Zahyra Mattar
Tubarão
Uma comissão formada por membros de vários sindicatos dos trabalhadores na indústria de energia elétrica de Santa Catarina engrossa a massa contrária à privatização da Celesc. A diretoria da empresa nunca confirmou uma possibilidade de venda da estatal. Os trabalhadores garantem que as manobras ocorrem e, mais cedo ou mais tarde, acabará por ocorrer.
Hoje, um grupo fará frente na assembleia legislativa a fim de pressionar para a realização de uma audiência pública a respeito do assunto. Os sindicalistas tentam este encontro há cerca de um ano, mas nunca foram atendidos pelos deputados. Hoje, eles reúnem-se com uma comissão do legislativo para fazer nova tentativa.
“Isto que ocorre em Tubarão (da prefeitura rescindir o convênio para iluminação pública) é o começo do fim da Celesc. Querem desmoralizar a empresa para desmontá-la e vendê-la. Antes, tínhamos a população do nosso lado. Agora, começaram a boicotar as licitações de materiais para que o atendimento fique ruim. É tudo proposital”, dispara o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica do Sul de Santa Catarina, Henri Machado Claudino.
O convênio
A reunião que bateria o martelo em torno da continuidade do convênio entre a prefeitura de Tubarão e a Celesc, no que diz respeito à iluminação pública, foi adiada. Uma viagem inesperada do secretário de meios e suprimentos, Aristeu Cavalca, foi o motivo. Gestores da prefeitura e da regional da Celesc em Tubarão reagendaram o encontro para amanhã, às 15 horas.
Contudo, a coordenadora da taxa de Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública, Reneuza Marinho Borba, volta a reforçar que o executivo tubaronense não deve voltar atrás na decisão, conforme o Notisul antecipou ontem.
O convênio entre a Celesc e a prefeitura de Tubarão prevê que a estatal é responsável pela arrecadação e prestação de serviço. Depois, expõe, em relatório, o que foi ou não feito. O problema é que esta prestação de contas tem sido insatisfatória quanto ao atendimento ao consumidor.
Pelo convênio, a Celesc tem 32 horas para responder o pedido do cidadão (para trocar uma lâmpada da sua rua, por exemplo), o que não ocorre hoje. A Celesc alega falta de material para executar o serviço. As licitações para isto são feitas na matriz, em Florianópolis. O município contesta e alega que paga por um serviço que não é executado.

