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Um auxílio aos deficientes visuais

Deficientes visuais frequentam aulas de escrita, leitura em braile, orientação, mobilidade e informática  -  Foto:Tayná Rosick/Prefeitura de Tubarão/Divulgação//Notisul
Deficientes visuais frequentam aulas de escrita, leitura em braile, orientação, mobilidade e informática - Foto:Tayná Rosick/Prefeitura de Tubarão/Divulgação//Notisul

Tubarão

Aulas de apoio pedagógico, escrita e leitura em braile, orientação e mobilidade, informática básica e atividades diárias de vida são oferecidas a integrantes da Associação Tubaronense para Integração do Deficiente Visual (Atidev).
 
A presidente da entidade e professora voluntária, Maria de Lourdes Borba Izidoro também é deficiente visual e afirma que os alunos encontram um recomeço quando frequentam a associação. “Muitos dos nossos estudantes chegam deprimidos e, a partir do momento em que eles conhecem pessoas que enfrentam os mesmos problemas, a vida deles transforma. Eles se sentem mais seguros a partir dos encontros realizados semanalmente”, explica Maria de Lourdes.
 
O aluno Thiago Zapeline da Silva cursa as aulas desde o início da associação. Aos 27 anos, Thiago passou no vestibular para engenharia civil. “Sofri muito com o preconceito no decorrer da minha vida. Pessoas me diziam que eu não era capaz de fazer nada, nem mesmo estudar. Persisti com ajuda de amigos a conquistar todos os meus objetivos. A faculdade é a prova de que não só sou capaz, mas de que também conquistei um sonho”, afirma Thiago.
 
A Atidev tem como objetivo promover ações nas áreas de habilitação e reabilitação, além de promover o exercício da cidadania e a plena participação na sociedade de pessoas cegas e com baixa visão. São quatro professores que ministram cerca de 22 alunos cadastrados. 
 
Dificuldades encontradas
Os problemas encontrados no passeio público para os deficientes visuais são grandes. De acordo com engenheiros civis especialistas nesta área, o correto é colocar as lajotas de sinalização posicionadas no meio do passeio público. As lajotas de sinalização de alerta (aquelas que possuem bolas) não podem ser posicionadas encostadas ao meio fio. Para evitar acidentes nas calçadas, geralmente, na falta da visão, o jeito é usar o olfato. Quando não apresenta sinalização nas calçadas, por exemplo, situação rotineira na maioria das cidades, o deficiente visual sente o cheiro de lugares em esquinas, como, por exemplo, padarias e mercados. O problema piora consideravelmente quando o dia está chuvoso e os pedestres estão mais apressados. Circular sozinho neste dia fica ainda mais complicado.
 
Saiba mais
As aulas são realizadas de segunda a sexta-feira, das 13h30min às 17 horas. A Associação Tubaronense para Integração do Deficiente Visual fica localizada na rua Esteves Júnior, no centro. 
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