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Pioneira na produção de vinhos de altitude em Santa Catarina, a Vinícola Villa Francioni, em São Joaquim, celebra 25 anos de uma trajetória marcada por inovação, tecnologia e visão de longo prazo. Mais do que produzir vinhos de qualidade, o empreendimento ajudou a transformar a Serra Catarinense em um dos principais destinos do enoturismo brasileiro.
A presidente do Conselho de Administração da vinícola, Daniela Borges de Freitas, relembra que a história começou no fim da década de 1990, quando o empresário Manoel Dilor Freitas decidiu investir em um projeto inspirado por estudos da Epagri que apontavam o potencial da região para o cultivo de uvas viníferas.
“O sonho do meu pai sempre foi construir um projeto que permanecesse para as futuras gerações. Ele acreditava que estávamos iniciando algo que ajudaria a transformar toda a região”, recorda Daniela.
Pesquisa internacional deu origem ao projeto
Antes mesmo da implantação dos vinhedos, Manoel Dilor percorreu importantes regiões produtoras de vinho em países como Estados Unidos, França, Itália, Argentina, Chile e Uruguai para conhecer modelos de produção e as tecnologias mais avançadas da época.
Entre as principais referências esteve a tradicional Opus One, no Napa Valley, nos Estados Unidos.
A Villa Francioni foi fundada em 2001. Os primeiros vinhedos começaram a produzir em 2004, em Bom Retiro, e, no ano seguinte, ocorreu a primeira safra em São Joaquim. A inauguração oficial aconteceu em dezembro de 2005, quando chegaram ao mercado os primeiros rótulos da vinícola.
Tecnologia desde o primeiro dia
Segundo Daniela, desde o início o projeto foi pensado para produzir vinhos de alto padrão.
A vinícola investiu em equipamentos modernos para a época, com tanques dotados de controle de temperatura e sistemas de vinificação que garantiam maior qualidade ao processo produtivo.
A atenção aos detalhes também se estendeu ao engarrafamento.
“Você pode produzir um excelente vinho, mas, se o processo de engarrafamento não for adequado, todo o trabalho pode ser comprometido.”
Além da estrutura tecnológica, a empresa investiu na qualificação de profissionais, contando com consultores internacionais e treinamentos específicos para a equipe que iniciou as atividades na vinícola.
Arquitetura pensada para receber visitantes
Muito antes de o enoturismo ganhar força na Serra Catarinense, a Villa Francioni já havia sido projetada para receber visitantes.
Construída em seis níveis, a estrutura abriga caves subterrâneas para maturação dos vinhos, ambientes integrados à paisagem serrana e espaços destinados à realização de eventos e visitas guiadas.
O projeto arquitetônico também reúne elementos sustentáveis, como iluminação natural e estação de tratamento de efluentes, além de incorporar materiais históricos, entre eles tijolos de demolição e vitrais antigos.
Arte faz parte da identidade da vinícola
Outro diferencial da Villa Francioni é a valorização da arte.
Apaixonado por manifestações culturais, Manoel Dilor fez da vinícola também um espaço para exposições artísticas.
Hoje, o empreendimento mantém uma galeria de arte permanente e promove mostras periódicas com curadoria do consultor cultural Edson Bustamante Machado, ampliando a experiência dos visitantes além do universo do vinho.
Legado para a Serra Catarinense
Passados 25 anos, Daniela avalia que a Villa Francioni cumpriu um papel importante no desenvolvimento da vitivinicultura regional.
Além de consolidar a produção de vinhos de altitude, a vinícola contribuiu para fortalecer o turismo, incentivar novos empreendimentos e ampliar o reconhecimento nacional da Serra Catarinense como uma das principais regiões produtoras de vinho do Brasil.
Para a presidente do Conselho de Administração, o futuro passa por manter o compromisso com a qualidade e continuar investindo em inovação, preservando o legado deixado pelo fundador.

Esta reportagem faz parte do Estúdio de Inverno 2026, projeto dos veículos UNITVSC, portais Notisul e UNITV de Tubarão, Litoral Sul, NotíciasSC e Destaque Santa Catarina de Criciúma, e rádios Jovem Pan News de Criciúma, Araranguá e Tubarão.

