Em Capivari, quatro vereadores foram impedidos de tomar posse nesse domingo por um oficial de justiça. Suplentes devem assumir cadeiras

Capivari de Baixo
A sessão de posse dos eleitos de Capivari de Baixo, realizada neste domingo, no Parque Ambiental Encantos do Sul, foi marcada por polêmicas. Um oficial de justiça impediu a posse dos quatro vereadores que foram presos por meio de uma megaoperação do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) de Criciúma e Florianópolis, com o apoio da promotoria de justiça de Capivari.
O oficial entregou uma intimação aos legisladores eleitos Jean Corrêa Rodrigues (PSDB), Ismael Martins, o Mael (PP), Edison Cardoso Duarte, o Edison da Elétrica (PMDB), e Fernando Oliveira da Silva (PSB), antes do início da sessão solene, proibindo-os à oficialização do cargo. O poder judiciário está em recesso e retorna na próxima segunda-feira, quando deve anunciar novas ações.
Em até 15 dias devem assumir os prováveis suplentes Cleberson José Garcia (PMDB), Elton Bittencourt da Rosa (PSB), Edison João Moraes (PSDB) e Elto Aguiar Ramos (PP). Portanto, durante a sessão solene, somente sete vereadores foram empossados. Pedro Medeiros Camilo foi eleito o novo presidente da Câmara, e aguarda a decisão da justiça para compor a casa.
O parlamento da Cidade Termelétrica tem sido alvo da Operação Casa da Mãe Joana, do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) e do Ministério Público. As investigações iniciaram há mais de cinco meses. O grupo é acusado de corrupção ativa, passiva, peculato e suspeita de formação de quadrilha, além de ficar com parte do salário de assessores que, muitas vezes, nem iam trabalhar.

