O autismo, também conhecido como Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), conforme o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM V), é um transtorno do desenvolvimento que ocorre geralmente nos três primeiros anos de vida da criança, afetando sua capacidade de comunicação e relacionamento social. Suas causas ainda são desconhecidas, porém acredita-se que fatores genéticos e agentes externos podem estar relacionados com o transtorno.
Sabe-se também que o autismo afeta de quatro a cinco vezes mais meninos do que meninas, sendo portanto o azul sua cor simbólica, que o representa mundialmente. O autismo compromete a capacidade de comunicação da criança, devido a esta fazer uso de gestos em vez de palavras, desenvolvendo lentamente sua linguagem, referindo-se a ela mesma de forma errada ou não reconhecendo o próprio nome, agindo como se não estivesse ouvindo o chamado; podendo também repetir várias vezes a mesma frase ou determinada palavra, fenômeno este conhecido como ecolalia.
A criança não consegue também manter contato visual com os demais, assim como focar a visão em algum objeto mostrado a ela, consequentemente comprometendo as suas relações sociais por não conseguir interagir com os demais e fazer amizades. Algumas delas, porém, são retraídas ou preferem ficar sozinhas, podem fazer movimentos corporais repetitivos ou ter fixação por algo em específico, assim como movimentos rotatórios e manuseio inadequado de brinquedos ou objetos; obtém comportamentos agressivos ou acessos de raiva devido à mudança de rotina ou simplesmente sem determinado motivo.
Deste modo, evidencia-se que o autismo tem uma série de sintomas podendo variar de criança para criança. Apesar dos avanços na ciência, ainda não foi encontrada cura para tal transtorno, porém seu diagnóstico precoce é fundamental para que seja iniciado o tratamento a fim de estimular a criança a melhorar sua capacidade de se relacionar socialmente, possibilitando-lhe com isto o aprendizado e uma melhora em sua qualidade de vida. É importante ressaltar que o diagnóstico deve ser realizado por diferentes especialistas, de forma a avaliar o desenvolvimento motor da criança, a fala e a linguagem, sua comunicação e capacidade de expressar pensamentos, assim como sua habilidade de aprendizagem.
Não há um tratamento medicamentoso eficaz para o autismo, porém são utilizados medicamentos para amenizar os sintomas de ansiedade, agressividade, hiperatividade e déficit de atenção que, por vezes, estão relacionados ao transtorno.
Portanto, quanto antes for realizado o diagnóstico e dado início ao tratamento e aos estímulos para com esta criança, maiores chances ela terá de convívio em sociedade.

