quarta-feira, 17 junho , 2026

Apostas e o impacto na economia brasileira

Os sites de apostas esportivas movimentam bilhões no Brasil. A regulamentação do setor, que ainda avança em ritmo lento, poderia gerar receitas significativas para o governo. Estima-se que a tributação sobre esse mercado, caso bem estruturada, tenha potencial para arrecadar mais de R$ 10 bilhões anuais. Esses recursos poderiam ser direcionados para áreas como saúde, educação e infraestrutura.

Contudo, a falta de regulamentação robusta cria uma “terra de ninguém” fiscal, permitindo que empresas estrangeiras operem no país sem cumprir obrigações tributárias ou sociais. Além disso, a ausência de regras claras sobre publicidade e controle de acesso amplia os riscos de vício em apostas, afetando famílias e indivíduos de baixa renda.

O “tigrinho” e a economia informal

Enquanto as apostas esportivas dominam o cenário digital, o jogo do “tigrinho” – máquinas caça-níqueis e similares – continua a prosperar em áreas urbanas e rurais. Esse tipo de jogo, operado em grande parte de maneira clandestina, alimenta a economia informal.

Os ganhos financeiros do “tigrinho” raramente passam pelos canais oficiais. Em vez disso, o dinheiro movimentado tende a alimentar redes ilegais, como lavagem de dinheiro e corrupção. Além disso, ele contribui para um problema social significativo: o endividamento das famílias mais vulneráveis, que buscam nas máquinas uma “solução rápida” para problemas financeiros.

Efeitos na economia e no consumo

A popularização dos jogos de azar cria um paradoxo na economia. Por um lado, o setor formalizado, como os sites de apostas, pode gerar empregos diretos e indiretos, principalmente em áreas como tecnologia, marketing e regulamentação. Por outro, o descontrole sobre jogos ilegais prejudica a distribuição de renda e aumenta o custo social em áreas como saúde mental e assistência social.

Do ponto de vista do consumo, o vício em jogos reduz o poder de compra de famílias, impactando negativamente setores essenciais da economia. Em comunidades onde o “tigrinho” é prevalente, é comum observar a redução no consumo de itens básicos devido à priorização dos gastos com jogos.

Conclusão: equilíbrio entre oportunidades e riscos

A ascensão dos jogos de azar no Brasil é um reflexo das transformações econômicas e culturais do país. No entanto, para que essa prática contribua positivamente para a economia, é imprescindível que haja uma regulamentação eficiente, que considere tanto a arrecadação de impostos quanto a proteção social.

Enquanto isso, o governo precisa endurecer as medidas contra o jogo clandestino, como o “tigrinho”, e investir em campanhas de conscientização sobre os riscos do vício em apostas. Afinal, o verdadeiro ganho para a economia não está apenas na arrecadação, mas na construção de um ambiente econômico saudável e sustentável.

Continue lendo

Horóscopo de quarta-feira (17): veja as previsões para todos os signos do zodíaco

IMAGEM IA Notisul Tempo de leitura: 5 minutos A quarta-feira, 17 de junho de 2026, chega com energias voltadas ao equilíbrio entre ação e reflexão. O...

Edla Zim lança nesta quarta-feira seu nono livro infantojuvenil em Tubarão

FOTOS Notisul Tempo de leitura: 3 minutos A escritora, educadora e colunista do Notisul Edla Zim lança nesta quarta-feira (17), às 19h, no Museu Ferroviário de...

TJSC destina R$ 24,8 milhões à Defesa Civil para reforçar prevenção a eventos climáticos em SC

Imagens:Maurício Vieira/TJSC Divulgação Notisul Tempo de leitura: 3 minutos O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) destinará R$ 24,8 milhões ao Governo do Estado para...

Pelo Estado – Governo de SC aciona Justiça Federal para derrubar cotas da pesca artesanal da tainha 

 O Governo de Santa Catarina ajuizou, esta semana, uma Ação Civil Pública (ACP) contra a União com o objetivo de suspender as cotas de captura da tainha para a pesca artesanal no Estado. O pedido busca anular os dispositivos da Portaria Interministerial que estabelece limites exclusivos para a modalidade de arrasto de praia, método tradicional no litoral catarinense. A medida impõe um “mecanismo interventivo discriminatório que viola o pacto federativo”, uma vez que a restrição é aplicada apenas a Santa Catarina. Não existem limitações semelhantes para a mesma modalidade de pesca nas demais unidades federativas das regiões Sul e Sudeste do país. Para o procurador-geral do...

Laguna sanciona lei que garante expressão sonora das religiões de matrizes africanas

FOTO PML Divulgação Notisul Tempo de leitura: 3 minutos A Prefeitura de Laguna sancionou uma nova legislação que assegura a livre expressão sonora e musical nas...

Coleta de lixo tem novo cronograma nos bairros Fábio Silva e Cruzeiro, em Tubarão

FOTO Divulgação, Notisul Tempo de leitura: 2 minutos Os moradores dos bairros Fábio Silva e Cruzeiro, em Tubarão, devem ficar atentos às mudanças no cronograma da...

Limpeza e revitalização do Rio da Madre começam após anos de espera em Tubarão

IMAGEM Divulgação, Notisul Tempo de leitura: 4 minutos Os trabalhos de limpeza e revitalização do Rio da Madre começaram nesta terça-feira (16) em Tubarão. A intervenção,...

Anvisa cria grupo para avaliar segurança da vacina da dengue Butantan-DV

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) instituiu nesta terça-feira (16) um grupo de trabalho para aprofundar a avaliação da segurança da vacina da...