O bloqueio dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz entrou em vigor às 11h desta segunda-feira (13), no horário de Brasília. A medida foi anunciada pelo presidente Donald Trump e prevê restrições a embarcações que tenham como origem ou destino portos iranianos. O Irã reagiu com críticas e ameaçou uma resposta em caso de ataque, aumentando a tensão na região estratégica para o comércio global de petróleo.
As Forças Armadas dos EUA informaram que qualquer navio que entrar ou sair da área sem autorização poderá ser interceptado, desviado ou capturado. A operação abrange o Golfo de Omã e o Mar Arábico, regiões próximas ao estreito.
Como funciona o bloqueio no Estreito de Ormuz
Segundo o Comando Central dos Estados Unidos, o bloqueio será aplicado a embarcações de todas as nacionalidades que operem em portos iranianos. No entanto, o trânsito considerado neutro — com destino a outros países — não será impedido.
A medida inclui toda a costa do Irã, abrangendo portos e infraestrutura energética. Embarcações neutras que já estavam em portos iranianos receberam prazo para deixar o país.
Inicialmente, o governo norte-americano indicou que poderia restringir completamente a passagem pelo estreito. Posteriormente, esclareceu que a ação será direcionada ao tráfego ligado ao Irã.
Negociações fracassadas e aumento da tensão
O bloqueio ocorre após o fracasso de negociações entre representantes dos Estados Unidos e do Irã, mediadas pelo Paquistão. As conversas, que duraram cerca de 21 horas no fim de semana, não resultaram em acordo sobre o programa nuclear iraniano nem sobre o controle da região.
Autoridades iranianas classificaram a medida como um “blefe” e pediram respeito ao país. O porta-voz da Comissão de Segurança Nacional do Irã afirmou que novas ações podem ser adotadas.
Já a Guarda Revolucionária iraniana indicou que poderá reagir de forma mais dura caso haja escalada militar.
Impactos no preço do petróleo e combustíveis
A tensão no Estreito de Ormuz, rota por onde passa grande parte do petróleo mundial, já provoca reflexos no mercado. O preço da gasolina subiu cerca de 40% desde o início recente do conflito, segundo dados divulgados por autoridades dos Estados Unidos.
O presidente do parlamento iraniano também alertou para possíveis aumentos ainda maiores nos combustíveis, sugerindo impacto direto nos consumidores.
Analistas apontam que qualquer interrupção prolongada na região pode afetar o abastecimento global de energia e pressionar economias em diversos países.
Risco de escalada internacional
A troca de declarações entre autoridades dos dois países indica risco de agravamento do conflito. Enquanto os Estados Unidos reforçam a aplicação do bloqueio, o Irã sinaliza que pode adotar medidas adicionais.
O cenário segue indefinido, com atenção internacional voltada para possíveis desdobramentos militares e econômicos nos próximos dias.

