segunda-feira, 13 abril , 2026

Vírus exterminador ameaça perereca nativa de SC

Um vírus exterminador, conhecido como ranavírus, foi detectado em girinos da perereca Phyllomedusa distincta, espécie nativa da Mata Atlântica. A descoberta aconteceu na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Rã-bugio, em Guaramirim, no Norte de Santa Catarina. O ambientalista Germano Woehl Jr, responsável pelo local e co-autor do estudo, encontrou os girinos mortos na lagoa da reserva, com sinais de hemorragia e inchaço. O ranavírus já foi documentado em outras partes do mundo, causando declínios severos em populações de anfíbios. A presença da doença na região acende um alerta para a possível extinção da espécie, que já tem distribuição restrita.

Aquecimento global pode agravar impacto do vírus

Estudos indicam que o ranavírus está amplamente disseminado pelo Brasil e seus efeitos podem ser potencializados pelo aumento da temperatura global. A professora Karla Magalhão Campião, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), alerta que o cenário é preocupante devido à vulnerabilidade dos anfíbios ao vírus e às mudanças climáticas. A Mata Atlântica abriga muitas espécies endêmicas que já correm risco de extinção, tornando a situação ainda mais alarmante.

População da espécie está em declínio

Nas últimas duas décadas, houve uma drástica redução no número de desovas na RPPN Rã-bugio. Antes, cerca de 550 desovas ocorriam anualmente, gerando quase 100 mil girinos. Atualmente, os registros indicam um declínio significativo dessa taxa. A próxima contagem será realizada no final de agosto, mas os ambientalistas já preveem uma nova queda. Para tentar conter a mortalidade, os pesquisadores drenaram a lagoa e aplicaram cal virgem, mas os girinos continuaram morrendo, indicando a gravidade da infecção.

Características da Phyllomedusa distincta

A Phyllomedusa distincta, também chamada de filomedusa, tem um método peculiar de reprodução. Os ovos não são depositados diretamente na água, mas sim enrolados em folhas suspensas sobre a lagoa. Após um período de sete a dezesseis dias, os girinos caem na água e se desenvolvem por até cinquenta dias antes de iniciar a fase terrestre. Apenas os machos coaxam, enquanto as fêmeas são mudas e de maior tamanho. A descoberta do ranavírus nessa espécie reforça a necessidade de monitoramento e preservação dos anfíbios nativos da Mata Atlântica.

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