Angelica Brunatto
Tubarão
O pedido de falência do Colégio Energia de Criciúma colocou em alerta muitos estudantes e pais de todo o sul do estado. Isso porque a franquia está presente em outras cidades e é vista por muitos jovens como principal porta de entrada para a universidade.
Em Tubarão, especula-se que o problema se repita. Não há motivo para esta preocupação, garante a direção. As aulas estão marcadas para começar na próxima segunda-feira, e os professores, inclusive, já preparam os conteúdos.
São esperados 800 alunos para o início do ano letivo. E também há muitos estudantes, vindos de Criciúma, na fila de espera. “É uma questão social. Se eu tiver espaço físico com qualidade, vou alocá-los”, assegura o diretor geral do Energia de Tubarão, Ronnie Peterson Baasch.
A transferência destes alunos ocorre pela falta de vagas nas escolas de Criciúma. “Para se ter uma ideia, a região só conseguiu absorver 800 dos dois mil alunos”, conta.
Conforme Ronnie, a única ligação que o Energia de Criciúma tem com Tubarão é na questão pedagógica. Alguns professores atuam nas duas escolas. Mesmo assim, alguns pais resolveram tirar os filhos de escola. “Foi um número pequeno, mas alguns foram transferidos porque os pais se sentirem inseguros”, revela.
Conforme a gestão atual, cada colégio pertence a empresas diferentes. A rede Energia é uma franquia.
Em Criciúma, o problema veio à tona após o cumprimento de uma ordem de despejo contra a escola, por não pagamento do aluguel do prédio. A dívida já chegava a R$ 3,8 milhões. Os débitos estavam atrasados desde 2008. Ronnie garante que em Tubarão todas as contas estão em dia, inclusive os salários dos professores. “O aluguel de janeiro será pago agora no dia 20”, garante.
Corrida para retirar pertences
Após a ordem de despejo do Colégio Energia de Criciúma, muitos alunos correm até a antiga escola. A intenção é buscar pertences e, no caso dos alunos do último ano, conseguir o histórico escolar para ingresso na universidade. O prazo encerra no próximo dia 23. A instituição abrigava quase dois mil alunos em vários níveis escolares. A corrida agora é para encontrar vagas em outras escolas.

