Amanda Menger
Tubarão
Os agentes prisionais, monitores e servidores administrativos dos estabelecimentos penitenciários do estado realizaram um protesto ontem, em Florianópolis, em frente ao Centro Administrativo. Apesar da movimentação, nenhum representante do governo recebeu os integrantes do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público do Estado (Sintespe). Os funcionários reivindicam o pagamento do risco de vida que foi cortado no pagamento de setembro.
No estado, cerca de 500 servidores não receberam o benefício, de cerca de R$ 300,00. O governo tinha se comprometido em pagar a diferença na última semana, mas não o fez. “A categoria decidiu pelo estado de greve. Entre agentes prisionais, monitores e administrativo, são 2,1 mil funcionários. Só de agentes, são 1,5 mil para cuidar de quase 14 mil detentos. O número está acima do que define a Organização Internacional do Trabalho (OIT)”, afirma o presidente estadual do Sintespe, Mario Antonio da Silva.
Sem o contato com o governo do estado, a categoria realiza um novo protesto amanhã, em frente à secretaria estadual de segurança pública. “Vamos nos reunir às 14 horas, em frente à SSP, e depois caminharemos até a assembleia legislativa, onde conversaremos com os deputados. Quinta-feira da próxima semana, será realiza a assembleia geral da categoria, que poderá decidir pela greve por tempo indeterminado”, diz Mario.
Caso seja deflagrada a greve, ao menos 30% dos agentes deverão manter-se na ativa. Na Amurel, são 54 servidores para 466 presos. A categoria reivindica a aprovação do plano de cargos e salários na assembleia. A proposta foi apresentada em 2007, e estabelece que o risco de vida seja pago para todos os monitores e agentes. O valor seria de 40% do piso inicial da carreira que é R$ 781,00.
Bancários não devem voltar
ao trabalho esta semana
Zahyra Mattar
Tubarão
Os representantes da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) reuniram-se ontem com o intuito de formular uma contraproposta aos sindicatos dos bancários. E tudo não passou mesmo de conversa. Nada novo foi apresentado.
“E não acredito que isso ocorra até amanhã (hoje), quando todas as bases sindicais farão assembleia para votar pela continuidade, ou não, da greve”, lamenta o presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Tubarão e Região (Seebtr), Armando machado Filho.
As negociações entre as partes iniciaram em agosto. Desde então, praticamente não houve avanço. Somente algumas questão ligadas à participação nos lucros e resultados (PLR) foram debatidas. Ainda assim, não há consenso. A principal reivindicação, os índices de reajuste salarial, não entrou na pauta até agora.
Na base sindical de Tubarão e Laguna, 100% das agências da Caixa Econômica Federal estão fechadas. Nas do Besc e Banco do Brasil, a paralisação abrange cerca de 75% das agências da região.
No sul do estado, a greve entra hoje no décimo dia. “Caso os bancários optem pela greve, acredito que não voltamos antes da próxima semana. Até porque o canal de negociação com as empresas está fechado”, avalia Armando.
Na rede privada, os trabalhadores foram obrigados a retornar ao batente já na última quinta-feira, por conta de uma liminar de interdito proibitório conseguida pelos bancos.
Reivindicações
Os bancos propuseram reajuste de 4,5%, o que, para os sindicalistas, repõe somente a inflação de 4,44% do último ano. Os funcionários pleiteiam 12% de aumento, participação nos lucros e resultados de três salários mais R$ 3.850,00, garantia de emprego e mais contratações, entre outros itens.

