Tubarão
A criatividade e a paixão dos ferroviários refletem na imagem e no saudosismo que locomotivas e vagões trazem ao longo desses 127 anos de estrada de ferro no sul de Santa Catarina. Toda essa dedicação recebeu uma data especial para comemorações, 30 de abril, Dia do Ferroviário.
A evolução do modal, novas tecnologias, prevenção e conquista de certificações que atestam os cuidados com a saúde, segurança, qualidade de vida e preservação do meio ambiente são resultados do comprometimento e busca pela melhoria contínua dessa classe trabalhadora.
Como são poucas as instituições de ensino e formações direcionadas para o meio ferroviário, grande parte da mão-de-obra é desenvolvida dentro da própria empresa, o que torna os colaboradores diferenciais na área e os instiga a sempre buscar novidades e criar mecanismos que facilitem a atividade e melhorem o desempenho da operação.
Na Ferrovia Tereza Cristina, são inúmeros exemplos. Certificada nas normas ISO 9001, gestão da qualidade, ISO 14001, gestão ambiental e OHSAS 18001, gestão da segurança e saúde ocupacional, toda a equipe assumiu a responsabilidade de trabalhar a prevenção e melhoria contínua dos processos. Desde 1997, ano da privatização, mais de R$ 53 milhões foram investidos na recuperação e modernização do material rodante, adequação operacional da via permanente, reforma das instalações físicas e na capacitação e formação de pessoas.
Ideias em ação
A segurança, qualidade e eficiência da operação ferroviária são prioridades na FTC. Focados nas diretrizes propostas, alguns colaboradores desenvolveram um computador de bordo para locomotivas com o objetivo de oferecer mais confiabilidade tanto para o maquinista quanto para o controlador de tráfego.
Uma das figuras mais beneficiadas com a implantação do projeto foi o maquinista. E quem está no ramo há mais tempo sente a evolução. É o caso de Lindomar de Souza Cardozo, que iniciou na FTC em 1984. “Antes, trabalhava em Maria fumaça e raramente fazia uma viagem com locomotiva a diesel. A diferença entre as duas é muito grande. Na locomotiva a vapor, nós trabalhávamos em três, o maquinista e dois auxiliares”, lembra. “O computador de bordo dá maior controle da locomotiva ao maquinista”, acrescenta.
Além das melhorias em tecnologias e questões como ergonomia e conforto, com a implantação de ar-condicionado nas locomotivas e novas cadeiras para os maquinistas, os colaboradores da FTC também estão atentos às questões ambientais.

