A estação mais quente do ano acaba por ser a mais propícia à proliferação do mosquito da dengue. Para evitar que isto ocorra, alguns cuidados são essenciais. O Programa de Combate às Endemias de Tubarão oferece orientações que devem fazer parte da rotina em qualquer época do ano para evitar o problema.
Todo o recipiente que mantém a água parada pode ser perigoso. “Não basta apenas guardar as vasilhas onde não chove. É necessário secar antes de armazenar, porque se houver sujeira acumulada nos cantos também deve ser retirada”, informa o coordenador do programa, Hélio de Oliveira Júnior.
No ano passado, foram encontrados dez focos do mosquito Aedes Aegypt em armadilhas vistoriadas frequentemente na região. “Alertamos a população sobre a importância de manter suas casas sempre bem cuidadas e para que não deixem água parada para o mosquito se reproduzir”, avisa Hélio.
Outra atenção especial deve ser tomada com a chegada da Febre Chycungunia ao Brasil. Esta doença é causada por um alphavirus, também transmitida por mosquitos do gênero Aedes. O Aedes Aegypt e Aedes Albopictus são os principais vetores.
Em Santa Catarina, o mosquito Aedes Aegypt foi detectado em 76 municípios e o Aedes Albopictus em 184. Para evitar a febre, basta seguir as mesmas recomendações em relação à dengue, como não deixar água parada.
Os sintomas da ação de animais peçonhentos
Na época de calor e chuvas é comum a ocorrência de animais peçonhentos, período que também coincide com o plantio e colheitas agrícolas em Santa Catarina. O Centro de Informações Toxicológicas do estado (Cit) orienta a população para situações de pessoas picadas ou na ingestão de plantas venenosas. Picadas de algumas aranhas provocam, principalmente, dor, inchaço, vermelhidão e podem ocasionar sudorese, agitação, taquicardia, vômito, diarreia, hipertensão e alterações cardíacas. No caso dos escorpiões, a dor local é comum e pode ser discreta, restrita (apenas no ponto da picada) ou ainda insuportável, espalhando-se pelo membro afetado ou durar horas ou dias. O local da picada é, às vezes, detectado com dificuldade. Com as serpentes, o veneno tem ação sobre o sistema nervoso e muscular, e leva a discretas manifestações, sendo difícil identificar marcas das presas em alguns casos.
Atenção
Os proprietários de piscinas devem ficar atentos à ocorrência de mosquitos. O ideal é manter a água tratada e, na dúvida, entrar em contato com o setor de combate às endemias pelos telefones 8477-7950 e 3621-9600 ou ir na sede do órgão, localizada na rua Rui Barbosa, número 206, em Tubarão. Também podem se dirigir à Central do Cidadão, que neste mês estará aberta das 13 às 18 horas.
O que fazer?
Em caso de contato com qualquer animal ou planta, acione o Centro de Informações Toxicológicas de Santa Catarina no telefone 0800-643-5252 ou no WhatsApp pelo número
(48) 9902-2683. O serviço mantém plantão 24 horas.

