Mirna Graciela
Laguna
O mandado de prisão contra o policial militar ambiental de 40 anos suspeito de abusar sexualmente do próprio filho, de 7 anos, em Laguna, foi expedido ontem, seis dias depois da entrega do inquérito. Na tarde de ontem, os delegados José David Machado e Flávio Costa Gorla cumpriram a determinação.
O acusado foi preso no quartel da Polícia Militar Ambiental, onde ainda exercia a profissão. “Isto é uma resposta à sociedade. Agora, ele aguardará uma posição da justiça”, destaca o delegado David, responsável pela investigação. O inquérito foi enviado ao fórum na última quarta-feira.
Cerca de 12 depoimentos foram tomados pelo delegado David, que teve como principais subsídios para pedir a prisão as ameaças contra a ex-mulher e o filho, e a confissão do crime pelo policial às conselheiras tutelares e à mãe da criança. Ele foi transferido para o 4º Batalhão da Polícia Militar de Florianópolis, onde existem celas para policiais que cometem delitos.
O caso foi descoberto no dia 23 do mês passado, após o garoto passar uma tarde com o pai. Ele voltou com dores no corpo, o que fez a sua mãe levá-lo ao médico. O exame de corpo delito apontou fissura anal com dilatação de esfíncter, o que comprova a penetração, e a hipótese de o crime ter ocorrido outras vezes, já que o menino andava retraído. A mãe denunciou o ex-marido. O casal é separado há quatro anos, após uma relação de 11. A criança recebe acompanhamento psicológico.
Em menos de um mês, dois casos são descobertos
Se no caso do policial militar ambiental de Laguna acusado de abusar sexualmente do próprio filho, de 7 anos, houve a conjunção carnal, um outro colega da mesma corporação, de 45 anos, está preso desde o último dia 1º pela prática de atos libidinosos. O crime foi cometido com cerca de cinco crianças entre 6 e 7 anos.
Elas eram induzidas a beijá-lo, mostrar as partes íntimas, serem tocadas e fazerem sexo oral. O policial está preso no mesmo quartel da capital. Duas possuíam grau de parentesco com o policial e outras eram filhos de conhecidos.

