Santa Catarina voltou a ser destaque no cenário nacional com o anúncio do maior investimento da história da WEG: R$ 1,1 bilhão destinados à construção de uma nova unidade no Norte do Estado e à expansão da fábrica em Jaraguá do Sul. Mais do que números, estamos falando de 3,1 mil empregos diretos e indiretos e de um movimento estratégico que reforça o papel catarinense como referência em inovação e indústria de ponta.
A parceria firmada entre a multinacional e o Governo do Estado, por meio do Tratamento Tributário Diferenciado (TTD) 489, é um exemplo claro de como incentivos bem estruturados podem alavancar o crescimento econômico. O contrato assinado pelo governador Jorginho Mello e pelo CEO Alberto Kuba garante benefícios fiscais até 2029, em troca da ampliação da base produtiva e da geração de riqueza que, inevitavelmente, retornará aos cofres públicos na forma de impostos e desenvolvimento.
O novo parque fabril, que será erguido em município do Norte do Estado, terá foco em equipamentos de grande porte ligados à transição energética, como turbogeradores e compensadores síncronos. Já a expansão da unidade em Jaraguá adicionará mais de 11 mil m² de área produtiva, sustentando a crescente demanda global por soluções da WEG.
Esse investimento dialoga com dois fatores centrais que explicam a escolha da empresa: mão de obra qualificada e logística privilegiada, com acesso a rodovias estratégicas e portos que conectam Santa Catarina ao mundo. Não é por acaso que a região se consolida como um dos principais polos de excelência em máquinas elétricas girantes do planeta.
Mais do que uma conquista empresarial, a decisão da WEG é um lembrete da importância da sintonia entre setor público e privado. Como destacou o secretário da Fazenda, Cleverson Siewert, o estímulo fiscal não é apenas um benefício a uma companhia, mas sim um movimento estratégico de fortalecimento do ambiente de negócios, de atração de investimentos e de geração de oportunidades para os catarinenses.
Ao garantir condições competitivas, Santa Catarina não só preserva empresas de origem local, como também abre caminho para que elas ampliem sua presença global. No caso da WEG, isso significa manter a matriz e a maior parte dos investimentos em território catarinense, mesmo sendo uma multinacional com atuação em dezenas de países.

