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Um paraíso desconhecido

Mais conhecida pelas belas praias, Laguna esconde lugares de beleza ímpar. Pelo interior do município, cachoeiras, mata nativa e povo acolhedor apresentam para o turista uma Laguna que poucos conhecem. Foto: Marcos Bocão/Prefeitura de Laguna/Notsiul
Mais conhecida pelas belas praias, Laguna esconde lugares de beleza ímpar. Pelo interior do município, cachoeiras, mata nativa e povo acolhedor apresentam para o turista uma Laguna que poucos conhecem. Foto: Marcos Bocão/Prefeitura de Laguna/Notsiul

Tubarão

A partir do acesso principal a Laguna, pela BR-101, em direção ao sul, o turista percorre quinze quilômetros para chegar a um lugar bucólico e ao mesmo tempo fascinante. São cinco quilômetros até o distrito de Ribeirão Pequeno, à esquerda do motorista. Depois são outros dez quilômetros, percorridos por estrada de chão batido, com alguns trechos em paralelepípedo e lajotas.

O caminho costeia a Lagoa Santo Antônio dos Anjos e preserva um passado onde o homem não interviu. Mata nativa e moradores sentados na beira da estrada observam o pouco movimento. Até chegar às cachoeiras do Parobé, o visitante passa pelas comunidades do Bananal, Morro Grande, Figueira e Ponta do Daniel.
Lá, o ponto de referência é a praça da localidade. Ao passar pela igreja, o motorista segue à esquerda e depois reto em direção ao cemitério. Daí em diante é mais 1,5 quilômetro até as cachoeiras de águas cristalinas e completamente cercadas por mata nativa.

O caminho é estreito e inclinado. Pode ser percorrido a pé ou de carro. São várias pequenas quedas d’água que escorrem pelas pedras. A parte mais funda chega a alcançar uns seis metros de profundidade. O silêncio só é quebrado pelo canto dos pássaros, cigarras.
Quem prefere um passeio mais perto, tem a opção de banho nas pequenas cachoeiras da comunidade de Ribeirão Pequeno. Além das quedas d’água, a localidade é muito visitada pelos devotos de Nossa Senhora de Lourdes. Uma gruta em homenagem a santa foi edificada no lugar.

Escondida em meio à vegetação, a capela acompanha um espaço com bancos. Tudo à beira de uma cachoeira. Os únicos sons são o da água rolando pelas pedras e dos pássaros silvestres. Missas e outras celebrações de fé são realizadas no local até hoje.
Nos dois lugares interioranos, o ‘sabor da praia’ está presente. No Parobé, por exemplo, o famoso Bar da Deti oferece pratos feitos com peixe e camarão frescos. Tudo feito de forma caseira e em um ambiente acolhedor.

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