Início Segurança MPSC aciona ex-delegado-geral por caso do cão Orelha em SC

MPSC aciona ex-delegado-geral por caso do cão Orelha em SC

Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Secom/Divulgação

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) ingressou com uma ação civil pública por improbidade administrativa contra o ex-delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel. O processo está relacionado à atuação dele no caso do cão Orelha, animal comunitário que morreu em janeiro, em Florianópolis.

A ação tramita em sigilo. Até o momento, o ex-delegado afirmou que não foi comunicado oficialmente sobre o processo e que ainda não teve acesso ao conteúdo da ação.

Ação pede responsabilização por conduta no caso

A ação foi protocolada pela 40ª Promotoria de Justiça da Capital na 1ª Vara da Fazenda Pública de Florianópolis na segunda-feira (13), conforme divulgado pelo MPSC.

Por causa do sigilo, o Ministério Público não detalhou os fundamentos do pedido. No entanto, a ação envolve apuração de possível improbidade administrativa e pedido de indenização por dano moral coletivo.

Investigação apura possíveis irregularidades

Em março, o MPSC já havia instaurado um inquérito para investigar a conduta de Ulisses Gabriel na condução das investigações sobre a morte do cão Orelha.

Entre as suspeitas analisadas estão possíveis crimes de abuso de autoridade, violação de sigilo funcional e eventual prática de ato de improbidade administrativa.

O objetivo foi apurar se houve irregularidades na coordenação do caso, que ganhou repercussão estadual.

Caso do cão Orelha segue sob apuração

O cão Orelha vivia como animal comunitário na região da Praia Brava, em Florianópolis. Segundo a investigação da Polícia Civil, ele teria sido agredido no dia 4 de janeiro e encontrado por moradores no dia seguinte.

O animal foi levado para atendimento veterinário, mas não resistiu aos ferimentos.

Mesmo após a conclusão inicial do inquérito, o Ministério Público solicitou novas diligências no dia 9 de abril, apontando inconsistências e lacunas nas investigações.

Entre as medidas, estão o aprofundamento de provas e a reavaliação de análises já realizadas. O caso segue aberto e sem conclusão definitiva.

Defesa diz que ainda não foi notificada

Em nota, Ulisses Gabriel afirmou que soube da existência da ação pela imprensa e que ainda não foi formalmente comunicado.

Ele também questionou o fato de o processo tramitar em sigilo, mas ter sido divulgado publicamente antes da notificação da defesa.

O ex-delegado declarou ainda que mantém confiança na legalidade de sua atuação e que irá se manifestar tecnicamente após ter acesso integral aos autos.

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