Letícia Matos
Laguna
Tendo a crise econômica nacional como justificativa, o prefeito de Laguna, Everaldo dos Santos (PMDB), exonerou 90 funcionários comissionados e reduziu o número de secretarias para sete (eram 12). As medidas de contenção de custos iniciaram há três meses e as ações fazem parte do pacote anunciado na reforma administrativa.
“Em virtude da crise estabelecida no país, a ordem é reduzir despesas. Outras medidas já foram tomadas para alcançarmos um resultado mais positivo. Carros locados foram devolvidos. Vamos economizar de todas as formas, já que houve grande redução de repasses de fundos da União para os municípios. A dificuldade financeira não é exclusividade de Laguna. Além disso, todas as gratificações foram cortadas e o número de comissionados (cargos de confiança) reduzido. Outro fator preponderante para enxugar os gastos foi a saída de alguns imóveis alugados”, explica o prefeito.
Dos 250 comissionados, ficaram 153. Desses, 56 receberão salário mínimo, outros 44 receberão R$ 1.118,00. Ainda não há um resultado exato de quanto será economizado, pois é preciso esperar fechar a folha de pagamento deste mês. A ideia inicial é economizar até 50%. “O objetivo é reduzir os gastos pela metade. Hoje, temos que cortar da própria carne”, frisa Everaldo.
Contenção de gastos em cidades da região
A desaceleração da economia e o cenário de inflação colocaram em crise as finanças municipais. A conta não fecha. As despesas crescem e a receita não acompanha. Os gestores adotam medidas de contingenciamento para tentar reequilibrar o caixa. No ano que passou, várias foram as manobras para poder deixar, ou tentar, as contas em dia.
Em Tubarão, o prefeito Olavio Falchetti (PT) assinou um decreto que inclui a redução de 20% dos vencimentos dos secretários e 10% para os comissionados. Em Armazém, o prefeito Jaime Wensing (PSDB) decidiu reduzir os salários de cargos comissionados e da carga horária, diárias, horas extras e viagens.
Em Imbituba, no início de 2015, foi feita uma reforma administrativa. Das 18 secretarias passou para dez. Foram extintas as secretarias adjuntas e especiais. Redução da remuneração dos cargos comissionados e respectivas funções de representação, em torno de 10%, assim como das funções gratificadas em 33,33%. O salário do prefeito Jaison Cardoso (PSDB) e o do vice-prefeito também foram reduzidos.
O prefeito de Sangão, Castilho Silvano Vieira (PP), diminuiu o próprio salário, do vice e dos secretários em 10% no mês de abril. Em São Ludgero, o prefeito Volnei Weber (PMDB) determinou o corte de horas extras e a racionalização em relação ao consumo de materiais de expediente.

