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Unesc no combate ao Aedes aegypti

Acredita-se que o Brasil esteja vivendo uma epidemia de doenças preveníveis. Casos de dengue, de febre do Zika vírus e de febre da Chikungunya que nos colocaram em estado de alerta reforçam esta teoria. Os vírus que causam essas doenças são transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti e elas apresentam sinais e sintomas parecidos, mas têm níveis de gravidade diferentes e não há tratamento específico. Recentemente, o Ministério da Saúde confirmou a relação do vírus Zika com os casos de microcefalia em bebês, já registrados em 18 estados brasileiros.

Apesar de toda a tecnologia existente na área da saúde, a melhor medida contra dengue, zika e chikungunya está centrada no combate ao mosquito, ou seja, o combate a seus criadouros. Neste sentido, toda a população tem sido sensibilizada e convocada a fazer a sua parte no combate ao Aedes aegypti. Atividades de educação em saúde, campanhas de sensibilização estão sendo fortemente desenvolvidas e, apesar disso, o mosquito continua se proliferando.

O combate ao mosquito depende de conscientização para a mudança de hábitos e da percepção de que, olhar ao nosso redor, é importante e faz toda a diferença. A fêmea do Aedes aegypti deposita até 100 ovos nas paredes internas de recipientes que tenham ou que possam acumular água parada, e eles podem durar até um ano e meio. Desta forma, basta que uma pessoa não se importe, para que toda uma região seja infectada pelo mosquito.

A Unesc não poderia se eximir de sua responsabilidade frente a este cenário. Disseminar informações científicas sobre a temática e capacitar futuros profissionais de saúde para atuação qualificada sobre o cenário epidemiológico faz parte de nossa missão. Porém, precisamos ir mais além. Precisamos auxiliar na sensibilização das mais de 13 mil pessoas que circulam diariamente no campus universitário para que façam a sua parte e que disseminem este conceito. Precisamos auxiliar na sensibilização de toda a comunidade regional que está em contato com nossos acadêmicos e professores nas diversas atividades de ensino, pesquisa e extensão realizados, não somente dentro da universidade, mas também fora dela. 

Neste sentido, deflagramos uma campanha envolvendo a comunidade interna e externa que visa contribuir com as estratégias de combate a este grave problema de saúde pública. Dentre as ações estão sendo realizadas palestras e cursos para a comunidade acadêmica e capacitação de funcionários para a identificação e eliminação de focos do mosquito. Estes têm a missão de dar continuidade à vigilância dentro do campus em suas ações cotidianas e sensibilizar seus colegas de trabalho. Professores e acadêmicos da área da saúde estão mobilizados para realização de ações comunitárias em áreas de vulnerabilidade para conscientização da população.

Além disso, está programado, para o mês de abril, um seminário, em parceria com a Regional de Saúde do Estado de Santa Catarina com equipes de todos os municípios da região Sul para discussão da temática, avaliação e fortalecimento das estratégias adotadas. Ainda no mês de abril, faremos uma varredura no campus para identificação de possíveis criadouros.

Temos um compromisso com a saúde regional, e colocamos, portanto, toda a comunidade acadêmica da Unesc à disposição na luta contra o Aedes aegypti, sensibilizado para a mudança de práticas e conscientizando professores, acadêmicos e funcionários sobre seu papel como multiplicadores dessa ideia.

 

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