Nove meses após ser esmagada por um carro que invadiu a casa em que morava, no Itapoã, Distrito Federal, Gheanny Karolyne Sousa dos Santos, 3 anos, foi sepultada da forma como a família gostaria, nesta segunda-feira (16/7).
A menina teve um enterro social, modalidade gratuita aque tende famílias de baixa renda, com covas divididas, mas os pais não estavam satisfeitos. Nesta manhã, depois de exumada, a pequena ganhou um jazigo no Cemitério Campo da Esperança da Asa Sul, em Brasília.
“Estou aliviado por fazer uma despedida digna da minha filha. Agora, ela vai poder descansar em paz”, disse o pai de Gheanny, Ildebrando Pereira dos Santos, 50.
A angústia da família teve início em outubro do ano passado. Um motorista de 24 anos invadiu a residência da criança com um automóvel. A garota ficou prensada entre o sofá e o veículo e morreu na hora. Os pais tiveram ferimentos leves.
De acordo com parentes de Gheanny, houve um desencontro de informações e a menina acabou tendo um enterro social. Nesses casos, após cinco anos, os corpos são exumados e os restos mortais transferidos para um ossário.
Desde então, os pais da garotinha lutam por um enterro tradicional, o que ocorreu nesta segunda-feira, após auxílio da Defensoria Pública do DF e da Unidade de Assuntos Funerários da Secretaria de Justiça. Os órgãos arcaram com os custos do cemitério e uma funerária doou uma urna para o novo sepultamento. Os restos mortais de Gheanny foram transferidos do setor destinado à gratuidade do Campo da Esperança para a área-parque.
