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Arqueólogos estudam esqueletos de três mil anos

O esqueleto humano estudado pela equipe da Unisul pode ter de três a quatro mil anos   -  Foto:Assessoria de comunicação Unisul/Divulgação/Notisul
O esqueleto humano estudado pela equipe da Unisul pode ter de três a quatro mil anos - Foto:Assessoria de comunicação Unisul/Divulgação/Notisul

Tubarão

Há dois anos, o sambaqui Cabeçudas 01, em Laguna, tem sido objeto de pesquisa da equipe do Grupo de Pesquisa em Educação Patrimonial e Arqueologia da Unisul (Grupep), em Tubarão, 
De lá para cá, são estudados 23 sepultamentos no sítio arqueológico. Essa semana teve início a análise do último esqueleto humano encontrado (o único retirado inteiro).
 
De acordo com a auxiliar do Laboratório de Arqueologia da Unisul, Renata Estevam da Silva, os sambaquis funcionavam como uma espécie de cemitério, envolvem um cerimonial e rituais funerários. O último sambaquieiro escavado encontrava-se na base do sambaqui, indicando que ele foi o primeiro a ser sepultado. Segundo os estudos já desenvolvidos, estima-se que os sepultamentos encontrados são de três a quatro mil anos atrás. 
 
Até o momento, determinou-se, por meio das características dos ossos, que o sambaquieiro estudado era do sexo masculino e já estava em idade adulta. A partir daí, é possível determinar o tipo de alimentação e eventuais doenças que afetavam essa população. 
 
Por meio da análise de outras peças anatômicas retiradas do sambaqui, pode-se também observar o contexto histórico da época. 
 
O mobiliário funerário e a posição dos corpos são fatores essenciais para a pesquisa.
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