sexta-feira, 20 fevereiro , 2026
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Defesa Civil : Cidade será mapeada

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Amanda Menger
Tubarão

Os fenômenos climáticos têm se tornado frequentes no estado e causado enormes prejuízos financeiros. Como forma de prevenção, em 2010, a Defesa Civil de Tubarão pretende mapear a cidade. Entre as situações que serão observadas, estão as áreas de risco, como alagamentos e deslizamentos. Depois de observar as características comuns, os bairros serão divididos em dez distritos.

“Nestes distritos, nós iremos formar grupos e capacitar as pessoas para agirem em emergências, como as enchentes. Neste ano, nós organizamos a Comissão Municipal de Defesa Civil (Comdec) e fizemos vários cursos e treinamentos. Foi um ano de muito trabalho”, afirma o coordenador da Defesa Civil em Tubarão, José Luiz Tancredo.
Ainda não está definido se a Defesa Civil será transformada em secretaria ou estará vinculada à Fundação do Meio Ambiente.

“Isso dependerá do prefeito Manoel Bertoncini (PSDB). Ele deixou para 2010 a decisão a respeito das fundações municipais e, com isso, a definição sobre o fundo da Defesa Civil. É preciso discutir mais o assunto”, explica Tancredo. Para o próximo ano, foram reservados R$ 284 mil.

Enquanto os núcleos distritais não são criados, a coordenação municipal preparou um plano emergencial provisório. “Já temos as estratégias definidas. Se ocorrer alguma coisa, temos como providenciar o atendimento à população rapidamente. Um dos diferenciais é a criação dos plantões de 24 horas, mas isso apenas quando houver alerta da Defesa Civil do estado, pois atuamos em conjunto”, adianta Tancredo.

Ambulantes: Dinheirinho extra garantido!

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Andréa Raupp Alves
Tubarão

O casal Solange e Paulo Cesar Rodrigues é pioneiro na venda de milho verde no período natalino, em Tubarão. Eles possuem alvará de comercialização e da Vigilância Sanitária.

“Estamos dentro da lei e atuamos dessa forma todos os anos em que vendemos milho no calçadão”, conta Solange. A ideia surgiu com o pai dela, e a tradição passou de pai para filha. “Estou há 30 anos nesse ramo”, relata.
As tarefas são divididas: Solange fica com o manuseio dos alimentos e Paulo Cesar com o caixa. “Não misturamos porque não é certo misturar dinheiro com comida”, reforça ele.

Atualmente, existem aproximadamente 15 barraquinhas de milho verde espalhadas pelo centro da cidade. “É importante o consumidor ficar atento quanto à legalização do ambulante, pois, se ele não tem alvará, não é possível saber a procedência do produto que ele vende”, alerta o secretário Nilton de Campos.

Ambulantes precisam ter alvará

Os ambulantes que querem aproveitar a época natalina para ganhar um dinheirinho extra, devem ficar alerta: se não tiverem legalizados, poderão perder a mercadoria. O aviso é da secretaria de desenvolvimento urbano da prefeitura de Tubarão.
“A fiscalização é intensificada ainda mais nesta época, pois surgem muitos ambulantes que atuam sem alvará, o que não é justo com aqueles que pagam os seus impostos”, afirma o secretário de desenvolvimento urbano, Nilton de Campos. Muitas informações chegam à secretaria por meio de denúncias e, segundo ele, todas são checadas.

Para aqueles que não estão dentro das normas, o resultado é a apreensão da mercadoria. “Só será liberado após a regularização do mesmo junto à prefeitura”, explica a diretora do Departamento de Normas Urbanistas, Janaína Mendes Dandolini.
Uma das exigências é que a comercialização não seja feita em espaço público (calçadas, por exemplo); já para aqueles que atuam no ramo alimentício, a obrigação é ter também o alvará sanitário. “Para receber a licença, é feita uma análise completa, principalmente do local de manuseio dos alimentos (cozinha) e armazenagem dos mesmos. Um fiscal faz a visita e dá o parecer para a liberação do alvará”, esclarece.

Assembleia: Prestação de contas é lançada em DVD

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Amanda Menger
Tubarão

Os trabalhos realizados pelo deputado estadual Joares Ponticelli (PP) neste ano viraram um DVD. O objetivo é prestar contas à população da atuação parlamentar, como os principais projetos apresentados na assembleia legislativa, as bandeiras de luta e a atuação partidária. A obra traz ainda depoimentos de lideranças comunitárias e políticas, e também de profissionais da imprensa.

Entre os trabalhos realizados este ano, destaque para o projeto de prevenção ao bullying nas escolas. “O Ministério Público Estadual ‘comprou’ esta briga. A partir de março, na volta às aulas, será deflagrada uma campanha em todo o estado. Serão distribuídas cartilhas, adesivos e outros materiais. Tentei incluir uma emenda de R$ 500 mil para cursos de capacitação para professores sobre o bullying, mas não conseguimos emplacar isso no orçamento de 2010”, destaca Joares.

O deputado vê como uma grande vitória política a derrubada do veto do governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) no projeto ‘Perda Total’. “Em votação secreta na assembleia, consegui 32 votos favoráveis à derrubada do veto e quatro contra. Assim, todo o veículo que se envolver em algum sinistro e tiver perda total, a seguradora terá que avisar o Detran. Isso evitará o uso do chassi em desmanches”, exemplifica Joares.

Outra vitória é a aprovação do projeto que recria as regiões metropolitanas. “O substitutivo global que apresentei é a mesma proposta apresentada pelo deputado Kennedy Nunes há dois anos e foi vetada pelo governador. Na época, LHS disse que o projeto tinha vício de origem e apresentou uma proposta para criar 19 regiões. Um absurdo, já que no Brasil inteiro, hoje, há 27 regiões metropolitanas”, argumenta o deputado.

DVD
Quem tiver interesse em receber o DVD com a prestação de contas do deputado Joares Ponticelli (PP) pode entrar em contato pelo telefone (48) 3221-2711 ou ainda pelo e-mail joares@alesc.sc.gov.br.

Pesca: Censo aquícola mostrará a realidade da região

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Andréa Raupp Alves
Tubarão

Com o objetivo de fazer uma ‘fotografia’ da realidade dos produtores aquícolas do país, o Ministério da Pesca e da Aquicultura iniciou o Censo Aquícola. De casa em casa, um representante do ministério fará o levantamento da produção.
Na região sul de Santa Catarina, as atividades começaram em dezembro e seguem até fevereiro. O trabalho é feito pelo engenheiro de aquicultura Fábio de Farias Neves (foto) e o biólogo Júlio Maciel em Laguna, Orleans, Grão-Pará, Santa Rosa de Lima, São Martinho, Armazém, Rio Fortuna, Imbituba e Imaruí.

“Já visitamos Rio Fortuna e Santa Rosa de Lima e nosso objetivo é saber quem são, onde estão e o que produzem os produtores, para ajudar, posteriormente, na fomentação do consumo de pescados”, explica Fábio. Nas cidades de Tubarão, Jaguaruna, Braço do Norte e região de Criciúma, o trabalho será feito pela oceanógrafa Karen Cancellier Sechinel.

Com o censo, é feito um levantamento completo da produção e dados do produtor, inclusive pessoal e familiar. Todas as informações são passadas diretamente ao ministério. “Atualmente, o país consome cerca de 300 mil toneladas de peixe, uma média de sete quilos por habitante ao ano. A meta do ministério é aumentar esses números, no mínimo, o dobro”, pontua o engenheiro.

Conseg: Instalação de câmeras de segurança é estudada

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Wagner da Silva
Braço do Norte

Os roubos registrados nos últimos meses em Braço do Norte entraram na pauta da reunião do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg). O grupo pedirá apoio às classes representativas do município para minimizar o problema.
Para 2010, a entidade estuda a aplicação de medidas que incentivem as denúncias, por meio do Disque Denúncia 197 e do 190, da Polícia Militar. A segunda proposta é a instalação de câmeras de segurança em locais estratégicos do município.

A ideia do Conseg é buscar apoio de vereadores, comerciantes e empresários para a instalação de dez equipamentos. Apesar do custo parecer alto – os primeiros orçamentos variaram entre R$ 40 e R$ 50 mil -, o presidente do conselho, Bruno Heidemann, considera a alternativa uma das mais eficientes para fiscalizar. “É comprovado que os locais que possuem câmeras tiveram maior rapidez na solução de crimes”, justifica Bruno.

Os equipamentos seriam instalados em pontos considerados de maior risco e também nos acessos ao município. O monitoramento seria feito pela Polícia Militar. A entidade deve iniciar as articulações ainda este ano, para que no início de 2010 as ações possam minimizar o problema.

Sabe o que os astros guardam para você hoje?

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Áries (21/03 a 19/04)
No alto do céu ariano, estão Lua, Mercúrio e Plutão, indicando um momento – que se acentuará na próxima semana – em que você se depara com o que quer realizar, na carreira e o que precisa ser transformado para que se sinta mais realizado.

Touro ( 20/04 a 20/05)
Responsabilidade, perseverança e visão de longo alcance são as qualidades exigidas para que realize os seus sonhos. Deve ser responsável, compreendendo o momento certo de cada coisa.

Gêmeos (21/05 a 21/06)
Mercúrio, o regente geminiano, no signo de Capricórnio, indica um momento em que você deve ter maturidade para lidar com as emoções, com os recursos compartilhados e o trabalho. Perceba a importância de realizar mudanças.

Câncer (22/06 a 22/07)
A ênfase está nos relacionamentos, já que Lua, Mercúrio e Plutão movimentam-se no signo de energia complementar a Câncer. Por meio das pessoas, você é estimulado a ser mais maduro, paciente e compreender as responsabilidades.

Leão (23/07 a 22/08)
Marte ainda está em movimento direto, mas domingo iniciará o movimento retrógrado. Indicativo de que não se apresse, não tome atitudes impulsivas, pois terá de rever os seus atos em breve. Mais vale a paciência do que a afobação.

Virgem (23/08 a 22/09)
Necessidade de ser maduro emocionalmente e responsável, compreendendo as atitudes que precisam mudar. Confrontações afetivas ocorrem se há uma insistência.

Libra (23/09 a 22/10)
Os momentos de solidão podem revelar-se importantes para reequilibrar as energias e fazer um balanço dos acontecimentos dos últimos meses. Não encare como melancolia.

Escorpião (23/10 a 21/11)
Contatos profissionais. Mudança de mentalidade ou de ambiente contribuirá para a evolução. Deverá desapegar-se de velhas atitudes nos relacionamentos, deixando ir o que deve morrer e unindo-se a pessoas com um propósito de evolução.

Sagitário (22/11 a 21/12)
Você vivencia agora a lunação sagitariana, que exalta a importância de seguir sonhos, fé e esperanças. Mas sem exageros e julgamentos apressados. A paciência e a perseverança são necessárias.

Capricórnio (22/12 a 19/01)
É tempo de repensar as responsabilidades, atribuições e ambições. Ainda sob a energia do Sol no signo anterior ao seu deverá concluir um ciclo, refletindo sobre as conquistas e os desafios de 2009 e semeando novas atitudes para 2010.

Aquário (20/01 a 18/02)
Recolhimento e introspecção estão favorecidos, o que já naturalmente ocorre neste período do ano, em que fazemos uma avaliação do que passou e planejamos novos ideais e conquistas. O seu poder maior é interno e decorre das experiências que o tempo e a maturidade proporcionam.

Peixes (19/02 a 20/03)
A união com certas pessoas ou grupos poderá ser importante para os propósitos de desenvolvimento profissional e evolução pessoal. Algo a ser reconstruído na sociedade e você pode ter importante papel nisso.

A má distribuição de renda

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A distribuição irregular das riquezas no Brasil é histórica e ainda pode estar longe de um final feliz; apesar de estudos recentes apontarem um discreto avanço na redução da desigualdade nos últimos anos. De acordo com o governo federal, é impossível separar a distribuição de renda, a pobreza e a fome, pois estas estão intimamente relacionadas, sendo cada uma causa e consequência da outra.

Entretanto, mesmo sendo jargão do discurso político, a irregularidade na distribuição de riquezas é de certa forma fomentada pelo idealismo e atividades políticas. Em vários níveis, a demagogia espreita as ações da União. Alguém duvida que o Brasil esteja ainda sofrendo os impactos advindos da crise mundial?! Da mesma maneira, pode-se perceber o pensamento hipócrita que o governo tem quando discursa em torno da má distribuição de renda entre a população brasileira.

Foi discurso de campanha (por duas vezes), e continua sendo a pauta quase que semanal da retórica do atual presidente. Porém, vê-se há muito essa mesma má distribuição de renda sendo influenciada pelo mesmo sistema de administração estatal que critica o desequilíbrio. Percebe-se isso quando vemos prêmios fora do padrão patrimonial de muitos magnatas sendo distribuídos pelas loterias federais. Cabe lembrar que a atividade de exploração de loterias é considerada como serviço público – por definição legal, e segundo Decreto-Lei 204/67, exclusiva da União.

Uma breve tomada de dados permite verificar que entre os anos de 2004-2008, no mais conhecido concurso das loterias oferecido, a Mega-Sena, somente 145 ganhadores embolsaram, no total, nada mais nada menos do que R$ 1,63 bilhão. O que, em média, corresponde a pouco mais que R$ 11 milhões para cada. Dentre os maiores prêmios pagos até hoje na Mega-Sena, estão os dos concursos 188 (1999), de R$ 65 milhões; 679 (2005), de R$ 52 milhões; e 832 (2007), R$ 53 milhões.

Nesse mesmo cenário, o marketing governamentista traz à luz sua luta pela elevação do salário mínimo, hoje em R$ 465,00, ou seja, no mínimo 6 dígitos a menos do que qualquer prêmio oferecido pelo concurso supra citado. Para acumular o valor de R$ 1 milhão, prêmio muito abaixo da grande maioria daqueles oferecidos pela Mega-Sena, um trabalhador com o salário mínimo proposto pelo governo terá que trabalhar por aproximadamente 180 anos, isso sem gastar nada. Não se pode deixar de levantar o assistencialismo que os fundos advindos das loterias federais promovem e distribuem às mais diversas áreas.

Em 2007, mais de R$ 5 bilhões foram destinados para o Fundo Nacional da Cultura, Comitê Olímpico e Paraolímpico Brasileiro, Seguridade Social, Crédito Educativo (FIES) e Fundo Penitenciário Nacional. Entretanto, em todo o cerne que ronda os concursos, talvez essa seja a única atitude de impacto legitimamente social. Os homéricos prêmios que as loterias do governo federal oferecem não chamam a atenção apenas daqueles entusiastas e sonhadores. Grandes cifras assim distribuídas de forma única chamam a atenção de maliciosos e delinquentes.

Em 2005, o ganhador da Mega (concurso 679), Rennê Sena (o nome já era um presságio), foi assassinado após receber R$ 51 milhões. Em 2007, foi a vez do ganhador dos R$ 16 milhões, no concurso 869, Altair Aparecido dos Santos, ser assassinado por motivos ligados ao montante. Mesmo em Santa Catarina, 2 supostos ganhadores do concurso 898 brigaram por quase 2 anos na justiça para não dividir o prêmio, de aproximadamente R$ 28 milhões. Ou temos uma falta de discernimento, ou não sabemos ver que tais formas de gerir são incongruentes. Das duas, uma: ou vivemos num país onde fingem que a administração pública é coerente e fingimos que estamos satisfeitos; ou fazemos-nos de cegos, ficando à margem do raciocínio crítico. Num palpite pessoal, aposto na segunda.

Três ex-prefeitos têm as contas rejeitadas

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Amanda Menger
Tubarão

As contas de 2008 de três dos 17 municípios da Amurel tiveram o parecer pela rejeição no Tribunal de Contas do Estado (TCE). Nesta semana, foram votados os indicativos de Tubarão e Jaguaruna. Já o de São Martinho, tinha sido apreciado em novembro.
Nos três casos, há um problema em comum: o déficit orçamentário. Ou seja, os prefeitos gastaram mais do que tinham em caixa. Em Jaguaruna, as contas do ex-prefeito Marcos Tibúrcio (PP) tiveram um saldo negativo de R$ 355.218,53, representando 1,63% da receita do município em 2008.

Além disso, foram contraídas dívidas de R$ 906.895,10 nos últimos dois quadrimestres sem dinheiro em caixa para pagá-las. Os débitos foram parcialmente absorvidos pelo excesso de arrecadação do ano anterior de R$ 217.300,34.
Já em São Martinho, o déficit é de R$ 174.283,57, representando 2,44% da receita de 2008. A dívida foi parcialmente absorvida pelo superávit financeiro de 2007, de R$ 58.198,65. Em Tubarão, o parecer pela rejeição ocorreu devido aos gastos com a saúde, que ficaram 0,15 pontos percentuais abaixo do índice recomendado pela Constituição Federal (15%) e também o gasto de R$ 2.772.127,58, nos últimos dois quadrimestres sem ter o recurso em caixa.

Tramitação

As contas com parecer pela rejeição podem ser reapreciadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Após a reavaliação, são enviadas à câmara de vereadores. O legislativo municipal tem até 90 dias para se pronunciar. Se não houver reapreciação, o parecer é enviado diretamente para as câmaras, que também devem votar o parecer, acolhendo-o ou não.

Independente do resultado da câmara, se forem observadas irregularidades que ensejem crime de improbidade administrativo, após transitar em julgado no TCE, os processos são encaminhados ao Ministério Público. É o MP que decidirá se denuncia ou não o agente público.

Os problemas:

Em Jaguaruna
• Déficit de execução orçamentária de R$ 355.218,53.
• Obrigações de despesas liquidadas até 31 de dezembro de 2008, contraídas nos dois últimos quadrimestres, sem disponibilidade financeira suficiente, de R$ 906.895,10.

Em São Martinho
• Déficit de execução orçamentária de R$ 174.283,57, parcialmente absorvido pelo superávit financeiro do exercício de 2007, de R$ 58.198,65.

Em Tubarão
• Obrigações de despesas liquidadas até 31 de dezembro de 2008, contraídas nos dois últimos quadrimestres, sem disponibilidade financeira suficiente, de R$ 2.772.127,58.
• Não cumprimento dos índices determinados pela Constituição Federal, de 15% dos impostos com saúde. As despesas nesta área chegaram a R$ 10,3 milhões, o referente a 14,85% da receita de impostos. Para atingir o índice constitucional, era necessário destinar mais R$ 102,9 mil.

Ex-prefeitos pedem reapreciação

O ex-prefeito de São Martinho, José Schotten (PP), foi o primeiro a pedir a reapreciação das contas de 2008. Alguns documentos já foram enviados ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) para explicar o problema encontrado de déficit orçamentário. “Fizemos alguns convênios com o governo federal, mas o dinheiro não entrou na conta da prefeitura até o dia 31 de dezembro de 2008. Porém, tivemos que empenhar os recursos e começar as obras. Acredito que em breve teremos um parecer favorável”, esclarece José. Os recursos eram destinados à pavimentação de ruas e equipamentos agrícolas. Dos oito anos de governo, José teve apenas uma conta rejeitada.

Em Jaguaruna, o ex-prefeito Marcos Tibúrcio (PP) aguardará o fim do recesso do TCE para pedir a reapreciação, já que o parecer pela rejeição foi votado quarta-feira. “O déficit é decorrente dos parcelamentos de dívidas que a prefeitura tinha com o INSS, FGTS e Pasep. Se não tivéssemos feito este refinanciamento, não teríamos obtido as certidões negativas. Explicaremos o que ocorreu e acredito que a reapreciação será positiva”, argumenta Tibúrcio, que teve as outras três contas do mandato aprovadas.

Já o ex-prefeito de Tubarão, Carlos Stüpp (PSDB), que teve seis contas (das oito de seus dois mandatos) com parecer de rejeição, não se manifestou sobre os motivos.
O presidente estadual do PP, deputado Joares Ponticelli, alfinetou Stüpp. “Prefeito não tem que se gabar de ter contas aprovadas, isso não é mérito, é obrigação. Agora, é demérito ter as contas rejeitadas e nem sequer tentar explicar-se”, disparou o parlamentar.

“Seria fato inédito alguém pagar para depois ser beneficiado”

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Adriana Baldissarelli*
Florianópolis

Notisul – Com que sentimento você recebeu essas notícias, primeiro do indiciamento pela Polícia Federal e, depois, da denúncia pelo Ministério Público?
Pavan
– Teve duas etapas. Uma quando fui convidado para depor, e fui de livre e espontânea vontade, com o desejo de colaborar com qualquer tipo de investigação que pudesse ocorrer. A segunda é a execração do indiciamento de algo que realmente não cometi. O indiciamento saiu na imprensa sem eu ser comunicado. Isso me deixou muito sentido. Eu deveria ter sido pelo menos comunicado, até porque era segredo de justiça.

Notisul – No momento em que prestou depoimento você não sabia que poderia ser indiciado?
Pavan
– Primeiro: se eu tivesse sido avisado que estava indiciado, como estão dizendo agora, nem deveriam me convidar para depor. Afinal, já estava indiciado… Como me indiciar para depois me ouvir? O indiciamento oficial eu soube pela imprensa.

Notisul – A decisão do TJ, de não aceitar o pedido de nulidade da denúncia nem do inquérito, o preocupa?
Pavan
– Isso são estratégias de advogados. Eu não sou advogado e muito menos criminalista, eu sei advogar para o povo, dentro do governo, através do meu trabalho. Eu sei o que é atender as pessoas. São estratégias de advogados. Eu ouvi do meu advogado e de amigos que houve alguma precipitação de ambos os lados. Mas eu não acompanho essa questão da justiça. É o advogado que resolve.

Notisul – Na denúncia, você é o único ‘capitulado’ no Artigo 327, que trata de promessa ou vantagem indevida. Você recebeu os R$ 100 mil?
Pavan
– É isto, a minha indignação é esta. Não aquela de dizer que eu atendo as pessoas. Eu atendi e vou continuar atendendo, senão vou ter de fechar meu gabinete. A minha indignação é esta: por acharem, porque alguém falou, porque entre eles (os empresários envolvidos) falaram; prejulgam a minha honra, prejulgam todo meu trabalho. Esta é minha decepção quanto a todos estes atos. Jamais ocorreu isto com essas pessoas. Muito menos as chamadas fotos e vídeos que falaram que tinham.

Notisul – Não existem?
Pavan
– Não existem. Primeiro, porque não existiu nenhum ato, nem por parte deles (dos empresários) de oferecimento a minha pessoa. Então, não existiu foto e vídeo. Seria fato inédito na República brasileira, alguém pagar para depois ser beneficiado. Só consigo imaginar isto. Como pode? Se os documentos não foram liberados, se até hoje eles continuam em débito, se até hoje devem. Na certidão do governo estão em débito. Nunca o governo retirou um ‘ai’ na sua posição de seriedade. As reivindicações que eles fizeram são feitas todos os dias. E o que faz uma pessoa que tem a autoridade que eu tenho? Encaminha para os setores competentes. Aí você fala assim: “então tá. Tá bom, pode deixar. Vamos ajudar”. E você para encaminha os setores. Se é questão de tributos para a fazenda, se é educação para educação, saúde para a saúde. Este é um fato normal para quem comanda, quem detém um mandato. Agora, às vezes, você tenta dizer: “já resolveram, não resolveram, como é que é?”. Isto porque você precisa dar respostas para a sociedade. E as pessoas que falam comigo – são centenas que me procuraram, aliás, eu tenho quase 300 audiências atrasadas, porque a média é de dez a 15 por dia -, todos os que me procuraram para pleitear alguma coisa, encaminho para os setores. Ou, na hora, telefono, para não acumular. Se você não resolve, acumula, como este caso. Ficou acumulado porque não se resolvia, porque não dava para resolver. Então, eles ficavam insistentemente alegando prejuízos e perseguições. Como eu não sou juiz, eu não vou dizer se eles têm ou não razão. Onde está o fato concreto, se o governo não atendeu ao pedido deles? E olha que eu, como vice-governador, poderia usar da minha autoridade para isso. Não fiz. Não faço. Mas não deixo de ouvir o pleito de qualquer pessoa. Esta é uma forma de atender. Eu lamento muito que pegaram essas interpretações, conversas de terceiros, sei lá por quais motivos, pegaram para usar isso como crime.

Notisul – A que você atribui esse episódio à véspera de assumir o governo?
Pavan
– Cada vez que chega próximo de uma eleição, ocorre isso. Pode olhar o histórico político. Sempre surgiram acusações duríssimas contra a minha pessoa e contra a minha família. E muitas daquelas sequer deram encaminhamento na justiça. Sequer houve denúncia. E, em todas aquelas que foram denunciadas, provei minha inocência. Nunca fui punido. Nunca em toda a minha história de vida pública, seja como vereador, prefeito (três vezes), deputado federal, senador, vice-governador, fui punido. Penso que este episódio também tenha motivação política. Basta ver alguns blogs na internet. Mas não quero envolver aqui nem a Polícia Federal, nem o Ministério Público. Eles fazem seus respectivos papéis. Têm que investigar. Esse é o correto, a base do processo democrático. E eu respeito isso. O que coloco em dúvida, da mesma forma que fizeram ilações no processo, de que eu poderia ter pego (dinheiro), é se não há jogo político por trás disso.

Notisul – Você assume interinamente o governo no dia 5 de janeiro?
Pavan
– O governador tem mantido a sua agenda e, insistentemente, fala que devo assumir. O Luiz Henrique conhece a minha idoneidade. Nós passamos o diabo na última eleição. O Luiz conhece a minha idoneidade, o meu trabalho, sabe da minha transparência. Nunca passei o pé do risco, porque eu sei me colocar na posição de vice-governador. As declarações dele me confortam, mas apenas porque ele sabe da minha idoneidade. A agenda será mantida. Porém, vou conversar com o meu partido sobre a posição que devo assumir daqui para frente.

Notisul – Sobre a posse no governo?
Pavan
– Vou conversar sobre as questões políticas, porque sou um líder do meu partido, sou um condutor de processos eleitorais… E o líder é execrado, sangrado em praça pública. Então eu, Leonel Pavan, vou conversar com o meu partido para fazermos um reestudo de como devemos agir politicamente. Administrativamente vou continuar da mesma forma: atendendo pessoas, abrindo as portas do meu gabinete, atendendo na rua, na igreja, no bar, no restaurante, na cancha de bocha. Os secretários que me acompanham dizem que eu tenho de andar com eles, mas eu sou assim. Não tenho hora. Quem me conhece sabe. Sou desse jeito, um homem simples. E vou continuar assim. Nunca caminhei para fatos ilícitos. Já pensou? Eu, vice-governador, determinar a funcionários coisas ilícitas e depois ficar devendo uma obrigação para o resto da vida, com a minha vida pública amarrada por um ato errado.

Notisul – O senhor está querendo dizer que pode reavaliar sua pré-candidatura ao governo?
Pavan
– O que recebo de apoio é inimaginável. As pessoas se solidarizam comigo de uma forma que eu jamais esperava. Hoje (quinta-feira), por exemplo, fui dormir quase 4 horas, com pessoas vinham à minha casa, me ligavam. Tudo isto me motiva para continuar. Estou frustrado, estou sentido, estou ferido. E quando estou ferido é que vou buscar a vitória. É justamente isso que vou fazer.

Notisul – Quem são os lobos em pele de cordeiro que você falou no twitter?
Pavan
– Esta foi uma imaginação que tive, porque muitas pessoas que estavam seguidamente ao meu lado, de repente se afastaram. Foi apenas um pensamento, uma dedução que posso corrigir lá na frente. Espero que eu esteja errado. Mas aí, na questão política, você pega pessoas fazendo comparação entre eu e o José Dirceu, demitido por envolvimento no mensalão, me comparando com quem botou dinheiro na cueca, na meia.

Notisul – O MP disse que vai estudar a questão da improbidade administrativa que, aí sim, poderia afetar seus direitos políticos. Como vê isso?
Pavan
– A justiça tem que fazer justiça. Ainda não acharam argumento para isso, para o indiciamento por improbidade. Infelizmente, hoje a gente tem que provar que é honesto, tem que se debater 24 horas por dia para dizer que é honesto.

Notisul – O fato de ter o recesso agora atrapalha muito sua defesa?
Pavan
– Atrapalhou bastante porque estávamos fazendo um planejamento com a Escola Nacional de Administratação (Ena), com o Vinícius Lummertz, com o Dalírio Beber, com o meu partido e tantos outros colaboradores que estavam criando projetos fortíssimos para iniciarmos já no dia 5 (de janeiro). Isto tudo que eu projetava esvaziou-se nesses dias. Não sabia se falava com meu advogado, com o meu partido, se atendia os telefonemas do Brasil inteiro ou se recebia os amigos na minha casa, tamanha era a movimentação.

Notisul – Como serão seus passos agora. Você volta a despachar normalmente?
Pavan
– Existem duas questões. Uma é que existe um processo judicial, terá ter uma batalha jurídica. A outra questão é a política. Parece-me que abriu uma nova frente de batalha e eu ainda não saí para este enfrentamento. Por enquanto, até os adversários, pelo menos os de Santa Catarina, estão me respeitando neste momento.

* Editora da coluna Pelo Estado, da Central de Notícias Regionais/ADI-SC, especial para o Notisul.

Água mineral: Analisada e aprovada!

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Andréa Raupp Alves
Tubarão

A água mineral está aprovada, pode beber! Quatro marcas que circulam nos supermercados de Tubarão foram analisadas quanto à qualidade do produto em si e todas foram aprovadas. As análises foram feitas pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), em parceria com a Associação das Donas de Casa, dos Consumidores e da Cidadania (Adocon) de Santa Catarina – ambas entidades ligadas ao Fórum Nacional de Entidades Civis de Defesa do Consumidor (FNECDC).

As análises foram realizadas nos meses de outubro e novembro, em quatro supermercados de Tubarão. Dezesseis garrafas das marcas Puris, Imperatriz, Ouro Fino e Da Guarda foram avaliadas e o resultado final foi positivo. “Nós compramos 16 garrafas de cada marca e enviamos para São Paulo, via Sedex. No laboratório, foram analisados o líquido, o rótulo, a embalagem e armazenagem dos produtos”, conta a presidenta da Adocon de Tubarão, Reneuza Martinho Borba.

“Esse tipo de análise é muito importante porque o consumidor deve receber informações precisas de quais produtos está consumindo”, explica Reneuza. Além disso, outros produtos poderão ser analisados a qualquer momento. “Isso desperta nos produtores o alerta de que o produto deve ser de boa qualidade e que existe avaliação precisa e sem vínculos comerciais”, destaca.