Início Geral Carreata de São Jorge/Ogum: Evento será realizado no próximo dia 22

Carreata de São Jorge/Ogum: Evento será realizado no próximo dia 22

Jailson Vieira
Tubarão

Na Igreja Católica, São Jorge é o santo que suportou as maiores torturas e que venceu até um dragão. A veneração ao cavaleiro da Capadócia é tão grande que ele já foi enredo de escola de samba, estampou roupas, faz parte do mundo de decoração e em 2012 foi tema de novela. Nas religiões de matriz africana, ele é Ogum e é celebrado no próximo dia 23.

Em comemoração ao Dia de Culto aos Orixás, lembrado nesta data em Tubarão, instituído pela Lei 1.608/2016, de autoria do vereador Paulo Henrique Lúcio, o professor Paulão, será realizada a 1ª Carreata de São Jorge/Ogum, no dia 22, com saída às 16h, ao lado do Restaurante Ataliba, próximo ao acesso Norte de Tubarão, no bairro Revoredo. O percurso seguirá pelas ruas da cidade até o Museu Willy Zumblick, no Centro. “O evento não é apenas de segmento religioso, mas também cultural”, destaca Paulão.

Haverá uma tenda com roda de capoeira com o Grupo Cordão de Ouro e outras atrações. Com a iniciativa, princípios como a diversidade, caridade, tolerância e respeito ao sincretismo religioso e cultural deverão ser enfatizados. Além disso, o tema solidariedade estará bem presente com a arrecadação de alimentos não perecíveis para os voluntários dos Colaboradores do Bem. O dia 23 de abril lembra a data em que São Jorge foi morto decapitado, aos 23 anos, por se recusar a negar sua fé.

De acordo com Paulão, Ogum foi escolhido por representar a lei na cidade, por ter como elemento o ferro, atuação nos trilhos, já que o município é cortado pela Ferrovia Tereza Cristina. Além disso, ligado aos ofícios de ferro e fogo, na Cidade Azul há trabalhadores como ferreiros, por exemplo.

O vereador destaca que será um encontro de fé e, uma vez que as pessoas deixam de se dividir e unem-se em torno de algo comum. “É importante dar voz a todos os seguimentos e o nosso mandato é pautado pelas causas sociais e suas nuances. É fundamental conhecer as outras culturas e enquanto admirador da história, professor e militante preciso estar aberto à diversidade cultural”, observa.

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