Karen Novochadlo
Laguna
A saga do aposentado Evandro Luiz de Melo, de Laguna, continua. À espera de um transplante de rim há pelo menos dois anos, ele terá que enfrentar agora uma disputa judicial. De acordo com a legislação brasileira, somente parentes até quarto grau podem ser doadores vivos. No caso do aposentado, a ex-mulher dele é quem irá fornecer o órgão.
Evandro só foi informado da lei há algumas semanas, quando procurou o fórum da comarca de Laguna para protocolar um documento sobre a autorização do procedimento. “Todos no hospital e na clínica sabiam que a minha ex-mulher era a minha doadora. Mas ninguém me alertou quanto a esta questão“, explica Evandro. A lei foi criada para impedir o tráfico de órgãos.
A solução é procurar um advogado. “Estava com todos os exames certinhos. Era só marcar a cirurgia ”, lamenta. Se a doação não for autorizada, ele terá que procurar outro doador.
Evandro faz hemodiálise três vezes por semana em Tubarão. Como o Notisul publicou anteriormente, ele pretendia desistir da hemodiálise em março. O motivo era que não conseguia marcar o único exame que faltava para a realização da cirurgia.
Vários equívocos fizeram que o procedimento fosse demorasse para ser marcado. A secretaria de saúde da prefeitura de Laguna não havia sido informada de que ele precisava de um transplante. Em seguida, quando o exame foi marcado, Evandro não foi avisado. Depois, conseguiu enfim realizar o exame – duas vezes. Na primeira, foi apontado que suas condições de saúde não estavam muito boas. O aval do médico já foi dado.
Falta de informação
Uma das principais queixas do aposentado Evandro Luiz de Melo, de Laguna, é a desinformação. Ele reclama de não ter sido informado de como funcionava o sistema de transplante no estado, a fila para transplantes de órgãos, questões legais sobre os doadores. Infelizmente, o caso de Evandro não é o único em Santa Catarina.

