Letícia Matos
Tubarão
Há três anos, os 350 alunos da Escola Estadual Sagrado Coração de Jesus, no Km 60, em Tubarão, estão sem aula na instituição, interditada por causa de problemas na estrutura. Neste período, os estudantes foram transferidos para a Escola Senador Francisco Benjamim Gallotti, em Oficinas. As obras de reforma e ampliação foram iniciadas em fevereiro deste ano, porém os primeiros dias do próximo ano letivo não iniciarão na escola reformada.
Conforme o secretário de desenvolvimento regional em Tubarão Caio Tokarski, a obra está adiantada e até à frente do cronograma esperado. A quadra coberta está pronta. Nas salas de aula, foram colocados os pisos, a armação e telhados. O forro deve ser instalado nas próximas semanas, assim como as caixas da água, que devem ser alocadas no local próprio.
“A obra de quase R$ 3 milhões é financiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) por meio do Pacto por Santa Catarina e está dentro do prazo. Queremos em março poder fazer a transferência dos alunos para o local”, afirma Caio.
O prazo contratual firmado entre a prestadora de serviços de edificações, NHN Construções, e o governo do estado para a conclusão da obra é de 540 dias. A assinatura da ordem de serviço ocorreu no início de fevereiro e as obras iniciaram no dia 25 do mesmo mês.
Enquanto isso, os alunos estudam na Escola Estadual Senador Francisco Benjamin Gallotti, no bairro Oficinas. E, junto com eles, os 175 alunos da Escola de Educação Básica Visconde de Mauá, que será fechada.
Projeto
O projeto prevê a reforma em uma área de 1.358,23 metros quadrados e a ampliação de 198,44 metros quadrados, além da quadra de esporte coberta, bicicletário, auditório, laboratórios e rampas, contemplando os conceitos de acessibilidade.
Há reformas, mas também fechamento de escolas
Além da reforma na Escola Estadual Sagrado Coração de Jesus, no bairro Km 60, as instituições de ensino pertencentes ao estado desde o início do ano passam por uma reformulação. No fim do mês passado, o representante da 20ª Gerência Regional de Educação, Jaime Ondino Teixeira, informou que as unidades escolares Professora Angélica Cabral, em São Bernardo, e a Visconde de Mauá, em Oficinas, teriam as suas atividades suspensas.
A baixa demanda de alunos foi um dos motivos para a extinção das duas instituições. “Temos que otimizar os recursos. O Gallotti possui 282 alunos e o Mauá 175, somente esta primeira escola atendia mais de dois mil alunos e agora juntas o número chega a 457. A ocupação chegará somente a 20%. Os alunos da Professora Angélica Cabral que realizam um percurso de mais de três quilômetros da unidade escolar terão vale-transporte gratuito. Os recursos estão cada vez mais escassos e temos que saber utilizá-los”, observou o gerente.
Em fevereiro, uma semana antes de iniciar o ano letivo, a Escola de Educação Básica João 23, na Passagem, foi fechada. A decisão ocorreu no dia 23 de dezembro do ano passado e chegou por meio de ofício na Gered. Porém, a comunidade escolar soube que a unidade não teria as suas atividades a poucos dias do começo das aulas.

