Berlim deve tirar de circulação mais de 200 mil veículos movidos a diesel. O tribunal administrativo da capital alemã determinou, na última terça-feira (9) que, a partir de 1º. de abril do próximo ano, parte das ruas da cidade sejam fechadas para a maioria dos automóveis que usam o combustível fóssil.
Assim como outras cidades europeias, Berlim vem enfrentando sérios problemas com a qualidade do ar. Um dos grandes causadores dessa poluição é justamente a emissão de gases dos motores a diesel que não atendem os padrões do sistema Euro 5 -, conjunto de normas que regulamenta a emissão de poluentes de veículos movidos a diesel. Estes veículos, com alguns anos de uso e que não estão equipados com o sistema de tratamento de gases, não poderão circular pela região central da cidade.
As autoridades exigem que Berlim esteja dentro dos padrões máximos de poluição do ar determinados pelo governo alemão: 40mg/m3 de óxido de nitrogênio (NOx) por ano, contra os atuais 49mg. Além dos veículos mais antigos, que não estão equipados com injecção de AdBlue e catalisadores selectivos SCR, furgões comerciais e transportes pesados, que circulam 24 horas pela cidade, também são responsáveis pela emissão de poluentes, porém, ainda escaparam da restrição.
Hamburgo, também na Alemanha, já haviam adotado medidas semelhantes. Em breve, Estugarda e Frankfurt seguirão o mesmo caminho. A decisão de banir veículos poluentes das principais vias urbanas faz parte de uma longa lista de medidas que a Alemanha e outras cidades europeias como Madri, Roma e Bruxelas, vêm colocando em prática para melhorar as condições do ar.
Outro fator a ser considerado é a tendência do uso de motores elétricos por toda a Europa. Em Londres, por exemplo, veículos a gasolina são banidos, na ‘hora do rush’, de alguns bairros com elevado índice de poluição. A medida incentiva a substituição de motores convencionais por elétricos, a hidrogênio ou híbridos modernos.

