Kalil de Oliveira
Tubarão
Uma batalha jurídica que envolve presídios em Santa Catarina deve iniciar em breve. A informação é do presidente da Comissão de Assuntos Prisionais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Tubarão, João Batista Blasius.
O advogado repercutiu uma mobilização estadual iniciada após um juiz de Joinville determinar a soltura dos presos por falta de vagas. “Esta decisão foi derrubada pelo Tribunal de Justiça, mas existe um prazo”, ressaltou, garantindo que o grupo vai se reunir para encontrar uma maneira igual de agir em relação ao tema.
Segundo Blasius, além da falta de vagas, os advogados reclamam das condições físicas dos presídios. Ele cita como exemplo o presídio feminino de Tubarão. “Não comporta mais nenhuma condição de continuar. É um prédio muito antigo, cheio de infiltrações”, observa.
Laudo aprova presídio
A diretora do presídio feminino da Cidade Azul, Juliana Borges Medeiros Ghisi, falou ontem sobre o laudo da Vigilância Sanitária que, segundo ela, trouxe elogios à evolução da estrutura. “O problema era na cozinha, mas foi terceirizada. Está tudo bem organizado agora, com telas e material lavável, entre outros”, explica.
Juliana tem expectativa de que a licitação do novo presídio seja aberta ainda este ano. “Quando a obra iniciar, o prazo será de até 12 meses, ou seja, talvez inauguramos no fim de 2018, mas por enquanto é uma promessa da secretaria de Segurança Pública”, ressaltou.
O laudo da Vigilância Sanitária com elogios à evolução estrutural do presídio ficou pronto na última quinta-feira.

