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O uso excessivo de telas por crianças e adolescentes e seus possíveis impactos no desenvolvimento social, emocional e cognitivo serão discutidos nesta terça-feira (22), em Tubarão. O tema foi abordado por Nana Zardo, vice-presidente do Fórum das Entidades Não Governamentais de Tubarão (FENGT).
Segundo Nana, a participação das famílias e o acompanhamento do tempo que crianças e adolescentes permanecem conectados são fundamentais. Para ela, o excesso de dispositivos eletrônicos pode interferir nas relações sociais e familiares.
“O excesso de telas gera um isolamento silencioso, onde o jovem, embora conectado digitalmente, perde a conexão real com o ambiente familiar e social”,
afirmou.
Limites devem fazer parte da rotina familiar
Para a representante do FENGT, estabelecer limites para o uso excessivo de telas não deve ser entendido apenas como uma restrição à tecnologia. A medida deve fazer parte dos cuidados adotados pelas famílias durante o desenvolvimento de crianças e adolescentes.
“Cabe aos pais estabelecer limites claros, não como uma forma de punição, mas como uma estratégia necessária para proteger a saúde mental e o desenvolvimento cognitivo dos filhos”,
destacou Nana.
Ela também defende o equilíbrio entre o contato com dispositivos eletrônicos e outras atividades do cotidiano. Esportes, brincadeiras e momentos de convivência presencial estão entre as alternativas citadas.
“Precisamos fomentar atividades analógicas, esportes e o convívio face a face, que são insubstituíveis para o amadurecimento emocional dos jovens”,
afirmou.
Palestra vai orientar pais e professores em Tubarão
A discussão sobre o uso consciente da tecnologia será ampliada durante uma palestra promovida pelo FENGT. O encontro contará com a participação de Eder Cachoeira e terá como público principal pais, mães e professores.
De acordo com Nana, a iniciativa surgiu diante das dificuldades relatadas por famílias na hora de definir regras e acompanhar o tempo de exposição às telas.
“A gente vê que muitas vezes os pais estão perdidos, não sabem como colocar limites, não sabem como controlar esse tempo de tela, e o Eder vem com essa bagagem toda para nos ajudar a entender esses impactos”,
disse.
Para a vice-presidente do FENGT, a mediação dos adultos é importante para que a tecnologia não substitua outras formas de convivência durante a infância e a adolescência.
“O excesso de tela, sem essa mediação e sem esse olhar atento, acaba prejudicando muito o desenvolvimento social e emocional das nossas crianças e dos nossos adolescentes”,
afirmou.
Serviço
O quê: palestra sobre tecnologia na infância e adolescência
Quando: terça-feira (22), às 19h
Onde: Associação Empresarial de Tubarão (ACIT), em Tubarão
Realização: Fórum das Entidades Não Governamentais de Tubarão (FENGT)
Participação: Eder Cachoeira
Tema: uso consciente da tecnologia, cuidado e responsabilidade
Público: principalmente pais, mães e professores

