Ainternacionalização da nossa universidade se deu e vem se dando anualmente, de forma crescente, e já apresenta resultados bem significativos tanto em números quanto em indicadores qualitativos. Hoje circulam pelo campus 178 estudantes estrangeiros, sendo 164 de Graduação, três de Mobilidade Acadêmica e 11 de Pós-Graduação (2 de Lato Sensu e 9 de Stricto Sensu). Eles são oriundos de dez países: Angola, Cabo Verde, Congo, Índia, Haiti, Moçambique, Paraguai, Peru, Rússia e Senegal.
Além disso, a Unesc mantém 42 acordos internacionais com 17 países (Angola, Argentina, Áustria, Canadá, Chile, França, Espanha, Estados Unidos, Irlanda, Itália, México, Portugal, Peru, Polônia, República Tcheca, Rússia e Uruguai) e um Acordo de Dupla Diplomação com a Universidade Nacional de Avellaneda (o qual permite que os alunos das instituições obtenham diploma das duas universidades).
O maior número de estrangeiros são os angolanos. O Setor de Relações Internacionais da Unesc é que coordena todo processo de chegada, recepção e permanência, assim como todos os trâmites burocráticos internacionais dos alunos estrangeiros na Universidade. Ofertamos condições de ensino, pesquisa e extensão de qualidade, contribuindo para a qualificação profissional e para o desenvolvimento do país de origem, e eles trazem toda uma bagagem cultural que enriquece o nosso meio, todo um colorido, outros olhares e outros saberes, que são fundamentais em um campus universitário.
Normalmente, os alunos estrangeiros têm uma visão positiva do Brasil como país acolhedor e de que Criciúma oferece uma estrutura completa de serviços que facilitam sua estada e adaptação. Temos que reconhecer que é sempre desafiador um grande número de estrangeiros ingressarem em nossa Universidade, mas estamos preparados para acolher, atender e acompanhar os alunos estrangeiros.
A grande procura de estrangeiros pela Unesc se deve ao nosso trabalho e ao grau de confiabilidade e segurança demonstrado pelos acadêmicos que acabam se tornando os próprios divulgadores da nossa Universidade no exterior. As evidências mostram que isso é um fato, mas também há uma valorização do diploma com a marca Unesc no exterior e temos essa confiança também na esfera oficial, pois muitas embaixadas e consulados divulgam nossos editais de vagas para estrangeiros e programas de intercâmbios.
Além da procura por cursos de graduação, o interesse por cursos de pós-graduação também cresce, como é o caso do Instituto Politécnico de Huambo, em Angola, cujo diretor, Helder Chipindo, fez doutorado na Unesc, além de alguns professores do Instituto que também estudaram aqui. A qualidade da nossa relação com os alunos, com a sociedade e com o governo angolano mereceu destaque em matéria especial na revista da Embaixada daquele país em São Paulo.
Um fato novo nesse processo de Internacionalização é o Programa One World Unesc, cujo principal objetivo é contribuir e promover a educação em âmbito global. Ele está oferecendo em sua primeira edição oito bolsas de estudo para estrangeiros de quatro continentes: Europa, África, Ásia, Oceania. O programa, inicialmente, terá duração de dez anos e está previsto, na próxima edição, para todos os cinco continentes. Por meio do programa, a Unesc fortalece o seu compromisso global com a educação.
Essa é a primeira edição do One World Unesc, que possibilitará aos alunos estrangeiros de áreas prioritárias, num futuro próximo, o ingresso em uma Instituição de Ensino Superior internacionalizada. Esses alunos terão a chance de cursar, de forma gratuita, uma graduação em nossa Universidade. Além disso, por meio desses estudantes, a missão da Unesc será disseminada de forma direcionada nos quatro cantos do mundo. A vinda desses alunos vai proporcionar uma rica atmosfera de trocas e contribuições para a comunidade acadêmica e toda região, de diversidade multiétnica e multicultural consciente. O mundo na Unesc e a Unesc no mundo. Isso é o que já está acontecendo.

