Início Geral Um drama vivido por milhares de pessoas

Um drama vivido por milhares de pessoas

O major Marcus Roberto Claudino, da PM de Santa Catarina, é o coordenador do programa estadual SOS Desaparecidos  - Foto:PM de Santa Catarina/Divulgação/Notisul
O major Marcus Roberto Claudino, da PM de Santa Catarina, é o coordenador do programa estadual SOS Desaparecidos - Foto:PM de Santa Catarina/Divulgação/Notisul
Maycon Vianna 
Tubarão
 
Um olhar desolador. Famílias que jamais voltam a viver suas rotinas. Pessoas que desaparecem de uma hora para outra, saem de suas casas e nunca mais voltam. Este é o retrato de milhares de catarinenses que infelizmente somam uma triste estatística.
 
Um sofrimento para parentes mais próximos, do dia a dia daquele de quem pode ser vítima de exploração sexual, pedofilia ou até mesmo desaparecer por doenças cognitivas como depressão ou Mal de Alzheimer. A partir de hoje e nas próximas três edições, o Notisul prepara uma série de matérias sobre pessoas desaparecidas.
 
Com a ajuda e as informações das polícias Civil e Militar, vamos trazer dados, as causas, o drama das famílias, de que forma você pode denunciar.
 
Jovens abandonam as suas casas por conflitos familiares
Todos os anos, só em Santa Catarina, segundo dados da Polícia Militar, são aproximadamente três mil registros de desaparecidos. “Existem mais de 600 registros de desaparecimento nos últimos sete anos, inclusive há relatos de pessoas que moravam nos municípios da Amurel (será abordado nas próximas matérias) que não voltaram mais para casa. A maioria, no que diz respeito a casos no estado, é de jovens que deixam as suas residências voluntariamente por conflitos familiares, porém, existe casos muito preocupantes que envolvem exploração sexual, drogas, pedofilia, maus tratos”, confirma o coordenador do programa SOS Desaparecidos, da Polícia Militar de Santa Catarina, major Marcus Roberto Claudino.
 
Ainda de acordo com o major Marcus, a maioria dos registros de desaparecimentos é de menores de 18 anos. “A situação mais preocupante são as meninas pela sua vulnerabilidade que em muitos casos terminam em exploração sexual ou violência contra mulher. Os idosos com Mal de Alzheimer ou doenças cognitivas também são muito freqüentes e preocupantes”, detalha.
 
Ações de prevenção e divulgação dos desaparecidos no estado, junto aos familiares vitimados pelo desaparecimento serão realizadas nas cidades do sul “Faremos orientações no primeiro semestre deste ano para alertar a comunidade sobre o problema, bem como orientar dos procedimentos de primeira resposta e como proceder para procurar ajuda. No decorrer dos trabalhos nos deparemos com histórias que nos emocionam e ao mesmo tempo nos fortificam na luta pela busca ao desaparecido. O afastamento de uma criança é que torna os dias mais tristes e comovem ao ver ser seus familiares, especialmente as mães, tendo suas vidas marcadas pela dor e pela incerteza do paradeiro e bem estar de seu filho”, revela.
Na edição de amanhã, traremos uma reportagem sobre os casos de crimes envolvendo as pessoas desaparecidas.
 
Desaparecimentos em seis anos
Período de 2005 a 2011
Homens: 42,7%
Mulheres: 15,6%
Menores: 42,7%
Fonte: Polícia Militar de
Santa Catarina
 
Causas do desaparecimento
– Conflitos familiares
– Drogas
– Maus tratos
– Exploração sexual
 (pedofilia)
– Doenças 
(cognitivas, exemplo: Mal de Alzheimer)
 
Sair da versão mobile