quinta-feira, 18 junho , 2026

Um dos acusados confessa o crime

Mirna Graciela
Tubarão

O julgamento dos acusados pelo assassinato do vendedor José Dionísio da Silva Marcolino, 50 anos, ocorrido em 2006, em Tubarão, teve início ontem, às 9h30min, no fórum. A previsão era de que se estenderia até a madrugada de hoje.
As pessoas lotaram o tribunal do júri para assistir ao julgamento dos réus – um homem de 33 anos e uma mulher de 54 -, apontados como responsáveis pelo crime. O advogado da ré solicitou ao juiz a transferência da sessão em função da grande mobilização da família e de amigos da vítima. Com camisetas e faixas, eles realizaram uma manifestação pacífica, motivo pelo qual o juiz não acatou o pedido, segundo a constituição.

Sete pessoas com idades até 30 anos (quatro homens e três mulheres) fizeram parte do júri popular. Eles questionaram bastante detalhes das testemunhas de defesa dos acusados, que deram depoimentos prolongados.
Um dos pontos que chamou a atenção foi que a maioria das testemunhas da ré possuía passagem policial, fato descoberto no momento pelo juiz e advogados. Inclusive a promotoria pediu abertura de inquérito referente a depoimento contraditório de uma testemunha do réu.

O julgamento teve um intervalo de uma hora e meia para almoço. Por volta das 20h30min, já havia acabado o depoimento do réu. O homem confessou o crime, o envolvimento da mulher com ele e como mandante.
Na sequência, estavam programados o depoimento dela e os debates, para depois a decisão do júri e a sentença pelo juiz.

Recorde como ocorreu o assassinato

O vendedor José Dionísio da Silva Marcolino, 50 anos, foi morto com cinco tiros quando chegava na pensão onde estava hospedado, no bairro Dehon, em Tubarão. Ele havia se separado da esposa há cerca de cinco meses. O crime ocorreu no dia 25 de maio de 2006, por volta das 19h30min.

Ele voltava do trabalho, estacionou o carro para abrir o portão e, ao atravessar a rua, foi atingido por cinco tiros. Os disparos foram efetuados por dois homens que o aguardavam em uma motocicleta. Segundo as investigações, o caroneiro do veículo foi quem atirou (o que cumpre pena em liberdade). O condutor, de 33 anos, foi julgado ontem.

José Dionísio foi morto à queima roupa, já que os tiros foram pelas costas e o último, após ele se virar, no peito, o que lhe impossibilitou defesa. Ele chegou a ser levado ao Hospital Nossa Senhora da Conceição, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu no mesmo dia.

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