quarta-feira, 4 março , 2026

Brasileira vence o “Nobel da Agricultura” por pesquisa sustentável

A engenheira agrônoma Mariangela Hungria, da Embrapa Soja, foi anunciada como vencedora do Prêmio Mundial da Alimentação 2024 — conhecido como o “Nobel da Agricultura”. A premiação, que será entregue em outubro, reconhece sua contribuição de mais de 30 anos com pesquisas sobre insumos biológicos que revolucionaram a agricultura sustentável no Brasil e no mundo.

Mariangela desenvolveu alternativas que economizam bilhões

Mariangela é referência em soluções que substituem fertilizantes químicos por inoculantes — produtos com microrganismos que aumentam a absorção de nutrientes pelas plantas. Essas tecnologias já estão presentes em mais de 40 milhões de hectares no Brasil, gerando uma economia estimada de até US$ 25 bilhões anuais e evitando a emissão de mais de 230 milhões de toneladas de CO₂.

  • Inoculantes reduzem a dependência de fertilizantes químicos
  • Sustentabilidade e produtividade caminham juntas
  • Impacto direto na qualidade dos alimentos e no meio ambiente

Pesquisadora é pioneira na fixação biológica do nitrogênio

A cientista é uma das pioneiras no uso da fixação biológica de nitrogênio, técnica que permite às plantas absorver o nitrogênio do ar com a ajuda de bactérias específicas, tornando o processo agrícola mais limpo, eficiente e de menor impacto ambiental. Essa inovação tem colocado o Brasil como referência mundial em sustentabilidade no campo.

Prêmio também reconhece a força das mulheres na ciência

Além do avanço científico, Mariangela destaca o papel da mulher na produção de alimentos e na pesquisa. Ela afirma que muitas contribuições femininas na cadeia alimentar ainda são invisibilizadas. Seu prêmio, portanto, representa também um marco de reconhecimento à presença feminina no agronegócio e na ciência.

Reconhecimento internacional valoriza a pesquisa brasileira

O anúncio foi feito em maio, e a entrega será em outubro em Des Moines, nos Estados Unidos. O prêmio é oferecido pela Fundação World Food Prize, criada por Norman Borlaug, o “pai da Revolução Verde”. Mariangela também foi homenageada neste ano na 1ª edição do Prêmio Mulheres e Ciência, na categoria Trajetória.

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