Amanda Menger
Tubarão
No próximo ano, o tombamento do Centro Histórico de Laguna completará 25 anos. Na semana passada, o município foi contemplado com R$ 8,5 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das cidades históricas do governo federal. Além disso, conhecer o casario colonial e o romance de Anita e Giuseppe Garibaldi é um dos atrativos aos turistas. Contudo, o título de patrimônio cultural do Brasil poderá tornar-se passado na história da Cidade Juliana.
Uma comissão formada na câmara de vereadores discute um possível destombamento do centro histórico. “Sabemos que ser um patrimônio histórico traz benefícios para Laguna, como os recursos de R$ 8,5 milhões. Mas também dificulta a vida das pessoas que moram no centro histórico. Quem é dono de uma casa considerada patrimônio histórico só pode mexer, fazer alguma reforma se tiver a autorização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O que queremos é discutir as regras do tombamento e, de repente, flexibilizá-las”, explica o presidente da câmara, Deivysonn Souza (PMDB).
Um ofício convocando os técnicos do Iphan para irem à câmara foi enviado há alguns dias. Uma data para a apresentação ainda será marcada. “Essa questão do destombamento surge de vez em quando. Já recebemos o pedido de informações da câmara. Isso é comum, geralmente todos os anos vamos à câmara para falar do nosso trabalho e isso é bom”, afirma a chefe do escritório técnico, Ana Paula Cittadin.
Ana Paula diz desconhecer que alguma cidade tombada tenha conseguido reverter a situação. “Acredito que isso não ocorrerá. Afinal, o Iphan tem inclusive um escritório técnico. A cidade é reconhecida como patrimônio histórico nacional e recebe recursos para isso. Desconheço que tenha ocorrido algum destombamento”, relata a chefe do escritório.

