Wagner da Silva
Rio Fortuna
Os vereadores de Rio Fortuna estão em uma ‘sinuca de bico’. Ou concedem, na sessão extraordinária desta noite, o aumento de 2% proposto pelo executivo, ou deixarão os servidores municipais sem reajuste este ano. O valor desagradou os funcionários. O projeto entrou na pauta da câmara na sessão da última terça-feira e precisa ser votado até a hoje, em função do período eleitoral.
O cálculo para o aumento salarial é feito com base no Índice Geral do Preço do Mercado (IGP-M). No período de um ano, o acumulado foi de 0,25%. Para o vereador Celito May (PMDB), o aumento não representa as perdas do último ano. “Em 2009, mesmo com a situação difícil, os funcionários receberam quase 7% de reajuste. Este aumento de 2% não recupera as perdas. Acredito que a prefeitura poderia ter sido mais generosa com os servidores”, avalia Celito.
O prefeito Silvio Heidemann (PP), admite que o valor esta aquém do esperado, mas considera que este é o percentual possível para que as contas fiquem dentro do limite prudencial. “Gostaria de dar mais de 10%, mas não funciona assim. Precisamos agir com responsabilidade para não comprometer o orçamento e, com isso, ficar sem poder de investimento”, justifica.
Heidemann compara os dados de arrecadação e da folha de pagamento para defender o aumento. Segundo o prefeito, o faturamento chegou próximo a R$ 600 mil no mês passado. Deste total, R$ 291 mil foram gastos com a folha de pagamento. Na comparação dos dois primeiros meses do ano, a queda na arrecadação foi a 13%, o que elevou de 40% para 47% as despesas com folha, incluindo os encargos com a câmara.

