Mirna Graciela
Braço do Norte
Após reagir a um cerco e trocar tiros com policiais civis, cinco integrantes de uma quadrilha do Rio Grande do Sul foram presos ontem, no início da tarde, em Braço do Norte. Eles são responsáveis por vários assaltos praticados em Criciúma, Araranguá e em cidade vizinhas de Tubarão.
Os criminosos, dois de 19 anos, um de 21, outro de 24 (único catarinense), e o último de 30 anos, responderão a inquérito policial por tentativas de roubo e homicídio, e formação de quadrilha. Todos foram encaminhados ao Presídio Regional. Com a informação de que o alvo dos bandidos seria o Frigorífico D’Perone, na localidade de Pinheiral, no dia do pagamento dos funcionários, policiais civis, após segui-los à distância, abordaram o grupo, que estava em um Chevette, a 500 metros da empresa que seria assaltada.
Segundo o chefe de investigação da comarca de Braço do Norte, Alexandre Martimiano, a maior preocupação era de não deixar eles entrarem local. “Não poderíamos correr este risco, de alguém ser baleado ou morto durante o assalto, sabendo que são bandidos que atiram mesmo. Quando a quadrilha chegou nas proximidades da empresa, o condutor do Chevette entrou em uma rua sem saída. Daí, fechamos a via pública, em duas viaturas, e demos voz de parada”, relatou o investigador.
A ordem não foi atendida e o caroneiro revidou com um tiro contra os policiais. “Então, atiramos, furamos dois pneus e a porta onde estava o que deu o primeiro disparo. Ele foi baleado na perna e a quadrilha detida”, contou Martimiano. Também participaram da ação os policiais da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Criciúma e Tubarão.
Grupo já era investigado e bandidos tinham informações da empresa
Os bandidos tinham informações privilegiadas da movimentação financeira do frigorífico D’Perone, na localidade de Pinheiral, em Braço do Norte, conforme revelou o chefe de investigação da Polícia Civil, Alexandre Martimiano. “Isto será averiguado, mas tudo aponta para esta conclusão”, afirmou.
Os policiais sabiam que a quadrilha estava na cidade há dez dias, envolvida em crimes, inclusive dois deles com moradia fixa. “Passamos a monitorá-los direto, pois a programação do assalto à empresa já era de nosso conhecimento. Nos últimos cinco dias, intensificamos a vigia. Naquela comunidade rural, existem mais de 20 frigoríficos e, por meio investigação, conseguimos descobrir, há três dias, em qual deles ocorreria o assalto”, contou.
O policial ainda detalhou que ontem, desde as primeiras horas, o grupo foi seguido. Por volta das 12 horas, no centro da cidade, dois deles, a pé, encontraram os outros três, que ocupavam o Chevette, e todos se juntaram rumo ao local do assalto frustrado.

