sábado, 4 abril , 2026

A concessão é a solução

 

Zahyra Mattar
Tubarão
 
A concessão do sistema de captação, tratamento e abastecimento de água de Tubarão à iniciativa privada é uma pretensão do municípios há anos. A municipalização, feita em 2005, ainda que não tenha sido bem vista à época, trouxe avanços. Especialmente no que diz respeito à qualidade do líquido e dos serviços.
 
Mesmo com o hábito  da maioria das pessoas em beber água mineral, o líquido que hoje sai da torneira está dentro dos padrões exigidos pela Agência Nacional de Águas (ANA). Inclusive, isto pode ser acompanhado na fatura mensal.
 
O avanço do município, não apenas na questão da água, mas também na implantação da rede de coleta e tratamento de esgoto, está diretamente ligada a altíssimos investimentos e à efetivação da mais completa lei já pensada pela cidade, para a cidade: o Plano Municipal de Água e Esgoto (Pmae).
 
O processo de licitação, contudo, segue suspenso no Tribunal de Contas do Estado (TCE). A luta para esclarecer tudo já dura três anos. No começo deste mês, o recurso apresentado pela prefeitura foi novamente negado. Desta vez, o tribunal apontou quatro pontos conflitantes.
 
A procuradoria geral do município foi citada na semana passada e já prepara a argumentação para remeter ao tribunal. “Vamos buscar esclarecer todos os pontos e corrigir, se necessário, aquilo que o TCE considerou conflitante. Acredito que não será o caso de cancelar o edital”, resume a procuradora geral do município, Letícia Bianchini. Após as correções, o documento será reanalisado pelo tribunal. Caso não haja mais nada a ser ponderado, aí sim a licitação estará liberada.
 
Saiba mais
 
A licitação
O primeiro edital de licitação para concessão do sistema de água de Tubarão foi lançado em março de 2008. O documento precisou ser reescrito porque o Tribunal de Contas do Estado (TCE) discordou de três pontos.
A segunda tentativa ocorreu em dezembro de 2010. O edital foi suspenso em janeiro deste ano, após o TCE considerar quatro pontos ‘conflitantes’.
Entre as contestações, está a falta de detalhamento do orçamento (fluxo de caixa), algumas exigências na qualificação técnica, a ausência de critérios de julgamentos e a questão da pontuação na proposta técnica não ser a adequada.
 
 
Descarte errado do óleo polui rios e mares
 
Na Ossotuba, o material é aproveitado na fabricação de farinha 
para ração animal. Se não fosse este trabalho, cerca de 35 toneladas 
de óleo poderiam ir para o ralo por mês.
 
Karen Novochadlo
Tubarão
 
Você já parou para pensar de que forma descarta o óleo de cozinha? Apenas um litro deste produto pode poluir até um milhão de litros de água. Para evitar prejuízos no futuro, é imprescindível realizar a destinação correta. Por isso, nada de jogar o produto pelo ralo da pia! 
Em Tubarão, a Ossotuba, localizada no Sertão dos Corrêa, reaproveita mensalmente 35 toneladas da substância na fabricação de farinha para ração animal. 
 
Para fazer o descarte, uma dica é armazenar o óleo em garrafas pet. E nem pense em jogar o material por aí! Na Cidade Azul, estas garrafas são recolhidas junto com o lixo reciclável, pela Retrans ou pela GS Reciclagens, nos diversos pontos de coleta da cidade (supermercados, padarias, restaurantes…) e levados à Ossotuba.
 
O óleo é uma importante peça na fabricação de farinha de vísceras. Com isso, a biomassa utilizada na empresa (cavaco) é economizada, já que o óleo saturado auxilia na combustão do digestor, além dos ganhos ambiental.
 
”Todo o óleo saturado recolhido pela Retrans é comprado pela Ossotuba e revertido em auxílio ao Lar da Menina”, explica o engenheiro ambiental da Ossotuba, José Victor Figueiredo da Silva. Para a fabricação das Farinhas (matéria-prima para fabricar ração), a Ossotuba realiza o processamento de quatro subprodutos, entre eles, penas, vísceras, osso, sangue.
 
“Procuramos fazer a nossa parte. O nosso serviço já é uma espécie de reciclagem. Só de vísceras de frango, recolhemos mais de 100 mil quilos por dia. Imagine se esse material não fosse processado! Poderia ser disposto na natureza, causando poluição e problemas de saúde pública”, explana José Victor. A GS realiza a coleta em toda a Amurel e algumas regiões da Amrec.

 
 

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