O paratleta de Capivari de Baixo, Ezequiel de Souza Corrêa, planeja estar nos jogos de Tóquio, em 2020. No ano passado, ele ficou muito perto da disputa no Rio de Janeiro.
Jailson Vieira
São José
Ficar no ponto mais alto do pódio já se tornou rotina para o paratleta Ezequel de Souza Corrêa, o Zico, 29 anos. Depois de grandes resultados e importantes conquistas alcançadas desde 2014, o jovem morador de Capivari de Baixo levou a medalha de ouro no 15° Campeonato Catarinense de Supino e Terra, em São José. Além disso, tornou-se o melhor atleta Open Supino Raw e o novo recordista de Santa Catarina, ao ‘quebrar’ a marca de 142,5 quilos e chegar aos incríveis 170 quilos.
No campeonato estadual, o jovem competiu na categoria aberta e não no paratleta, o que mostra o seu potencial em diversas categorias. Zico ressaltou a sua superação e o apoio que tem recebido de quem o acompanha. “Esta conquista é de toda a minha família, amigos e também de todos aqueles que sempre me apoiaram. Muito obrigado!”, comemora.
Mês passado, o paratleta da cidade termelétrica participou do Circuito Caixa de Halterofilismo e mais uma vez levou a medalha de ouro na competição nacional, que ocorreu em São Paulo. Ele conseguiu levantar 162 quilos na categoria 72 quilos de peso pessoal. Zico é atualmente considerado o melhor paratleta de da modalidade na categoria até 72 quilos. Antes, sua última conquista foi no supino, categoria absoluta até 70 quilos, no Campeonato Municipal de Supino de São Bento do Sul, no início de maio.
O seu próximo compromisso poderá ser o Brasileiro de supino, que deverá ser realizado em breve. “Talvez, estejamos no Brasileiro de supino na absoluta aberta com todos os atletas considerados os melhores do país. Eles não possuem nenhuma deficiência. Essa é mais uma barreira que desejo enfrentar, porém, não para mostrar que sou melhor, mas para tentar ser a cada competição melhor que eu mesmo”, assegura.
Desde a infância, o catarinense teve dificuldades relacionadas à deficiência fibular. “Não tenho calcanhar, não tenho dois dedos em cada pé. Não tenho a fíbula, o meu joelho não é formado inteiro. Com 1 ano, fiz cirurgia, com 1 ano e 6 meses fiz outra e com 6 anos mais uma. Dos 9 aos 13 fiquei com a ‘galhada’ (aparelho ortopédico) na perna, andei de cadeira de rodas e muleta bastante tempo”, recorda.

