quarta-feira, 4 março , 2026

Brasileira lança turbante com cabelo para pessoas com câncer

Uma mãe, esposa, professora e empreendedora criou um turbante com cabelo para melhorar a autoestima de pessoas com câncer.

“O ‘Cabelo Manero’ foi desenvolvido como alternativa para não incomodar o couro cabeludo, ser de fácil manuseio e para tornar as madeixas mais naturais”, disse a criadora do turbante, Luciana Lara Asanuma. 

A empreendedora de São Paulo tem 47 anos e viveu 6 anos no Japão. Formada em Administração com habilitação em Comércio Exterior, ela conta que a ideia do negócio surgiu há três anos, “quando vi uma reportagem sobre pacientes com câncer que, por causa do tratamento, perderam o cabelo”.

“No começo, eu apenas vendia caixinhas de cabelo e turbantes, depois descobri que poderia juntar os dois e fazer algo que pudesse concorrer com as perucas tradicionais”, revela.

O turbante com cabelo leva apenas um minuto para ser colocado na cabeça, como um turbante comum.

Preços

O preço varia de acordo com o tipo de fibra (cabelo) utilizado na confecção.

“Se for simplesmente sintético (famoso cabelo de boneca, ainda assim sempre procuro o melhor possível, sem brilho e com maciez), sai por R$ 150,00, mas este tipo não tem muita durabilidade e convém apenas utilizá-lo em ocasiões pontuais”.

“Já para as pessoas que irão utilizá-lo diariamente convém adquirir os de fibras orgânicas ou japonesas, que saem por R$ 250,00, porque são fibras que aguentam temperatura e, além de terem maior durabilidade, não deixam nada a desejar no que se refere à aparência e ao toque, ao cabelo natural. Apenas têm uma vida útil, seguindo os passos da manutenção e sendo cuidadoso devem durar em torno de um ano”, conta.

Além de mulheres, Luciana revela que homens também compram os turbantes com cabelo.

“Não faz muito tempo que um ator me pediu para confeccionar um turbante com dreads para um ato que ele iria apresentar”, revelou.

Apesar de trabalhar com todos os tipos de cabelo, a maioria dos que saem da loja são os afros.

“Sou eu quem compra o cabelo e os tecidos, e isso requer um tempo para personalizar, então sou muito cautelosa na questão do controle de qualidade”, diz.

“Por ano devo vender em torno de 100 peças, mas vejo que neste ano tivemos um aumento, porque vem sendo mais conhecido”.

Como o negócio cresceu Luciana teve que ampliar a produção.

“Atualmente estou desenvolvendo uma parceria com uma cooperativa de costureiras para que elas confeccionem para mim, assim posso trabalhar mais na divulgação”, conta.

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