Silvana Lucas
Tubarão
Mais de 300 pessoas realizaram uma manifestação ontem, em Tubarão, contra a violência causada em animais. A Organização Não Governamental (Ong) Movimenta-Cão mobilizou as pessoas para uma passeata, às 17 horas.
O evento ocorreu após a postagem de um vídeo na internet que revoltou a população. Nas imagens, um rapaz aparece na pista de skate, no centro, ao bater com uma muleta, várias vezes, em um cachorro que, desesperadamente, não conseguia sair do lugar. O crime ocorreu na última sexta-feira.
Com vários cartazes e faixas, e com as palavras “quero justiça, não aguento mais, tem que ir para a cadeia quem maltrata os animais”, os manifestantes saíram de frente ao local da agressão e caminharam da avenida Marcolino Marcolino Martins Cabral ao Farol Shopping.
“Não é a primeira vez que organizamos um encontro para chamar a atenção da população e das autoridades. Precisamos que nosso município seja um lugar melhor de viver. Não somente pelas pessoas, mas também pelos animais que não têm voz para se pronunciar”, lamenta a integrante do movimento Nara Fernandes.
Conforme o skatista Júlio César Alves, de 19 anos, os garotos que aparecem nas imagens, apesar de estarem na pista, não representam a classe. “Quem faz isto com um cachorro, não é um esportista e tampouco um cidadão. É um criminoso”, ressalta Júlio, indignado.


Imagem do vídeo em detalhe.
Foto: Reprodução/Notisul.
Cenas chocantes
O vídeo com as imagens não chega ao tempo de 2 minutos, mas é o período suficiente para visualizar que, além do rapaz que bate várias vezes no cachorro indefeso, outros jovens assistem à violência e nada fazem senão rir da situação. O cachorro tenta sair da pista ondulada, que dificulta a sua subida, na pressa de escapar das dores do alumínio do objeto. Segundos antes do fim da cena, uma monitora do estacionamento rotativo chama a atenção de todos ao repudiar a agressão.
Os agressores
A Delegacia da Criança, do Adolescente e de Proteção à Mulher e ao Idoso (Dpcapmi) de Tubarão identificou e intimou o suspeito autor das agressões. O órgão pede à população que auxilie na identificação dos outros envolvidos.

