Wagner da Silva
Orleans
A indefinição do sistema de estacionamento rotativo em Orleans, suspenso desde o início do ano, começa a trazer problemas aos usuários. O maior deles é a falta de vagas no centro do município. Implantado em 2008, a Área Azul deixou de vigorar porque o contrato com a concessionária terminou no fim do ano passado e não foi renovado até agora.
Com a falta de fiscalização, encontrar vagas no centro de Orleans é tarefa para pessoas pacientes. O taxista Paulino Alberton, cujo ponto fica ao lado da igreja matriz, afirma que não é difícil ver veículos circularem quatro a cinco vezes pelo centro, até achar um local para estacionar.
“No sábado é ainda pior. As pessoas do interior aproveitam este dia para passear pelo comércio”, constata. Segundo o prefeito Jacinto Redivo (DEM), o Tinto, o problema estará solucionado em breve. Ele anunciou nesta semana que já assinou o convênio junto ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e que o sistema voltará a funcionar no próximo mês, mas com mais exigências aos usuários.
“O processo de contratação dos agentes monitores e do coordenador deve ocorrer até a próxima semana”, completa Tinto. Ele acrescenta que mais de mil infrações, aplicadas até o fim do ano passado, não foram quitadas e, agora, serão transformadas em multas de trânsito. “Com a regularização da Área Azul, estudamos cobrar as multas retroativa ao ano passado”, antecipa.
Regras seguem as mesmas
As regras do sistema de estacionamento rotativo de Orleans continuarão as mesmas praticadas até o fim do ano passado. As tarifas também continuam com os mesmos valores. A tolerância de tempo sem o cartão é de meia hora. Depois disso é cobrado R$ 1,00 por hora excedente. Em caso de infração, o condutor tem prazo de 90 dias para quitar o débito. Do contrário, a notificação é encaminhada para ao Detran.
Os valores para cada infração da Área Azul será baseada na Unidade de Referência Fiscal (Ufir) e poderá chegar a R$ 60,00, além do acúmulo de pontos na habilitação.
Os valores arrecadados serão distribuídos entre o município (35%), Polícia Militar (32,5%) e o Detran (32,5%).

