FOTOS Reprodução Notisul
O Centro Cultural que reúne parte das lojas maçônicas de Tubarão foi alvo de mais um ataque de vandalismo. Segundo representantes da instituição, esta é a terceira invasão praticada pelo mesmo indivíduo. O caso foi registrado e será investigado pelas autoridades com base nas imagens das câmeras de segurança. O caso ganhou repercussão nacional e internacional.
O Centro Cultural utilizado por um grupo de lojas maçônicas de Tubarão, ligadas ao Grande Oriente do Brasil (GOB), foi novamente invadido e depredado. A ocorrência chamou a atenção pela extensão dos danos e pela reincidência do caso, já que, conforme a instituição, o mesmo suspeito teria invadido o imóvel pela terceira vez.
Vídeos gravados logo após a invasão mostram um cenário de destruição. Colunas do templo foram quebradas e derrubadas, centenas de documentos, livros e arquivos foram espalhados pelo chão, armários foram arrombados e diversos objetos utilizados nas sessões maçônicas acabaram destruídos.
Entre os maiores prejuízos estão o incêndio de duas colunas consideradas símbolos importantes dentro do templo, além da cadeira utilizada pelo Venerável Mestre, cargo equivalente ao presidente de uma loja maçônica. Livros, peças cerimoniais e outros adereços também foram queimados.

Investigação busca responsabilizar autor
De acordo com informações apuradas junto à instituição, o suspeito seria um jovem que teria admitido ter praticado os atos por nutrir aversão à maçonaria. A declaração, segundo os representantes da entidade, reforça a hipótese de que o ataque tenha sido motivado por intolerância contra a organização.
As imagens registradas pelo sistema interno de monitoramento foram entregues às autoridades competentes, que deverão conduzir a investigação e adotar as medidas legais cabíveis.

Instituição destaca atuação filantrópica
Representantes das lojas maçônicas afirmam que o episódio contrasta com o trabalho desenvolvido pela instituição junto à comunidade.
A maçonaria reúne homens que professam a crença em um Ser Supremo, independentemente da religião seguida, e desenvolve ações voltadas à filantropia e ao apoio de entidades assistenciais.
Um exemplo recente citado pelos integrantes foi a participação na instalação de um sistema de energia solar na entidade Joana de Angelis, em Tubarão. O investimento ultrapassou R$ 60 mil, sendo que uma das lojas maçônicas contribuiu com aproximadamente 30% do valor da obra.
Atualmente, a maçonaria brasileira é organizada em três principais potências regulares: o Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas e os Grandes Orientes Estaduais. Em Santa Catarina, uma das organizações é o Grande Oriente de Santa Catarina (GOSC).
“Fomos vítimas da ignorância”, afirma Venerável Mestre
Um Venerável Mestre de uma das lojas maçônicas de Tubarão, que pediu para não ter a identidade divulgada, lamentou o ocorrido.
“Nos reunimos para combater a ignorância. Desta vez, fomos vítimas dessa ignorância”,
declarou.
Segundo ele, episódios de desinformação sobre a maçonaria acabam alimentando preconceitos e podem contribuir para manifestações de intolerância contra a instituição.
O dirigente também citou declarações feitas por figuras públicas em eleições passadas criticando a maçonaria, ressaltando que discursos dessa natureza, na avaliação da instituição, prejudicam uma organização que afirma desenvolver atividades beneficentes e comunitárias.
Serviço
O caso foi registrado junto às autoridades policiais. A investigação utilizará imagens do circuito interno de segurança para identificar oficialmente o autor dos danos e apurar as circunstâncias da ocorrência.

