José e São João Batista, ambos em Criciúma, o Nossa Senhora da Conceição, em Tubarão, e o Hospital Regional de Araranguá.

Alternativa
Para atrair doadores, o Hemocentro de Criciúma tenta dar uma aliviada na baixa geral dos estoques e abrirá no sábado da próxima semana, dia 9 de janeiro. O local está disponível das 7h30min às 12horas. Em Tubarão, a ideia ainda não é cogitada.

Para doar é preciso:

• Ter entre 18 e 65 anos.
• Pesar acima de 50 quilos.
• Não ter feito tatuagem, endoscopia ou colocado piercing nos últimos 12 meses.
• Não ter tido contato sexual com múltiplos parceiro nos últimos 12 meses.

Antes da coleta
• O doador deve dormir no mínimo seis horas e não pode ter ingerido bebida alcoólica no dia anterior e nem praticar atividade física ou fumar.

Após doar sangue
• A pessoa deve permanecer no local de doação por pelo menos 15 minutos, não fumar nas primeiras duas horas, beber líquidos nas primeiras seis horas e não dirigir motos, ônibus e caminhões nas primeiras 12 horas.

Serra do Corvo Branco: Obra é feita para garantir o acesso

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Grão-Pará

As obras de manutenção do trecho da SC-439, entre Grão-Pará e a Serra do Corvo Branco, já começaram. Um convênio entre o governo do estado e a prefeitura de Grão-Pará foi firmado na semana passada para que o município ficasse com a responsabilidade de deixar a estrada em condições de tráfego.
O trabalho de recuperação iniciou esta semana, especialmente no trecho da Serra, onde as condições da estrada são mais precárias. O secretário de transportes e obras da prefeitura, Adelício Margotti, explica que a prioridade é justamente o trecho referente à serra. Além de perigoso, até mesmo os caminhões têm dificuldade em passar pelo local.

Como o lugar está há muito tempo sem manutenção, Adelício acredita que serão precisos mais algumas semanas para deixar tudo com o mínimo de condição de tráfego. Em algumas partes, como o trecho entre Grão-Pará e o pé da serra, já foram melhorados. “Por mais que tentemos agilizar a reforma, não será possível terminar tudo esta semana”, lamenta Adelício.

A chuva registrada neste fim de semana na serra, fez com que pedras rolassem sobre a pista. Já nesta segunda-feira tudo foi removido para garantir o acesso. “Já neste começo de janeiro concentraremos todos os esforços neste trecho. Existe a necessidade de drenagem em vários pontos e o revestimento de cascalho em toda a rodovia”, adianta Adelício.

Mínimo regional: Sem reajuste e sem acordo

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Amanda Menger
Tubarão

Os juízes trabalhistas de Santa Catarina terão muito trabalho na volta do recesso, na próxima semana. Com a implantação do salário mínimo regional, várias categorias não chegaram a um acordo na convenção e agora a decisão ficará a cargo da justiça trabalhista. Entre os casos, está o reajuste dos comerciários em Tubarão.
O piso pago aos trabalhadores do comércio hoje é de R$ 560,00. O Sindicato dos Comerciários de Tubarão e Região reivindica o pagamento do mínimo regional, fixado em R$ 647,00, porém, não houve acordo nas rodadas de negociação com o Sindicato dos Lojistas (Sindilojas).

“A lei diz que o mínimo só não se aplica para as categorias que tiverem convenção coletiva. Ao mesmo tempo, o Ministério Público do Trabalho recomenda que o mínimo seja respeitado nestas convenções. Como os empresários não querem pagar o piso estadual, a única opção foi levar o caso para o dissídio”, explica a presidenta do Sindicato dos Comerciários, Elizandra Rodrigues Anselmo.
Os casos de dissídio podem levar algum tempo para serem julgados. “Se o dissídio não sair logo, o pagamento de janeiro deverá ser feito com os valores do mínimo regional, como determina a lei”, alerta Elizandra.

Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Lojistas (Sindilojas), José Batista Masiero, há dúvidas com relação à vigência da lei. “A data-base é novembro, e o reajuste geralmente é o índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Mas não tínhamos certeza se o reajuste concedido em novembro seria mantido até a próxima data-base, ou se teríamos que dar também o salário mínimo regional”, explica José. O impacto na folha de pagamento deve chegar a 15%.

Mínimo beneficiará 400 mil trabalhadores

A folha de pagamento de janeiro será um pouco mais ‘gorda’ para cerca de 400 mil trabalhadores no estado. A partir de amanhã, entra em vigor o salário mínimo regional. O projeto de lei foi aprovado pelos deputados em setembro e divide as categorias profissionais em quatro faixas, com salários variando de R$ 587,00 a R$ 679,00.

“Muitos empresários reclamam que isso terá um impacto grande na folha de pagamento, mas não observam que poderão lucrar mais também. Se aumentar a renda do trabalhador, ele pode gastar mais. O comércio vendendo bem, compra mais da indústria, que terá que aumentar a produção e até empregar mais”, argumenta o autor do projeto, deputado Pedro Uczai (PT).

A opinião é compartilhada pela presidenta do Sindicato dos Comerciários de Tubarão, Elizandra Rodrigues Anselmo. “Se o trabalhador ganha mais, ele também pode gastar mais e isso gera novos empregos. É por isso que nós lutamos”, afirma a sindicalista.
Uczai defende ainda que até o governo ganhará com a iniciativa, já que a tendência é de aumento na arrecadação de impostos. “Se o comércio vende mais, a arrecadação do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) já tem um incremento também. É o que os economistas chamam de círculo virtuoso”, justifica o deputado.

A lei prevê também como serão feitas as correções do salário. “Os valores aprovados valem para 2010. No fim do próximo ano, lá por outubro, começam as negociações entre trabalhadores, empresários e governo, para que em janeiro de 2011 já tenha novos valores”, explica Uczai. A sugestão é utilizar a inflação do período somado com o crescimento econômico do estado.

Os salários

• R$ 587,00:
agricultura e pecuária; indústrias extrativas e beneficiamento; pesca e aquicultura; empregados domésticos; turismo; construção civil; indústrias de instrumentos musicais e brinquedos; estabelecimentos hípicos; e empregados motociclistas, motoboys, no transporte de documentos e pequenos volumes.

• R$ 616,00:
indústrias do vestuário e calçado; de fiação e
tecelagem; de artefatos de couro; do papel, papelão e cortiça; empresas distribuidoras e vendedoras de jornais e revistas e empregados em bancas, vendedores ambulantes de jornais e revistas; administração das empresas proprietárias de jornais e revistas; estabelecimentos de serviços de saúde; empresas de comunicações e telemarketing.

• R$ 647,00:
indústrias do mobiliário; químicas e farmacêuticas; cinematográficas; da alimentação; empregados no comércio em geral; e autônomos do comércio.

• R$ 679,00:
indústrias metalúrgicas, mecânicas e material elétrico; gráficas; de vidros, cristais, espelhos, cerâmica de louça e porcelana; de artefatos de borracha; de seguros privados e capitalização e agentes autônomos de seguros privados e de crédito; edifícios e condomínios residenciais, comerciais e similares; de joalheria e lapidação de pedras preciosas; auxiliares em administração escolar; empregados em estabelecimento de cultura; em processamento de dados; e do transporte geral.

Horário da prefeitura: Justiça é acionada

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Amanda Menger
Tubarão

Além dos cortes de comissionados (leia mais na página 3 desta edição), outra mudança na prefeitura de Tubarão para 2010 é no horário de funcionamento. A partir de março, as repartições públicas abrirão das 8 horas às 17h30min, sem fechar ao meio-dia. O horário de almoço dos trabalhadores será de uma hora e meia e será feita uma escala. Atualmente, a prefeitura funciona das 7 às 13 horas.

A alteração foi anunciada pelo prefeito Manoel Bertoncini (PSDB), em setembro, e desde então é criticada por diversos servidores. A polêmica deve aumentar nas próximas semanas, uma vez que o Sindicato dos Servidores da Prefeitura solicitará um mandado de segurança para evitar que a decisão entre em vigor.

“A documentação está com os nossos advogados. Acredito que, na volta do recesso judiciário, na próxima semana, tenhamos novidade. Queremos saber até que ponto o prefeito pode mudar os horários de funcionamento e qual a segurança que os servidores terão”, explica o presidente do sindicato, Rodnei Antunes.

Segundo o presidente, muitos funcionários têm um segundo emprego, como forma de complementar a renda familiar, e terão que optar por um ou outro. “Vários colegas já me disseram que, se não tiver jeito, pedirão demissão. O problema é o salário baixo. Se fosse maior, não haveria necessidade de terem outro emprego”, argumenta Rodnei.

Manoel não vê problemas na atitude do sindicato. “Eles têm o direito de procurar a justiça. Mas não vamos voltar atrás na decisão”, afirma. A proposta é que os servidores com jornada de 30 horas semanais façam turno único, de seis horas, que será definido por escala, em cada secretaria. Já os de 40 horas, irão trabalhar em dois turnos.

Congonha: A ponte é segura ou não?

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Andréa Raupp Alves
Jaguaruna

Um diz uma coisa e outro o oposto quanto ao tráfego sobre a ponte de Congonhas – divisa entre Tubarão e Jaguaruna. Para o secretário de desenvolvimento urbano da prefeitura de Tubarão, Nilton de Campos, a ponte está condenada. Já o prefeito de Jaguaruna, Inimar Felisbino Duarte (PMDB), garante que é segura para veículos de até duas toneladas.

“Eu asseguro e, se ocorrer algum acidente, o que acredito ser impossível, podem vim cobrar de mim”, afirma Inimar.
A ponte está interditada para a passagem de veículos desde o dia 11 de setembro – depois de passar por vistorias solicitadas pelas administrações dos dois municípios e o laudo emitido pelo engenheiro civil da secretaria de planejamento de Tubarão, Richard Rodrigues Alexandre.

Ontem, funcionários da prefeitura de Jaguaruna iniciam os trabalhos de troca de madeiras, nivelamento da ponte e construção de proteção lateral. O local tem tráfego intenso nessa época, pois é acesso às praias da região. “Não dá para esperar o início das obras, que deve ocorrer no início de 2010”, explica o prefeito Inimar.

Já o secretário Nilton, questiona a legalidade das obras provisórias no local. “O dinheiro para fazer a ponte já existe, por meio do convênio feito entre as duas prefeituras e o governo Federal, e a atual obra não tem participação nenhuma da prefeitura de Tubarão. Do nosso lado, a ponte continuará interditada”, assegura.

Na teoria, ponte está interditada desde setembro

Após uma avaliação minuciosa, a ponte sobre o Rio Congonhas foi interditada no dia 11 de setembro. O laudo foi emitido por engenheiros civis e secretários das prefeituras de Tubarão e Jaguaruna, que elaboraram e apresentaram um relatório técnico às autoridades competentes, sugerindo a proibição do tráfego de veículos e pedestres.

A construção da nova ponte – de concreto – está orçada em cerca de R$ 900 mil. O convênio foi firmado em maio de 2008. O governo do estado repassou R$ 500 mil, a prefeitura de Tubarão R$ 150 mil e a de Jaguaruna outros R$ 150 mil, sendo que esta ficou com a administração dos recursos.
A nova ponte de Congonhas terá 85 metros de comprimento, duas faixas para veículos, corrimão e todas as medidas necessárias para segurança dos usuários.

Cultura do fumo: Produção no ano é até 30% menor

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Wagner da Silva
Braço do Norte

A produção de fumo no Vale de Braço do Norte e Orleans este ano é entre 20% e 30% menor do que o registrado na última safra. Nesta safra, a estimativa é que sejam colhidos cerca 1,8 mil quilos de fumo por hectare. No ano passado, mesmo com queda na produção, foram colhidos 2,2 toneladas do produto na região.

Os motivos para a menor produção foram as chuvas, registradas no último quadrimestre. Com isso as temperaturas baixaram e solo ficou muito úmido. A planta prefere tempo seco e calor. Mesmo assim os fumicultores apostam na qualidade para conseguir alcançar preços melhores.

Na última safra o preço chegou a R$ 5,80 o quilo. Cerca de 10% da produção regional já foi comercializada. O preço é feito sobre uma pesquisa de custos, mas para esta colheita, a proposta apresentada na primeira rodada de negociações, não foi aceita pelas empresas fumajeiras.

Os representantes dos fumicultores pediram 19,5% de aumento no preço do quilo, mas não houve contra proposta. “A projeção de melhora no preço pode não ocorrer e frustrar a expectativa da região. A boa qualidade do produto pode melhorar o preço, mas não quer dizer que os produtores conseguirão cobrir custos”, lamenta o instrutor da Souza Cruz, Silvio Volpato.

Apesar de terem vendido a produção antes do preço ter sido estabelecido, os produtores têm a garantia de receber a diferença. “Mesmo com o preço definido após a venda, os produtores recebem o retroativo, uma garantia de que não perderão com a venda”, reforça Silvio.

Armados e perigosos: Bandidos roubam R$ 50 mil

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Rafael Andrade
São Ludgero

Madrugada de terça-feira. Três homens armados e encapuzados invadem a casa de uma senhora de 60 anos, no centro de São Ludgero. Os bandidos a ameaçam, a amarram e trancam-na em um dos quartos da casa.

Eles procuram dinheiro e avistam um cofre no escritório. Retornam ao quarto e ordenam que a senhora diga a combinação. Amedrontada e trêmula, ela não consegue lembrar dos números. Nervosos, os criminosos decidem arrombar o cofre. Encontram R$ 50 mil e fogem sem deixar muitas pistas.

O proprietário da casa, um comerciante de frutas, legumes e verduras trabalhava na hora. A mulher conseguiu acionar o socorro e foi encaminhada ao Hospital Santa Teresinha, em Braço do Norte. Ela teve pequenas escoriações nos braços e estava em estado de choque. Foi liberada ontem e prestou depoimento à Polícia Civil de Braço do Norte.

O delegado Bruno Ricardo Vaz Marinho coordena a investigação do assalto. Nenhum criminoso foi detido até ontem por volta das 22 horas. O policial civil Gustavo Abreu acredita que os bandidos residem no Vale, o que facilita para encontrá-los. “Pelas circunstâncias, é muito provável que os criminosos conheciam a casa e sabiam da existência do cofre. A vítima nos detalhou o fato e iniciamos as investigações”, relata Abreu.

Incêndio: Família pede ajuda à população

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Tubarão

A família Duarte precisa de ajuda para recomeçar e reconstruir uma nova casa. Na tarde de segunda-feira, a esteticista de cães Valéria Cristine Duarte passou por um momento de grande tristeza em sua vida. A sua residência foi tomada pelas chamas em questão de minutos. Um curto-circuito teria provocado o fogo.

Além de Valéria, os seus três filhos e um compadre moravam na casa. Antes de o fogo queimar toda a casa, eles conseguiram salvar um aparelho de DVD e um ventilador. Ela e os filhos ficaram apenas com a roupa do corpo. A família dorme em uma casa cedida. “Infelizmente, não posso ficar lá muito tempo. Preciso recomeçar e tenho certeza que conseguiremos”, acredita Valéria.

Ontem, a família recebeu algumas doações. Uma cama e um colchão de casal, um roupeiro, um fogão e algumas peças de roupas. “Precisamos de copos, panelas e louças em geral. Algumas roupas de cama e vestuário para meus filhos, um de 15 anos e outro de 10, e para minha filha de 17. Madeiras também serão bem-vindas”, pede Valéria.

A prefeitura de Tubarão foi contatada pela família e prometeu enviar uma máquina e um caminhão para tirar o que sobrou da casa e dos móveis. “Segunda-feira, eles virão aqui. O terreno ficará pronto para reconstruirmos”, salienta um dos filhos, Wilson Batista Duarte.

Ainda ontem, vasculhando o local, no fundo da máquina de lavar, algumas peças de roupa foram encontradas não queimadas e puderam ser recolhidas pela família. “Infelizmente, mais nada pôde ser recuperado”, lamenta Valéria.

(48) 8432-0450
e 8456-3932

são os contatos para ajudar a família.