
Florianópolis
O acesso dos surdos aos exames teóricos e práticos para emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) começou a ser discutido em Santa Catarina. O assuntou pautou reunião ordinária da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Assembleia Legislativa esta semana, e novo encontro deve ocorrer no próximo dia 30, entre as entidades envolvidas com a causa e o Detran.
O objetivo é encontrar alternativas para minimizar as dificuldades encontradas pelos surdos. O Detran não dispõe de servidores capacitados na Linguagem Brasileira de Sinais (libras). “Uma das alternativas foi permitir que o surdo trouxesse ao exame seu próprio intérprete. Mas sabemos que isso não resolve o problema das provas escritas”, analisa a gerente de habilitação de condutores do departamento, Cláudia Regina Bernardi da Silva.
O Detran tem trabalhado no desenvolvimento de um vídeo e na elaboração de provas escritas em libras. “Queremos ouvir as sugestões das associações ligadas às pessoas com deficiência para aperfeiçoar esse processo”, acrescenta o diretor do órgão, Vanderlei Rosso.
A presidenta da Associação dos Surdos de Florianópolis, Sandra Amorim, lembra que a falta de intérpretes em libras não é o único problema encontrado pelos surdos que querem dirigir. “Só saber a linguagem de sinais não adianta. É necessário ter servidores capacitados na interpretação desses sinais”, alerta.