Por ingenuidade ou deliberada vontade de enganar o eleitor, candidatos, nesta reta final de campanha, prometem resolver, como num passe de mágica, todos os problemas de Tubarão. Evidenciam, na verdade, despreparo para as funções legislativas ou executivas que pleiteiam. O enfrentamento das complexidades da nossa cidade não comporta ingênuos ou enganadores, embora a palavra final seja do eleitor.
Fazem pior quando denominam tais promessas de “plano de governo”, mesmo não dispondo de, no mínimo, diagnósticos dos problemas e das finanças – incluindo a capacidade de contrapartidas do município – prognósticos, metas e métodos para concretizá-las, fontes alternativas de recursos e prazos para execução. São, na verdade, meras falas ou meras cartas de boas intenções para iludir os menos avisados.
Querer ganhar eleição por meio de enganações prenuncia, em caso de vitória, governo também de enganações. A postura ética, a eficiência e o comprometimento com as causas coletivas que se cobram dos governos, iniciam e se verificam – ou não – anteriormente na campanha. Se começa bem, precisa de esforço redobrado, principalmente durante o governo, para se manter no bom caminho, tantos são os abutres que se aproximam. Se começa mal, não tem conserto.
Este é o principal motivo que afasta as pessoas da política, o que abre caminho para administrações corruptas ou para obras que não atendem aos anseios da coletividade. Mas isto não é política. É politicagem ou politicalha. Política é a arte de bem governar, de bem gerir o que é de todos. É o sustentáculo da democracia e das liberdades individuais e coletivas, conquistadas a duras penas.
Tubarão, portanto, não deveria ter à sua frente os enganadores, os improvisadores ou os de conversa fácil e inconsequente. Tubarão precisa e merece lideres à altura dos seus desafios, para superá-los e, de suas conquistas, para fazê-las avançar.
De todo modo, a palavra final, reitero, é de sua excelência – o (a) eleitor (a). Ele (a) decidirá no recôndito indevassável da urna.

