Tubarão
Cerca de 70% dos peritos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de Santa Catarina aderiram à greve da categoria, deflagrada nacionalmente nesta sexta-feira, informaram os representantes da Associação Nacional de Médicos Peritos da Previdência Social (ANMP). Há 60 dias, servidores do INSS iniciaram a paralisação dos trabalhos, com adesão de 90% no estado.
Conforme a diretora da associação, Clarissa Bassin, são cerca de 200 médicos, número abaixo da necessidade real do estado. “A pauta de reivindicação é a mesma: preencher o quadro completo de servidores, repor as perdas inflacionárias e reestruturação da carreira”, afirmou.
Na abrangência da Associação dos Municípios da Região de Laguna (Amurel), são 15 profissionais, oito em Tubarão. Conforme o vice-presidente da Associação Nacional dos Médicos Peritos da Previdência Social, Samuel de Oliveira, 30% dos profissionais em cada unidade deverão continuar em atividade. “Os que já estão em benefício, o INSS terá que continuar a pagar até o fim da greve, e casos de maior gravidade e idosos serão atendidos”, esclarece.
A perícia médica é essencial para os benefícios, como auxílio-doença, aposentadoria especial, por invalidez e para o reconhecimento de acidentes de trabalho.
O INSS não divulgou um balanço de adesão de peritos nesta sexta-feira. Em nota, os representantes da Previdência alegam que foram comunicados sobre a paralisação dos peritos e orientam aos segurados a ligarem para o número 135, central telefônica do órgão, para verificar se poderão ser atendidos na unidade desejada.
As negociações da categoria são conduzidas pelo Ministério do Planejamento. Segundo Clarissa, até esta sexta-feira representantes da associação não foram convocados para reuniões com o governo.

